segunda-feira, 15 de julho de 2013

Olhar feminino

Olhar feminino

Da claridade do seu olhar
Emana toda feminilidade
Oculta na pétala da flor

Pudera eu me aventurar
Nesse seu sensual olhar
Oculto mistério feminino

O seu sentir é generoso
Se não fosse eu sonhador
Bem poderia ser seu amor

Pedro Junqueira Franco de Castro 12/07/2013

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O desencanto

O desencanto

O que era para ser um laço
Aos poucos foi virando nó
Do entrelaçar das almas
Fez-se a luta cega de egos
Impedindo-nos de ser um só

De repente o desencanto
De pombinhos apaixonados
Éramos estranhos no ninho
Víamos um céu já passado
Impedidos de tocar estrelas

Mas todo fim é um começo
Mesmo que em outra vida
Amadurecidos nesse amor
Colheremos o fruto sagrado
Desabrochando nossa flor

No templo além do arco-íris
Silenciados os ruídos do ego
Nossas almas sacramentadas
Dançarão na noite estrelada
Poderemos nos amar em paz

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:02 09/07/2013

domingo, 30 de junho de 2013

A canção que encanta

A canção que encanta

Quisera eu fazer uma canção
Que te pudesse reencantar
Com as maravilhas da vida
Que lá fora estão a cantar

Quem dera pudesse mostrar
Que o beija-flor beija sua flor
Fazendo ela do amor renascer
Levando embora qualquer dor

Que nosso barco segue no mar
O mar da vida tem turbulências
Mas a fé nos guia nessas horas
Que esperança sem fé nada é

Pudera eu mostrar o arco-íris
Que existe atrás do nublado
O colorido que a dura rotina
Esconde com toda sua poeira

Que existe um brilho estrelar
Por trás de esse seu triste olhar
O mesmo brilho das estrelas
Iluminando a escuridão do céu

Trocaria toda minha poesia
Para te ver sorrir novamente
Brotar de seu chão uma flor
Esquecida sem o seu amor

Não cabe a mim fazer a canção
Pois ela já existe dentro de ti
Assim como cada um de nós
Tem uma canção que encanta

Pedro Junqueira Franco de Castro 17:04 30/06/2013

sábado, 29 de junho de 2013

Rei de mim

Rei de mim

Tirar da terra o necessário
O sustento da leveza do ser
Alimentar a alma com luz
Para em vida poder reinar

Viver a felicidade de saber
A única riqueza acumular
Será a sabedoria de ser
A alegria de poder sorrir

Comungar a vida em paz
A existência vence o caos
A batalha a ser vencida
Ocorre dentro de mim

Compartilhar a felicidade
Dividir momentos de dor
No final festejar a vida
Ser coroado rei de mim

Pedro Junqueira Franco de Castro 29/06/2013 12:49

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Sp, a capital do amor

Sp, a capital do amor

Da opressão aos pacifistas
Desperta o gigante brasileiro
Cai o véu que encobria a pátria
Revela a democrática ditadura

Revoltado com tanta opressão
Tomam as ruas os oprimidos
Em uma democracia ateniense
Vandalizam o amor reprimido

Surpreso ficou Criolo ao ver
Brotar amor das ruas de sp
Crescer no solo da capital
Fluir pelo país a revolução

A epifania da coletividade
Lutando pelo bem comum
Fez da pátria abandonada
Pelas ruas se sentir amada

Pedro Junqueira Franco de Castro 23:06 19/06/2013

domingo, 16 de junho de 2013

Ser único

Ser único

Que divino é ser aventureiro
Viver em sintonia com a floresta
Domar o animal que berra o ser
Unir fera e suprema divindade

Muita beleza vivenciar o dia
Na mágica e misteriosa noite
Dançar reverenciando a lua
Brincar com os filhos do sol

Maravilha viver na dualidade
Desabrochar o amor da mãe
Desvendar a firmeza do pai
Ser masculino e feminino

Alegria é sentir a gratidão
Pela batalha da plenitude
De reconhecer o ser único
Que somos na união divina

Pedro Junqueira Franco de Castro 16/06/2013 16:58

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Comunhão terrestre

Comunhão terrestre

Quero adentrar na sua mata
Fazer morada no seu campo
Para ver as estrelas de perto
Sentir a plenitude da solidão

Quero brincar de ser bicho
Sobrevoar a sua imensidão
Alimentar-me de seu sabor
Comungar minha vida a sua

Quero me misturar ao povo
Deslizar nas curvas do sorriso
Aventurar-me nas suas tribos
Viver na felicidade coletiva

Por fim com o corpo cansado
Mas na maturidade da alma
Pacificar minha existência
No seu ventre mãe terra

Pedro Junqueira Franco de Castro 16/05/2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Não condicione o incondicional

Não condicione o incondicional

Solte as amarras desse cais
Deixe o seu barco navegar
Existe tanto mar para amar
Com suas nuvens e corais
A vida tem muitos finais

Levante e saia dessa cama
Desapegue desse romance
Encare uma nova chance
Deixe de lado esse drama
Abra-se a uma nova trama

Liberte-se do condicional
Ame o que cabe na mão
Abrace tudo sobre o chão
Sorria para o incondicional
O seu amor não tem final

Pedro Junqueira Franco de Castro 16:41 10/04/2013

domingo, 7 de abril de 2013

Tempo de esperança

Tempo de esperança

Não espere a primavera chegar
As borboletas dançam em você
Basta libertar dos seus casulos
Todo momento é uma festa
Se você está contente em ser

Não volte a infância para brincar
A sua criança ainda celebra a vida
É só inventar uma nova brincadeira
Não espere um sorriso para sorrir
Faça da sua alegria o seu sorriso

O tempo da esperança é agora
Portanto não precisa esperar
Faça do agora o seu tempo
O agora é sempre eterno
Nem mesmo o tempo leva

Pedro Junqueira Franco de Castro 23:59 07/04/2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Livre amor

Livre amor

Nosso amor é muito grande
Para ficar preso em nós dois
O compromisso será o bem
Seremos fiéis em companhia

Esqueceremos as vaidades
Não sofreremos no amar
Recusaremos nosso poder
Para libertar nosso amor

Nesse tempo de liberdade
Nossas almas acalentadas
Irão silenciar a voz da razão
Poderemos nos amar em paz

Pedro Junqueira Franco de Castro 10:41 04/04/2013

terça-feira, 19 de março de 2013

Seguir em frente

Seguir em frente

É tempo de seguir em frente
O tempo da entrega findou-se
Juntos viveríamos pela metade
Já não posso tocar seu coração

No amor não existe vencedor
Somos culpados sem culpa
Desperdiçamos nosso amor
Na tentativa de nos amar

Sigo em frente com esperança
Nosso amor apesar de findo
Pode renascer em outro tempo
Posto que todo amor é infinito

Pedro Junqueira Franco de Castro 14:28 19/03/2013

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O teimoso querer

O teimoso querer

Não sei se era minha teimosia
Mas ainda que pudesse ser tua
Eu em te querer como queria
Você sem querer não me queria
Mas cada um com sua maneira
Era certo que a gente se queria

Mesmo depois de toda fantasia
Depois de tanto pranto rolado
Após ter dançado outra dança
Ainda se dividia o dia a dia
Nosso cotidiano se repetia
Como melodia que cura o dia

Talvez depois de tanto entregar
Brincar de se perder e se achar
Nos achamos confusos demais
Confusos jamais enxergaríamos
Um dia o amor que inventamos
Poderia realmente nos encontrar

O primeiro sorriso não foi em vão
O afeto existia após a efemeridade
Nada sou para dizer que não é amor
Quem é você para falar de amizade
Talvez depois de toda a sinceridade
O nosso chão poderia ser morada

Pedro Junqueira Franco de Castro 13:47 28/02/2013

domingo, 27 de janeiro de 2013

Comunhão divina

Comunhão divina

Eu naveguei na noite estrelada
Conheci lugares desconhecidos
Caminhei por estradas passadas
Encontrei-me em lugares futuros
Dancei feito criança no presente
Aonde eu fui o tempo nada era

Ao expandir minha consciência
Fiz as pazes com antepassados
Pude sentir meu eu profundo
Notei a suave presença da mãe
A protetora companhia do pai
Encontrei-me dentro de mim

O medo até tentou me tomar
Meu ego tentou me sabotar
Nessa batalha me entreguei
Busquei a minha força na fé
Libertei as amarras da alma
Sublimei toda culpa passada

Foi tudo uma comunhão mágica
Éramos as gotas no mar da vida
Bailamos nas ondas desse mar
Gratos por essa viagem astral
Festejamos por ser um todo
Na infinita imensidão divina

Pedro Junqueira Franco de Castro 27/01/2013 20:53

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Presente da liberdade

Presente da liberdade

A verdade quando ocultada
Deixa aflito qualquer coração
A sinceridade alivia toda dor
Libertando nossos corações
Para os novos horizontes

Ouça o que diz seu sentimento
Aceite o presente do universo
Quando o coração quiser falar
Deixe de lado a voz da razão
Entregue seu pedido a vida

Se o seu pedido for sincero
Profundo ao tocar a alma
Alegrar as pessoas do mundo
As portas e janelas se abrem
E a vida celebra a liberdade

Pedro Junqueira Franco de Castro 17:43 14/01/2012

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Amores convenientes

Amores convenientes

As palavras convenientes se revelam
Aos poucos tomam forma na escuridão
Enfim podia confiar naquilo que sentia
As fantasias aos poucos de desfaziam
Os amantes na verdade eram amigos
Sem se preocupar com o já vivido

Os fatos que não se consumaram
As meias verdades em meio a sonhos
Na boca um sabor ainda que doce
Restava aquele final meio amargo
Atrás do faz de conta da historia
O pecado de amar sem ser amado

Inconsequentes amores convenientes
Se enamorar com uma mera fantasia
Viver sonhos sem dividir realidades
Privar da verdade o que é verdadeiro
Esperar que aquela boa intenção
Venha nos livrar da verdadeira lição

Pedro Junqueira Franco de Castro 07/01/2013 7:34

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Bailando com a vida

Bailando com a vida

Abra-se a outra percepção
Feche os olhos da visão
Perceba apenas no sentir
Somos parte da imensidão

Liberte-se de suas culpas
Um pecado pode pesar
Não queira ser um santo
O mais divino é ser humano

Deixe-se levar pela dança
Entrando no bailado da vida
Deixamos fluir naturalmente
Toda a beleza que há em ser

Permita-se viver o agora
Despede-se do seu passado
Abrace aquilo que é presente
Enfim sorria para seu futuro

Pedro Junqueira Franco de Castro 16:28 02/01/2013

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Niemeyer, o genuíno latino.

Niemeyer, o genuíno latino.

Nascido na cidade poética
Sonhava uma grande alma
Nas suas veias tão latinas
Corria o sangue da liberdade
A gente de sua cidade planejada
Não manchou a genialidade de sua obra
Simples poesia concretada no coração do Brasil
Traços leves como ele mesmo compreendia a vida
Sem o peso do sistema que não lhe pertencia
Com a força de sua serena alma latina
Lutou ainda que em paz toda sua vida
Que para ele passou feito um sopro
Suavemente brincando nas curvas
Aos 104 anos morre um rapaz
Apenas um latino americano
Que nasceu, amou e partiu.

Pedro Junqueira Franco de Castro 3:52 06/12/2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

A batalha da aceitação

A batalha da aceitação

Range o ego atrás da porta
Imperfeito, humano e finito
Arruína nossa vida com culpa
Liberta toda nossa loucura
Egoísta orgulhasse da vitória

Canta a alma além da janela
Perfeita, universal e infinita
Ilumina nossa vida seu perdão
Liberta toda nossa sabedoria
Humildemente nos satisfaz

Vivemos toda dia essa batalha
Travada entre o meu e o nosso
É preciso calar os ruídos do ego
Deixar ecoar a melodia da alma
Para a vida fluir naturalmente

Pedro Junqueira Franco de Castro 02/12/2012 15:23

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Ciclicamente perfeição

Ciclicamente perfeição

A perfeição está a nossa volta
No desenho da pétala da flor
No ballet sobre o rio do cisne
No orvalho a refletir o sol
Ela passa sem você notar

A perfeição em nós fez morada
No sangue que carrega a vida
No pensar que leva a noite
No cheiro que exala do amor
Ela está nos olhos de quem vê

A perfeição está mais além
No luar que de longe ilumina
No pôr de sol a trazer a noite
No universo sempre a conspirar
Ela transpira toda inspiração

A perfeição que lá fora está
Em você também se encontra
Deixe o mundo no ritmo girar
Seja você mesmo sem controlar
Seremos perfeitamente belos

Pedro Junqueira Franco de Castro 21/11/2012 04:16

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Estar juntos

Estar juntos

Uma parte de mim era sim
A outra segurava sua mão
Não precisava do seu corpo
Muito menos da sua alma
Pois só no estar juntos
A gente já se pertencia

Seu olhar me despertou
E o universo aceitou
No vão de nossas mãos
Cabiam dois corações
Nas veias lado a lado
Corria sem nos separar

Deitado ao seu lado
Seu silêncio preenchia
Minha alma com sonhos
Meu baú com fantasias
Brincando ao seu lado
Redescobri a poesia

Da união de nossos corpos
Nascia um novo amanhecer
Os passados de tristezas
O alegre presente levou
Agora os dois voavam
Ainda que tocando o chão

Pedro Junqueira Franco de Castro 1/11/2012 14:46

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Noite passageira

Noite passageira

Nem tudo que a gente vê no claro
A gente enxerga mais claramente
Existem perguntas que só o escuro
Será capaz de nos esclarecer

Eu anoiteço na fumaça densa
Meus pensamentos viajam na noite
Sem notar a adorável presença
Que a lua tem a me oferecer

Eu amanheço feito uma flor cristalizada
Os pensamentos não mais me pertencem
Foram-se todos com a fumaça da noite
Agora eu posso refazer meu próprio eu

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:20 02/08/2012

domingo, 13 de maio de 2012

Homenagem às mães do mundo

Homenagem às mães do mundo

A confirmação de sua existência
Deu-se pela dor dessa mulher
Foi no ventre dela que por messes
Você viveu a experiência do amor
E vive hoje na vida que lhe concedeu

Quando o filho sai, sua proteção o segue
Quando o filho sofre, seu zelo é salvador
Seu coração está com ele na caminhada
Seus passos também estão nessa estrada
Sua felicidade é duplicada ao o ver feliz

E a maior dor do homem
É saber que ele pode ter o mundo
Pode saber e sentir de tudo
Mas nunca vai saber o que é ser mãe

Seu temor é que as sementes
Que no mundo ela colocou
Não amadurecam em frutos
E não desabrochem numa flor

Com a força de um leão
E a leveza de uma flor
Ela cumpre seu papel
Com dedicação e amor

Dentre todas as causas
A sua é a mais legitima
Dentre todas as missões
A sua é a mais digna
Dentre todos os amores
O seu é o melhor
Te amo Mãe!

Pedro Junqueira Franco de Castro 15:15 08/05/2011

sexta-feira, 16 de março de 2012

Cegos ratos do esgoto

Cegos ratos do esgoto

Cegos seguem os ratos no esgoto
Buscam os caminhos mais curtos
Aproveitam os atalhos oportunos
Se gabam da inocente esperteza
Crentes que suas malandragens
Os dão um certo ar de superior

Inocentes comemoram a vitoria
Antecipam honras desonrosas
Orgulhosos de glorias em vão
Mancham sua própria historia
Ao fim saem sempre derrotados
Sem saborear a sonhada vitoria

Seguem incapacitados de ver a luz
Invejam aqueles que são iluminados
Pisam para esconder suas fraquezas
Prepotentes tentar enganar a justiça
Saem humilhados pela unica verdade
A vitoria e a justiça caminham juntas

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:39 17/03/2011

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Tempo de sonhar

Tempo de sonhar

Por mais lamento que temos no peito
Colhemos hoje a semente do ontem
E o esforço só não terá sido em vão
Plantando hoje o melhor do amanhã

O inesquecível vai se fazendo no hoje
E o impossível vai ficando no passado
No momento em que abrimos os olhos
Para o mar de possibilidades do futuro

Não adianta se arrepender no presente
E se esquecer que ele nos dá a chance
De corrigir erros cometidos no passado
Para ser aquilo que sonhamos no futuro

Enxergue o hoje como a vitoria da vida
O ontem como mais uma pagina virada
Nunca é tarde quando se tem o agora
E ninguém é capaz de prever o amanhã

Não tenha medo de errar no hoje
O amanhã será uma nova chance
De fazermos aquilo que é o certo
Mas que não fizemos no ontem

Hoje é o tempo da oportunidade
O amanhã o tempo da esperança
E o ontem só nos serve de lição
Lembre o ontem...
Espere o amanhã...
Viva o hoje...

Pedro Junqueira Franco de Castro 01:41 24/01/2012

domingo, 15 de janeiro de 2012

Paginas de uma vida

Paginas de uma vida

É na esquina da nossa vida
Quando bate o vento forte
Que nós podemos relembrar
As lembranças esquecidas
Que uma vida de sonhar
Levou sem a gente ver

Da paixão ficam as cinzas
Que nos fazem renascer
Todo vez que um olhar
Faz dentro de nós chover

A cada pagina desse livro
Eu ainda posso perceber
Que o tempo é traiçoeiro
Mas pode nos faz crescer

Eu seguindo a criança
Deixo o vento me levar
Meu sonho é passarinhar
Mas preciso saber voar

Me entregando a boemia
Inocente o ato de sonhar
Esperar em cada esquina
O velho tesouro perdido
Que pode me fazer brilhar

Pedro Junqueira Franco de Castro 19:57 14/01/2012

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Minha essencial mãe

Minha essencial mãe

Fruto de seu doce ventre sai para o mundo
Assustado foi nos seus braços que acalmei
Ainda me lembro das palavras de carinho
Que com zelo me protegiam das lagrimas
Debaixo das asas da minha mãe coruja
O mundo parecia não poder me machucar
Eu me sentia incondicionalmente amado

Seguindo seus passos no jardim da infância
Descobri o que realmente tem valor na vida
Aquilo que constrói pontes entre corações
Tornando as pessoas iguais por sonharem
Mas se não houver dignidade no caminhar
Os passos acabarão com aquela esperança
De ver pessoas do bem o mundo governar

Ao ver nossa água ser contaminada
A rosa do nosso amor se desfolhar
Subitamente o desespero me tomou
Vi-me abandonado sem o seu amor
Caminhamos juntos na escuridão
Guiados pela fé no nosso destino
Certos de ser infinito nosso afeto

Ainda que exigente o seu zelo me ensina
Sua manta protetora ilumina meu caminho
Quando perdido posso a sua morada voltar
Mesmo com sonhos e planos diferentes
Sua essência que eu levo é meu caráter
Seu sorriso desperta minha felicidade
Seu amor faz morada em meu coração

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:47 19/12/2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

A doce despedida da cria

A doce despedida da cria

A andorinha dedicada sente a dor da partida
O ninho parece tão vazio sem os passarinhos
Eles cresceram e alçaram voo rumo à vida
Agora é sua vez de voltar a voar livremente
Pode alcançar lugares distantes de sua alma
Revelando novos caminhos escondidos no ser

A árvore não morre depois dos frutos colhidos
Ela ainda serve de morada para outros sonhos
Sua beleza ainda é majestosa e encantadora
Agora que já serviu ao mundo com seus frutos
Pode alimentar desejos guardados na alma
Gerando flores pela simples beleza de ser

A doce mãe agora sabe o que é ser sozinha
A boca que precisou dizer não agora diz sim
O sim liberta os filhos para amar ao mundo
Agora seu tempo está livre para caminhar
Caminha rumo à maturidade de sua alma
Sutilmente se torna morada do seu ser

Pedro Junqueira Franco de Castro 10/12/2011 16:00

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O trem da infância esquecida

O trem da infância esquecida

O trem desgovernado vai se arrastando
Segue a todo vapor sem destino final
Em algum momento ele descarrilhou
Seu caminho ele não mais governa
Sem freios segue sempre em frente

Nessa rota sem saídas e chegadas
O sabor da estrada ele não sente
Vai passando sem se quer notar
A beleza da menina a lhe esperar
O desespero da mãe a lhe ajudar

Certo de seu caminho incerto
Segue arrogante e prepotente
Se prestasse atenção ao sinal
Poderia ver que logo em frente
Existe um abismo intransponível

Ele segue de estação em estação
Passa por todas sem descarregar
Caso você queira nele embarcar
De passagem você não precisará
O desconhecido dispensa convite

Um dia talvez encontre o trilho
Que o leve de volta a seu destino
Se continuar perdido no tempo
Será tarde demais para lamentar
A vida que ele deixou para trás

Pedro Junqueira Franco de Castro 04:26 30/11/2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A possibilidade do impossível voo

A possibilidade do impossível voo

O pássaro limitado no seu voo
Canta alegre todo amanhecer
Sua luta diária contra o vento
Alimenta a força do seu canto
Que continua até o anoitecer

A borboleta tem sua beleza
Limitada por poucas horas
Logo sua vida vai embora
Mas ela é a única certeza
Dá valor a luta da lagarta

Ainda que pequena a formiga
Aceita o limite do seu tamanho
Supera assim o peso das folhas
Sua humildade a torna grande
Na terra dos seres gigantes

O sol ilumina o amanhecer
Seus raios invadem a janela
Levam luz à limitada escuridão
Mesmo o sol vai-se embora
No limite do dia virar a noite

Lá vai Icaro através da janela
Sua busca pelo impossível
Talvez um dia tivesse fim
Se ele aceitasse o seu limite
De ser feliz tocando o chão

Pedro Junqueira Franco de Castro 03:04 29/11/2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Um dia a mais em seu coração

Um dia a mais em seu coração

O coração é um grande salão vazio
Se aberto carece ser preenchido
Ele não aceita brisas breves
O seu querer é ventos constantes
Que preenchem fazendo melodia

Se tentar preenche-lo com formas
Você ficara perdido no caminho
A sua busca é pelo indefinido
E por mais bela que seja a forma
Só o sorriso sincero o acalmará

Não se desespere ao procurar
Tenha calma e ele te ensinará
Com o tempo a lição aprendida
Libertará as amarras do coração
E o amor não terá sido em vão

Por isso não tema o se entregar
Depois de um dia ensolarado
A noite vem para escurecer
Não lamente o pôr do sol perdido
Se alegre com o brilho das estrelas

Pedro Junqueira Franco de Castro 24/11/2011 03:46

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pertencer ao amanhã

Pertencer ao amanhã

Era como se parte do meu passado
Um momento do meu presente
Algo que ainda era futuro
Estivessem ali presentes
Numa forma humana de vida

Não concretas ou completas
Pequenos espaços de tempo
Algo que queria ser meu
Que pudesse ser teu
Que talvez fosse nosso

Tudo o que nos separava
Era a ânsia da descoberta
Daquilo que de ti era meu
A parte de mim que era sua
O todo que queria ser nosso

E eu só queria adormecer
No veneno do seu beijo
Para ver o dia amanhecer
Na pureza de sua pele
Misturados no amanhã

Pedro Junqueira Franco de Castro 19:35 21/10/2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Duas canções, uma melodia.

Duas canções, uma melodia.

O sol ainda brilhava
No surgir da estrela
Eu que era sozinho
Agora podia cantar
A canção de irmão

Pequeno capricho divino
Menina magrela morena
Beleza dada por deuses
Atrás da pintura na cara
Uma guerreira mulher

Desculpe se me zanguei
Eu só queria te mostrar
Maquiar é insegurança
Esconde o brilho justo
Que o seu olhar emana

Mais que apenas irmãos
Amigos de peito aberto
Mãos dadas no caminho
Passos juntos na areia
Rios correndo pro mar

Destino traçado no berço
Irmãos de alma e coração
Aonde os seus pés pisarem
Eu serei o sol a te iluminar
Você vai ser sempre a lua
Clareando minha escuridão

Pedro Junqueira Franco de Castro 01:02 05/10/2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Não tão santo, nem tão profano.

Não tão santo, nem tão profano.

Ele é naturalmente puro
Basta o homem o tocar
E sua sujeira se revela
Libertando sua mente
Ele será apenas amar

Ele é a chave da criação
Simples atração que une
Leva a vida até o ventre
Une pessoas diferentes
Puro e belo ato de amar

Tantas formas de fazer
Muitas as de se perder
Mas existindo o amor
O encontro é de alma
Santa união de corpos

Seja qual for sua opção
É um direito expressar
Toda forma de amar
Revela o doce sabor
Escondido no coração

Seja ato de amor consumado
Não tão santo que me prive
Não tão profano que me suje
Quero apenas sentir no prazer
A pureza de sentir-se amado

Pedro Junqueira Franco de Castro 13:22 06/09/2011

domingo, 4 de setembro de 2011

Mente suicida

Mente suicida

Ó ser racional,
Até na hora de morrer
Quer morrer com a razão
Mesmo sem cumprir a missão.

Ó caixa de pensar,
Olhe a sua volta
Os outros lutam por vida
Você sai à busca da sua morte.

Ó crânio acéfalo,
Se parasse de pensar
Talvez tivesse tempo para viver
E não escolheria a morte prematura.

Ó cavalheiro errante,
Raciocine apenas um instante
Esqueça as razões para morrer
Preocupe-se só com a razão do seu viver.

Pedro Junqueira Franco de Castro 23:13 04/09/2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Existe vida por trás de tudo

Existe vida por trás de tudo

A perfeição está em todo canto
No vento carregando as folhas
No barulho da chuva no telhado
Nas estrelas que trazem a noite
No sol rompendo o vão da janela
Isso tudo preenche qualquer vazio

O mundo é simplesmente belo
Na semente que cresce no solo
Nas mãos preparando a terra
No trigo colhido toda estação
No amor que prepara o pão
A beleza silenciosamente berra

A natureza está a nossa espera
Na leveza do voo da borboleta
No canto instantâneo da cigarra
No aroma gratuito de uma flor
No sabor irresistível da fruta
Resta simplesmente usufluir

A vida se revela todo instante
Na água modelando as pedras
No orvalho que cai na manhã
No suor a escorrer no chão
No gelo que cobre a montanha
O amor ciclicamente se renova

Sinta a energia dentro de você
Na palavra que arrepia a pele
No sorriso que revela o encanto
No coração a bater mais forte
Nas lágrimas que lavam a alma
Somos frutos do sonho divino

Pedro Junqueira Franco de Castro 04:12 02/09/2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O dia que deixei minha criança partir

O dia que deixei minha criança partir

Como é bom respirar sem suas garras
Caminhar sem estar preso a algemas
Encontrar outra forma de ver o mundo
Acreditar que sonhos podem ser reais
Voar com os pés ainda tocando o chão
Amadurecer para então rejuvenescer

Decisão certa foi te deixar partir
Ainda que seja triste a despedida
O seu veneno eu não provo mais
Suas ilusões já não passam aqui
Ainda que o desapego cause dor
Amar é doer para amadurecer

A criança infantil e egoísta partiu
Deu espaço para a criança alegre
Levou as velhas mesquinharias
Dando lugar a novas esperanças
Libertando um coração escravo
Renovando a vontade de amar

A verdadeira criança volta a sorrir
Agora enxerga a luz na escuridão
Dá adeus ao envelhecido passado
Brinca de ciranda com o presente
Caminha livre rumo ao seu futuro
Pode enfim amar para ser amado

Pedro Junqueira Franco de Castro 03:50 01/09/2011

O viúvo

O viúvo

Confessei-te minhas vontades
Entreguei minhas verdades
Abri as portas de meu jardim
Mas na hora do voo recusou
Na certa com medo da altura

Não tardou nem um dia
Já estava em outros ares
Assim como beija-flor
Outra flor você buscou
E eu me tornei viúvo
De um ser com vida

Eu fiquei a esperar
Solitário ser enganado
Um dia tinha o mundo
Acordou no submundo
Da dor de uma paixão

E aonde coloco os prazeres
O que faço com os planos
Esqueço e finjo que é passado?
Pois é certo que no espaço
Que fizemos nossa morada
Não cabem mais dois corações
Pedro Junqueira Franco de Castro 01:40 01/09/2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Poema para meu irmão Leão

Poema para meu irmão Leão

No ano de noventa e oito
Foi no dezessete de agosto
Que nosso natal chegou
O presente uma criança
Que com alegria e energia
Conquistou toda família
Fazendo morada no coração

É sobre o meu armário
Que ele exibe suas honras
São medalhas e troféus
Detalhes de um campeão
Mas sua verdadeira vitória
Está em sua autoconfiança
Que aos poucos conquistou

Se ele chora quando perde
Sua tristeza vem da derrota
Pois é difícil não vencer
Sendo um leonino André
Mas logo vai perceber
Que o dissabor da derrota
Engrandece a sua vitória

O seu nome é de nobreza
Tem uma alma generosa
Sabes bens quem tu és
E também sua missão
Usando sua criatividade
Poderá vencer seus medos
E te honrará feito um leão

Não teimas, nem fujas André
Você é forte, você é grande
Dentro de ti mora um leão
Com a força de sua coragem
Vencerá seu próprio ego
Sendo justo liderará o mundo
A caminho da força da união

Pedro Junqueira Franco de Castro 17/08/2011 12:06

terça-feira, 9 de agosto de 2011

R.I.P Amy

R.I.P Amy

A estrela se vai com o sol
Mas seu brilho ainda ecoa
Apesar do ruído dos porcos
A lama na manhã não te suja
Um diamante nunca se mancha

Queríamos poder te ajudar
Salvar-te da solidão escura
Com tantas mãos te apontando
Ficou difícil pra você enxergar
As mãos que queriam te lapidar

Depois de tantos jogos de azar
O amor ainda queria te levar
Mas você sabia brincar de deus
As ficham continuavam a cair
Você escolheu ser a próxima

Hoje me vi acordando sozinho
Você não esta mais entre nós
Mas sua voz ainda toca no radio
Sinto novamente sua presença
Ela está a secar minhas lagrimas

Ela foi se entregando aos poucos
Eu poderia ter ido vê-la no show
Despeço-me apenas com palavras
Ela volta a ser diamante negro
Na escuridão do céu estrelado

Fico com a lembrança doce
Da inquietude de sua alma
Que viveu para expressar
Não é preciso viver muito
Para vencer e ser eterna


Pedro Junqueira Franco de Castro 02:14 09/08/2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Poema de admiração secreto

Poema de admiração secreto

Existem momentos que nos fazem parar
Instantes que duram uma eternidade
Mesmo que momentaneamente são eternos
Parecem trazer uma mensagem do divino
Foi assim à primeira vez que eu te vi
Como um anjo você me trouxe o céu
E me deixou em paz em plena terra

Nosso encontro foi apenas de relance
Mas bem que podia ser romance
Aquele seu sorriso cativante
Que nem para mim devia ser
Marcou em minha memoria
O inicio de uma historia
Que para ser feliz precisa de você

Depois do nosso breve encontro
Passei a te procurar e encontrar
Em meus pensamentos você está
Torci pelo acaso ou o destino
Minha vida na sua de novo encostar
Cada minuto distante do seu olhar
Fazia calar a boca que queria te beijar

Você pode até não ser o mais belo
Ou até mesmo não ser o ultimo
E com certeza não será o primeiro
Mas para mim você é tudo isso
E até mesmo muito mais
Pois um dia vi no seu olhar
Que eu poderia te fazer feliz

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:28 09/05/2011

Orgulho de ser

Orgulho de ser

Eu sou eu sem mascara
Sem maquiar ou disfarçar
Pergunte-me quem sou eu
Não lhe direi em palavras
Mas cada gesto será o sim

Eu sou onde não estou
Caminho aonde não vou
Não sigo meus passos
Não apago meus rastros
Esqueço minhas vontades

Sou eu quando sinto fome
Quando me pego em fogo
Grito na pele o canto da carne
Sou as minhas necessidades
Apenas um animal irracional

Não sou eu quando penso
Quando como sem fome
Grita na pele o grande ego
Sou a fumaça da largarta
Não preciso mais quero

Sou eu a minha infância
Aquilo que sentia e queria
Berrava a carência de ser
Faminto por sensações
Ser curioso por natureza

Mas o fato de ser
Me faz igual a você
Sou mais um humano
Entre muitos seres
Orgulhoso de viver

Pedro Junqueira Franco de Castro 03:36 04/08/2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

As vinte e sete badaladas

As vinte e sete badaladas

Eu o clamo pássaro escuro
Que passa por cima da janela
Se escondendo em casa esquina
Perdido na cidade grande
Sobrevoando campos esparsos
Mostre-me o outro lado
Somente quando for necessário
Não espere os vinte sete sinos
Nem os cem anos de solidão

As pessoas que enfrentam a morte
São as que mais a temem
As pessoas que anestesiam a dor
São as que mais a sentem
Eu não enfrento a morte
Eu não temo minha dor
Minha morte já foi anunciada
Minha dor já foi premeditada
No momento que pisei o mundo

Homens orgulhosos caminham no abismo
Estão entre a vida e a morte, no caos
Você seria capaz de beber seu sangue,
Só para não entrega-lo a morte?
Qual parte de seu coração entregaria,
Para poder brincar nos campos esparsos?
Aonde colocaria seu orgulho,
Quando ela batesse a porta?
Esconda-o antes que ela te toque

Pedro Junqueira Franco de Castro 27/07/2011 04:39

Profanando minha amada

Profanando minha amada

Escute-me com calma minha querida
Deixe-me levar um pouco de profano
Até a superfície do seu mundo divino
Eu sei que por baixo desse manto
Suas pernas estão pegando fogo

Não dê ouvidos ao que ele disse
Ele é apenas um velho perdido
Mostrarei a verdadeira chama
Queimaremos na fogueira
Venha ser pagã ao meu lado

Deixe de lado seus velhos amigos
Eles só querem nos manter distantes
São escravos carentes com medo
A solidão os apavora de madrugada
Venha ser sozinha ao meu lado

Esqueça as mentiras de seus pais
Eles não sabem nada sobre mim
Querem te fazer santa em um altar
Deixe eu te levar a um lugar seguro
No meu esconderijo só eu e você

Dê ouvidos as palavras desse vampiro
Você não tem mais tempo para hesitar
Quando seu medo passar eu te levo
Ao meu santuário envenenado
Deixe-me tocar sua áurea branca

Pedro Junqueira Franco de Castro 17:33 27/07/2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Atrás dos muros da mente

Atrás dos muros da mente

Somos tijolos de um muro
Podemos quebra-lo
Esquecer do velho muro
Construir uma ponte

Não adianta ficar alienado
Preso nesse velho muro
Você é mais um tijolo
Pule fora desse muro
Fruto da mente humana

Se é tudo de nossa mente
Se nós somos a engrenagem
Porque não construir pontes
Com os tijolos do velho muro

Use uma nova engrenagem
Um pouco confortável
Sem precisar de culpas
Esqueça velhos castigos
Permita-se ser ponte

E então você me verá
Não como um verme
Mas como o tijolo
Que você também é

Muros tapam nosso céu azul
Separam o belo do real
Pontes servem para unir
A realidade com a fantasia
O azul com o cinza das pessoas

Quando buracos vazios
Surgirem no muro
Você poderá ver
O confortável azul

Esqueça os dois martelos
Que batem na sua cabeça
Use-os para quebrar seu crânio
E se liberte da realidade cruel
Que uma mente insana cria

Escute os corações
Batendo atrás do muro
Quebre o gelo de sua alma
Seu coração vai voar

Se deixe sentir sem pensar
O muro é largo e alto
Mas é preciso saltar
Feche seus olhos
Caia confortavelmente

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:24 25/07/2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Minha poesia, minha vida

Minha poesia, minha vida

A poesia é minha religião
Ela é meu teto e meu chão
È nela que acontece o encontro
Da minha alma, mente e coração
Foi nela que fiz minha morada
Nela eu descanso em paz

Na poesia está o sentido da vida
Ela vai se tornando meu caminho
A cada passo que dou em sua areia
Uma pegada fica marcada na terra
Espero a deixar para quem chegar
E mudar o mundo a minha volta

Com a poesia vou aprendo a mudança
Nela eu medito minhas preocupações
Deixo-a ocupar o vazio de meu peito
Coloco nela todos meus anseios
Reflito sobre os meus medos
Busco o melhor que posso doar

Minha poesia é minha missão
Foi nela que encontrei o canto
Que me leva a servir ao mundo
Ela é minha mais bela oração
Pois quando com ela estou
Sinto-me falando com Deus

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:33 20/07/2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Amor é verbo

Amor é verbo

O amor não está em palavras
Ainda que possam ser amáveis
Elas enganam e são traiçoeiras
Troque uma letra de lugar
E aquilo que estava aqui
Vai-se sem se explicar
O amor só é verdade
Com o ato consumado

Logo confie nos gestos
No brilho do olhar
E no calor do corpo
Se o coração bater forte
O silencio for conforto
E a mão tocar o coração
O sentimento é sincero
As palavras serão fortes
E ligarão os corações

Eu posso dizer eu te amo
Sem nunca ter amado
Prometer o impossível
Sem fazer o possível
As palavras só tem valor
Quando confirmadas por atos
E o amor só será amar
Quando eu me sentir amado

Pedro Junqueira Franco de Castro 03:01 19/07/2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sozinho com uma canção

Sozinho com uma canção

Uma canção é tudo que preciso
Nessa madrugada escura e fria
Tocando e tocando minha alma
Fazendo-me sair da minha jaula
Espantando meus demônios

Quando me sinto triste
Minhas lagrimas caem em seu ritmo
Melancolicamente me mostrando
Que a vida não termina aqui

Quando me sinto alegre
Ela faz minha festa acontecer
Agitando cada célula do meu corpo
Fazendo-me dançar até o sol raiar

Quando me emociono
Ela abre meu coração
Arrepiando todo pelo de meu corpo
Deixando meus olhos molhados

Da maneira mais bonita
Ela me passa sua mensagem
Abrindo as portas do meu coração
Ela conhece o caminho da minha alma

Eu nunca me sinto sozinho
Estou na sua companhia
Uma canção tocando minha alma
Lembrando-me que lá fora
Sempre haverá alguém a tocar

Cantemos essa canção juntos
Deixemo-la fazer o dia raiar
Espantando todo mal do mundo
Levando esperança aos corações
Libertando as pessoas para amar

Pedro Junqueira Franco de Castro 03:28 06/07/2011

Pais e Filhos, a lição de geração a geração.

Pais e Filhos, a lição de geração a geração.

Todo ato começa pela mão de um pai
E termina pela resposta de um filho
A mão erguida mesmo que merecida
Pode ser mal compreendida
E um ato isolado de violência
Se espalhar por um mundo sem razão

Os pais precisam ser líderes
E para isso precisam escutar
Escutar as necessidades de um filho
E esquecer-se de fazer suas vontades
O não às vezes tem mais valor que o sim
Às vezes é preciso tirar para saber dar

Pais precisam estar presentes
Não a toda hora e todo momento
Mas ao menos na hora pontual
No momento em que sua ausência
Pode marcar o fim da confiança
Deixando um vazio na infância

Para serem bons lideres
Os pais precisam de paciência
Saber que os filhos vão errar
Até mais e pior que eles mesmos
Mas que cometeriam erro maior
Ao perder o controle diante do erro

Para serem lideres dos filhos
Os pais precisam os respeitar
Mostrar o caminho a seguir
Sem nunca levantar a mão
Respeitar o caminho escolhido
Mesmo não sendo o sonhado

Os pais precisam ser honestos
Jogar as palavras sobre a mesa
Mesmo que incomodem no inicio
Todo incomodo serve de estimulo
Sendo companheiros da verdade
Os pais dificilmente se enganam

Se mesmo assim os pais errarem
Aos filhos apenas cabe perdoar
Com a humildade de quem vê
Que com toda sua abnegação
Os pais só queriam dar aos filhos
Uma educação melhor que a recebida

Enfim pais e filhos devem dar as mãos
A vida é o momento do arrependimento
Na vida está a hora da compreensão
Só na vida temos a chance do perdão
E para corrgir os erros do passado
È necessario se amar no presente

Pedro Junqueira Franco de Castro 04:49 12/07/2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

O voo do amor

O voo do amor

Abra seus olhos e se deixe levar
Uma nova canção irá começar
Ela já foi cantada e decorada
Acabou esquecida no tempo
Nossa velha canção do amor

Enxergue o invisível junto comigo
Caminhe no escuro de mãos dadas
Deixe-me te levar até seu coração
Até o fim de qualquer começo
O caminho sempre será o amor

Livre-se de todo mal que chegar
Deixe passar qualquer fraqueza
Esqueça-se de qualquer incerteza
Um dia sua busca chega ao fim
É só você deixar o amor ficar

Buscamos sempre um novo caminho
Um novo destino para humanidade
Uma nova resposta para a vida
Tudo que precisamos é deixar
Deixar tudo de lado e amar

Abre seus olhos
Só o amor pode te fazer voar
Para além do universo
Deixe estar...
Toda guerra acaba em paz,
Toda escuridão acaba com a luz,
Todo ódio acaba quando chega o amor...

Eu busquei uma forma de expressar
Com algumas palavras tentei te acordar
Despertar minha bela para a verdade
Não existe revolta que não se vença
A maior revolução é o amor

Talvez se todos acordarmos
E nos dermos às mãos
A mudança será real
E poderemos viver...
Viver para a única causa da vida...
Poderemos viver para amar...

Pedro Junqueira Franco de Castro 18:13 05/07/2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Deuses do nosso destino

Deuses do nosso destino

A vida nem sempre nos dá o caminho
Mas não se desespere ao procurar
Nosso caminho quem dá é o coração
E para ver no coração nossa essência
É preciso um pouco mais de calma
Vá trilhando seu caminho tranquilo
Sempre com a sua cabeça erguida
Sem precisar vender a sua paz

Não tenha medo de errar na escolha
Erra quem não se entrega por inteiro
Quem não mergulha naquilo que faz
Não é a escolha que te satisfaz
Muitos não puderam escolher
Dedicaram-se de olhos fechados
Pois sabiam que a verdadeira missão
É viver para servir a humanidade

Não é preciso andar com pressa
Viva cada coisa em seu momento
A vida é curta se vivida no futuro
Longa se esquecida no passado
E eterna se vivida no presente
Ainda que ela termine amanhã
O importante foi ter feito hoje
O melhor que você podia agora

Como deuses de nosso destino
Foi nos dado o poder da escolha
Somos livres para arbitrar
Responsáveis pelo caminho
Merecedores de nossas honras
E como já dizia o poetinha camarada:
“A coisa mais divina que há no mundo
É viver cada segundo como nunca mais.”

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:43 01/07/2011