Poema para Vem que tem
Meu voo é Rasante
E eu só preciso de um instante
Para em seu coração entrar
Não se afobe Marina
Que um dia seu poema vai nascer
Assim como a flor que em ti quer florescer
E na busca de uma Ana
Encontrei Luciana e sua flor de lis
Que é o meu samba em toda estação
Levo os pés no chão
E trago em meu fiel coração
Uma certeza de Julia ser
Cheguei por ultimo nesse poema
E se não for muito pedir
Eu não Desisto de ficar aqui
Juntas somos a vem
Quem não tem quer ter
Quem já veio sempre vem
Por isso vem que tem
Pedro Junqueira Franco de Castro 13:29 29/04/2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Enfim... paz
Enfim... paz
Porque essa ambição pelo supérfluo?
Se daqui não levaras nada além da vida
E a vida só se é levada por aqui
Ou talvez pensas que levara o teu ouro no cachão?
O ouro assim como sua carne é da terra e aqui fica
O que era pó volta a ser pó e sua alma se vai
E por mais que quiseras ter tudo, você foi um só.
Foram tantas lutas inúteis pela conquista do poder
Lutas mesquinhas que juntas não valem por uma só
A guerra de uma nação que se julgou superior
A segregação de um regime que quis reinar
A força militar querendo a voz de um povo calar
A corte que se diz soberana tomando o poder
A crueldade de um sistema injusto e desigual
A força bruta tantas vezes nós prendeu em nós mesmos
Porque esse orgulho em seu olhar?
Se a única vitória do homem é a vida
E a vida só é vivida pela paz
Ou deveras pensa que o seu sistema que te criou?
Quem criou seu sistema foi sua gente
E só essa gente que pode lhe recriar
Por mais que seja um só, tens a voz.
Foram tantas vozes que mesmo sozinhas venceram
Vozes que cantando se uniram no coral da vida
A voz como instrumento da paz venceu a prisão
A flor como símbolo do amor parou o tanque
A força da verdade trouxe a independência da nação
A compaixão pelas mãos de santa serviu ao mundo
A insistência pela luta trouxe ao povo igualdade
A poesia tantas vezes nós libertou de nós mesmos
Qual será o mistério da raça humana?
O que nos curara de nós mesmos?
Qual o segredo daquilo que não tem segredo?
Em qual jardim nos encontraremos enfim?
Como se fará a força da união?
Onde está o sentindo daquilo que não tem sentido?
Quantas perguntas ainda terão que ser feitas?
Quantas batalhas em vão?
São tantas perguntas e só uma resposta
Mas que para tantas perguntas...
Exige diferentes maneiras de ser dita:
Absentia Belli
Peace
Ashte
Paco
Shalom
Salaam
Irini
Shanty
Selam vrede
Rahu
Heiwa
Hetep
Sulh
Ukuthula
Miers
Emirembe
Fred
Sula
Pokoj
Pake
Paix
Paci
Pace
Pacem
Enfim...
Paz
Pedro Junqueira Franco de Castro 04:02 28/04/2011
Porque essa ambição pelo supérfluo?
Se daqui não levaras nada além da vida
E a vida só se é levada por aqui
Ou talvez pensas que levara o teu ouro no cachão?
O ouro assim como sua carne é da terra e aqui fica
O que era pó volta a ser pó e sua alma se vai
E por mais que quiseras ter tudo, você foi um só.
Foram tantas lutas inúteis pela conquista do poder
Lutas mesquinhas que juntas não valem por uma só
A guerra de uma nação que se julgou superior
A segregação de um regime que quis reinar
A força militar querendo a voz de um povo calar
A corte que se diz soberana tomando o poder
A crueldade de um sistema injusto e desigual
A força bruta tantas vezes nós prendeu em nós mesmos
Porque esse orgulho em seu olhar?
Se a única vitória do homem é a vida
E a vida só é vivida pela paz
Ou deveras pensa que o seu sistema que te criou?
Quem criou seu sistema foi sua gente
E só essa gente que pode lhe recriar
Por mais que seja um só, tens a voz.
Foram tantas vozes que mesmo sozinhas venceram
Vozes que cantando se uniram no coral da vida
A voz como instrumento da paz venceu a prisão
A flor como símbolo do amor parou o tanque
A força da verdade trouxe a independência da nação
A compaixão pelas mãos de santa serviu ao mundo
A insistência pela luta trouxe ao povo igualdade
A poesia tantas vezes nós libertou de nós mesmos
Qual será o mistério da raça humana?
O que nos curara de nós mesmos?
Qual o segredo daquilo que não tem segredo?
Em qual jardim nos encontraremos enfim?
Como se fará a força da união?
Onde está o sentindo daquilo que não tem sentido?
Quantas perguntas ainda terão que ser feitas?
Quantas batalhas em vão?
São tantas perguntas e só uma resposta
Mas que para tantas perguntas...
Exige diferentes maneiras de ser dita:
Absentia Belli
Peace
Ashte
Paco
Shalom
Salaam
Irini
Shanty
Selam vrede
Rahu
Heiwa
Hetep
Sulh
Ukuthula
Miers
Emirembe
Fred
Sula
Pokoj
Pake
Paix
Paci
Pace
Pacem
Enfim...
Paz
Pedro Junqueira Franco de Castro 04:02 28/04/2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
O amor às avessas, vulgo carência.
O amor às avessas, vulgo carência.
Foi melhor ter ficado com sua presença suave
A ter deixado essa loucura criar raízes
É certo que da suavidade se faria a aspereza
Do amor cantado se fariam cantigas de maldizer
Da admiração se faria o ciúme doentio
E da tarde azul uma madrugada escura e densa
Te deixei partir sem me levar de mim
Da nossa mistura de corpos e almas
A cada um coube sua parte de volta
Se por mais tempo quiséssemos ficar
Na certa das partes se fariam um todo
Talvez doentio por querer se pertencer
Se déssemos asas a esse sentimento as avessas
Veríamos um pássaro desesperado por voar
Preso às palavras de quem lhe prometeu o sopro
Iriamos ver o profano brotando do divino
Como se o mundo quisesse tomar os céus
Com a promessa de que teria algo melhor a doar
Não foi amargo o sabor da despedida
Uma paixão de tal tamanho acabaria em guerra
No final iriamos preferir as palavras que sangram
O tempo iria levar as leves verdades de areia
O fogo iria queimar toda nossa insanidade
Sobrariam só as cinzas de dois corpos carentes
Pedro Junqueira Franco de Castro 26/04/2011 4:50
Foi melhor ter ficado com sua presença suave
A ter deixado essa loucura criar raízes
É certo que da suavidade se faria a aspereza
Do amor cantado se fariam cantigas de maldizer
Da admiração se faria o ciúme doentio
E da tarde azul uma madrugada escura e densa
Te deixei partir sem me levar de mim
Da nossa mistura de corpos e almas
A cada um coube sua parte de volta
Se por mais tempo quiséssemos ficar
Na certa das partes se fariam um todo
Talvez doentio por querer se pertencer
Se déssemos asas a esse sentimento as avessas
Veríamos um pássaro desesperado por voar
Preso às palavras de quem lhe prometeu o sopro
Iriamos ver o profano brotando do divino
Como se o mundo quisesse tomar os céus
Com a promessa de que teria algo melhor a doar
Não foi amargo o sabor da despedida
Uma paixão de tal tamanho acabaria em guerra
No final iriamos preferir as palavras que sangram
O tempo iria levar as leves verdades de areia
O fogo iria queimar toda nossa insanidade
Sobrariam só as cinzas de dois corpos carentes
Pedro Junqueira Franco de Castro 26/04/2011 4:50
Lamento de um rio
Lamento de um rio
As margens do meu leito
Hoje nascem marginais
Carros me perseguem
Gente por todos os lados
É a cidade que eu acolhi
Querendo me marginalizar
Na água do meu córrego
Hoje jorra o regurgito
Do meu leite materno
Eu recebo o rejeito
E da cidade que fiz vida
Recebo o fluido da morte
Ao meu redor já fui mata
Meu corredor já foi de vida
Hoje é terra de ninguém
Isso por ser de todo mundo
Na sociedade sem coletivo
Fico carecendo ser um bem
Eu não sou de fazer guerra
Mas cuidado com meu curso
Tenho destino à foz certeiro
Se tiveres no meu caminho
Não respondo por meus atos
Arrasto-te junto a meu fluxo
Meu lamento é sertanejo
Minha nascente é no sertão
Se olhar bem a montante
Verás mais um sitiante
Que chorando aos céus
Me quer de novo exuberante
Hoje eu choro minha saudade
De tudo eu um dia eu já fui
Era rumo, alimento e prazer
O meu sonho é voltar a ser
Se a cidade me acolher serei
A alma que tanto carece ter
Pedro Junqueira Franco de Castro 02:26 27/04/2011
As margens do meu leito
Hoje nascem marginais
Carros me perseguem
Gente por todos os lados
É a cidade que eu acolhi
Querendo me marginalizar
Na água do meu córrego
Hoje jorra o regurgito
Do meu leite materno
Eu recebo o rejeito
E da cidade que fiz vida
Recebo o fluido da morte
Ao meu redor já fui mata
Meu corredor já foi de vida
Hoje é terra de ninguém
Isso por ser de todo mundo
Na sociedade sem coletivo
Fico carecendo ser um bem
Eu não sou de fazer guerra
Mas cuidado com meu curso
Tenho destino à foz certeiro
Se tiveres no meu caminho
Não respondo por meus atos
Arrasto-te junto a meu fluxo
Meu lamento é sertanejo
Minha nascente é no sertão
Se olhar bem a montante
Verás mais um sitiante
Que chorando aos céus
Me quer de novo exuberante
Hoje eu choro minha saudade
De tudo eu um dia eu já fui
Era rumo, alimento e prazer
O meu sonho é voltar a ser
Se a cidade me acolher serei
A alma que tanto carece ter
Pedro Junqueira Franco de Castro 02:26 27/04/2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Poema do mistério de amar
Poema do mistério de amar
Misterioso mistério de amar
Como é doce a angustia
De esperar a resposta
Que vem do seu olhar
Você passa todo dia
Sem ao menos me notar
Olhando no fundo dos olhos
Parece que você esconde
Algo que em mim quer nascer
São dois misteriosos olhos
Que estão a me enganar
Não me apaixonei por você
Pela sua pele branca e pálida
Pelos seus pelos morenos claros
Pelo e pele são detalhes vulgares
Fui atraído pelo clima de mistério
Que insiste entre nós ficar
Vem do seu jeito de falar
Eu nem sei de onde vem
Deve vir de dentro
Ou talvez de fora
Eu sei que o que vem
Parece querer me levar
Ou me deixar ao seu lado
Não importa se é de você
Ou se é meu inconsciente
Querendo comigo brincar
O que sei é que seu amor
É veneno que mata lentamente
Mistério que consome à noite
Distancia que quer se encurtar
Na verdade você é um vampiro
Suga-me todo sentido de realidade
Deixa-me insana sem poder saber
Se as nossas mãos sobre o sofá
Estão distantes porque Quimera
Quisera que assim fosse ficar
Ou se por capricho de Íris
Os deuses queriam só brincar
Pedro Junqueira Franco de Castro 01:21 26/04/2011
Misterioso mistério de amar
Como é doce a angustia
De esperar a resposta
Que vem do seu olhar
Você passa todo dia
Sem ao menos me notar
Olhando no fundo dos olhos
Parece que você esconde
Algo que em mim quer nascer
São dois misteriosos olhos
Que estão a me enganar
Não me apaixonei por você
Pela sua pele branca e pálida
Pelos seus pelos morenos claros
Pelo e pele são detalhes vulgares
Fui atraído pelo clima de mistério
Que insiste entre nós ficar
Vem do seu jeito de falar
Eu nem sei de onde vem
Deve vir de dentro
Ou talvez de fora
Eu sei que o que vem
Parece querer me levar
Ou me deixar ao seu lado
Não importa se é de você
Ou se é meu inconsciente
Querendo comigo brincar
O que sei é que seu amor
É veneno que mata lentamente
Mistério que consome à noite
Distancia que quer se encurtar
Na verdade você é um vampiro
Suga-me todo sentido de realidade
Deixa-me insana sem poder saber
Se as nossas mãos sobre o sofá
Estão distantes porque Quimera
Quisera que assim fosse ficar
Ou se por capricho de Íris
Os deuses queriam só brincar
Pedro Junqueira Franco de Castro 01:21 26/04/2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Poema do tédio
Poema do tédio
Vão passando as horas
Não há o que se fazer
Ligo a televisão
E nada pra se ver
Mais uma tarde vazia
Chego a contar os minutos
Uma ação a procurar
Saio no portão
Sem almas para conversar
Mais uma rua seminua
Os segundos se arrastam
Parecem querer se congelar
Escuto um trovão
Ao menos se chover
Encontrarei uma razão de aqui ficar
Já estou a observar milésimos
E eles parecem querer ficar
Deito no colchão
Começo a me remoer
A preguiça quer me dominar
Cobino-te com o ópio
E então acontece o obvio
Um tédio sem remédio
Se te transformo em poesia
A criatividade te faz o ócio
Pedro Junqueira Franco de Castro 22:24 21/04/2011
Vão passando as horas
Não há o que se fazer
Ligo a televisão
E nada pra se ver
Mais uma tarde vazia
Chego a contar os minutos
Uma ação a procurar
Saio no portão
Sem almas para conversar
Mais uma rua seminua
Os segundos se arrastam
Parecem querer se congelar
Escuto um trovão
Ao menos se chover
Encontrarei uma razão de aqui ficar
Já estou a observar milésimos
E eles parecem querer ficar
Deito no colchão
Começo a me remoer
A preguiça quer me dominar
Cobino-te com o ópio
E então acontece o obvio
Um tédio sem remédio
Se te transformo em poesia
A criatividade te faz o ócio
Pedro Junqueira Franco de Castro 22:24 21/04/2011
Poema para amiga Luísa
Poema para amiga Luísa
Como a deusa Palas Atena
Sou prática, racional e sincera
Na Luta pelos meus ideais
Minha justiça é implacável
Minha beleza vem de Afrodite
E se você souber me encantar
Posso muito bem te conquistar
E serei sua Vênus ao me deitar
Ao contrario da Luísa de Eça
Sou uma mulher sensata
E por traz desse bom senso
Escondo uma jovem apaixonada
Sou uma mulher de muitas razões
Não por isso vivo sem emoções
E me dê uma boa razão
Que a você posso me entregar
Fui cantada por Chico e Tom
Sou inspiração de muito amor
E embaixo da minha neve mora
Os meus sete mil amores
Pedro Junqueira Franco de Castro 18:38 20/04/2011
Como a deusa Palas Atena
Sou prática, racional e sincera
Na Luta pelos meus ideais
Minha justiça é implacável
Minha beleza vem de Afrodite
E se você souber me encantar
Posso muito bem te conquistar
E serei sua Vênus ao me deitar
Ao contrario da Luísa de Eça
Sou uma mulher sensata
E por traz desse bom senso
Escondo uma jovem apaixonada
Sou uma mulher de muitas razões
Não por isso vivo sem emoções
E me dê uma boa razão
Que a você posso me entregar
Fui cantada por Chico e Tom
Sou inspiração de muito amor
E embaixo da minha neve mora
Os meus sete mil amores
Pedro Junqueira Franco de Castro 18:38 20/04/2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Poema do índio
Poema do índio
Eu sou o pedaço dessa terra
O pedaço que dela fez mãe
No meu canto e minha dança
Eu estou a lhe adorar
Vivo com ela em harmonia
Na verdade meu respeito
Nasce da minha admiração
De sua beleza, seu canto
Não preciso lhe cobrar
Nem preciso muito fazer
Basta eu te comtemplar
E tudo você está a me dar
Nasci no coração da mata
Com você aprendi o amor
Sua água minha sede saciou
Sua terra me alimentou
Seu ar me deu o sopro da vida
No seu fogo minha alma queimou
Como um bom filho
Sua lição eu aprendi
Minha ciência e crença
Aqui estão para lhe proteger
Levo no meu olhar
O espelho de sua alma
Levo na minha voz
A alegria do seu canto
Levo no meu tato
O seu toque de mãe
Levo na pele
O seu odor
Levo em mim
O seu sabor
Sou o homem da floresta
Guardião da natureza
Meu tesouro é minha lição
O meu ouro não levaram
Sou a raiz de toda a nação
Por ser da terra
Ela minha também é
Minha e mais de quem
Souber lhe amar
Muitos são os homens
Que quiserem me furtar de ti
Chegaram impondo sonhos
Trouxeram-nos até a morte
Prometeram um novo mundo
Mas pra que irei de querer?
Seu coração é meu mundo
E de onde eu vim
Todo dia é dia de índio
Pedro Junqueira Franco de Castro 17:42 19/04/2011
Eu sou o pedaço dessa terra
O pedaço que dela fez mãe
No meu canto e minha dança
Eu estou a lhe adorar
Vivo com ela em harmonia
Na verdade meu respeito
Nasce da minha admiração
De sua beleza, seu canto
Não preciso lhe cobrar
Nem preciso muito fazer
Basta eu te comtemplar
E tudo você está a me dar
Nasci no coração da mata
Com você aprendi o amor
Sua água minha sede saciou
Sua terra me alimentou
Seu ar me deu o sopro da vida
No seu fogo minha alma queimou
Como um bom filho
Sua lição eu aprendi
Minha ciência e crença
Aqui estão para lhe proteger
Levo no meu olhar
O espelho de sua alma
Levo na minha voz
A alegria do seu canto
Levo no meu tato
O seu toque de mãe
Levo na pele
O seu odor
Levo em mim
O seu sabor
Sou o homem da floresta
Guardião da natureza
Meu tesouro é minha lição
O meu ouro não levaram
Sou a raiz de toda a nação
Por ser da terra
Ela minha também é
Minha e mais de quem
Souber lhe amar
Muitos são os homens
Que quiserem me furtar de ti
Chegaram impondo sonhos
Trouxeram-nos até a morte
Prometeram um novo mundo
Mas pra que irei de querer?
Seu coração é meu mundo
E de onde eu vim
Todo dia é dia de índio
Pedro Junqueira Franco de Castro 17:42 19/04/2011
Poema de saudades do avô
Poema de saudades do avô
São sete anos de saudades
Suas lembranças me invadem
Hoje sua ausência se faz presença
No amor que você me deixou
Sua presença trazia paz
A sabedoria segurança
Foi sempre o meu porto
Meu exemplo de amor
Sua busca era imensa
A felicidade era o fim
Foi de avô a lavrador
Era um grande sonhador
Sua alma era inocente
A bondade sem tamanho
Tudo o que conquistava
Para o mundo queria doar
Sua luta valeu a pena
Pena ter chegado ao fim
Trocou tudo o que tinha
Por seu caráter e o amor
De herança financeira nada deixou
Mas o que carrego hoje comigo
Nenhum dinheiro pode comprar
É o meu maior tesouro
E ninguém me pode roubar
Quem deixou foi o meu avô
Pedro Junqueira Franco de Castro 14:07 18/04/2011
São sete anos de saudades
Suas lembranças me invadem
Hoje sua ausência se faz presença
No amor que você me deixou
Sua presença trazia paz
A sabedoria segurança
Foi sempre o meu porto
Meu exemplo de amor
Sua busca era imensa
A felicidade era o fim
Foi de avô a lavrador
Era um grande sonhador
Sua alma era inocente
A bondade sem tamanho
Tudo o que conquistava
Para o mundo queria doar
Sua luta valeu a pena
Pena ter chegado ao fim
Trocou tudo o que tinha
Por seu caráter e o amor
De herança financeira nada deixou
Mas o que carrego hoje comigo
Nenhum dinheiro pode comprar
É o meu maior tesouro
E ninguém me pode roubar
Quem deixou foi o meu avô
Pedro Junqueira Franco de Castro 14:07 18/04/2011
domingo, 17 de abril de 2011
Poema para minha terra Barretos
Poema para minha terra Barretos
Ao lembrar-se de minha terra
Que por destino eu parti
Lembro sempre da janela
De onde eu via tudo ali
O cheiro era de poeira
A calçada todo amarela
Pelas flores do Ipê
Foi um dia um sertão
Hoje em dia sonha em ser
A gente lá de minha terra
Sempre foi de querer ser
E na verdade já se era
Mesmo antes de eu nascer
Eram peões e coronéis
Cada um com seu lugar
A lei era na faca e no dente
O respeito que reinava
Hoje em dia quer reinar
O orgulho lá de minha terra
Estava sempre a se festejar
Como a gente não fazia guerra
A festa nunca podia acabar
Em agosto tem rodeio
O peão no touro a pular
A bravura do peão
Representa esse chão
Um dia ainda hei de voltar
Tenho noticias de minha terra
Diz-se que agora quer crescer
Mas o velho não se encerra
Na terra que me viu nascer
Já trouxerem faculdades
Tem shopping e cinema
E até seu canal de tevê
Na verdade o seu abraço
É que faz o sonho acontecer
Pedro Junqueira Franco de Castro 03:08 18/04/2011
Ao lembrar-se de minha terra
Que por destino eu parti
Lembro sempre da janela
De onde eu via tudo ali
O cheiro era de poeira
A calçada todo amarela
Pelas flores do Ipê
Foi um dia um sertão
Hoje em dia sonha em ser
A gente lá de minha terra
Sempre foi de querer ser
E na verdade já se era
Mesmo antes de eu nascer
Eram peões e coronéis
Cada um com seu lugar
A lei era na faca e no dente
O respeito que reinava
Hoje em dia quer reinar
O orgulho lá de minha terra
Estava sempre a se festejar
Como a gente não fazia guerra
A festa nunca podia acabar
Em agosto tem rodeio
O peão no touro a pular
A bravura do peão
Representa esse chão
Um dia ainda hei de voltar
Tenho noticias de minha terra
Diz-se que agora quer crescer
Mas o velho não se encerra
Na terra que me viu nascer
Já trouxerem faculdades
Tem shopping e cinema
E até seu canal de tevê
Na verdade o seu abraço
É que faz o sonho acontecer
Pedro Junqueira Franco de Castro 03:08 18/04/2011
Poema inocente do amor inocente
Poema inocente do amor inocente
É tão simples, é tão belo
Como um barco a navegar
O mundo fica mais singelo
Quando estou a te olhar
Passa a noite, passa o dia
Nosso amor não vai passar
Minha vida eu passaria
Do seu lado a te ninar
Canto o amor, canto a flor
Em todo canto a te levar
Eu sou seu embaixador
Nunca vou te abandonar
Fui um tolo, fui um bobo
Enganei-me ao acreditar
Seu amor foi-se com o ovo
Que eu fiquei a chocar
Pedro Junqueira Franco de Castro 02:30 18/04/2011
É tão simples, é tão belo
Como um barco a navegar
O mundo fica mais singelo
Quando estou a te olhar
Passa a noite, passa o dia
Nosso amor não vai passar
Minha vida eu passaria
Do seu lado a te ninar
Canto o amor, canto a flor
Em todo canto a te levar
Eu sou seu embaixador
Nunca vou te abandonar
Fui um tolo, fui um bobo
Enganei-me ao acreditar
Seu amor foi-se com o ovo
Que eu fiquei a chocar
Pedro Junqueira Franco de Castro 02:30 18/04/2011
Poema da arte
Poema da arte
Desperte a arte e a beleza
E as coloque sobre a mesa
É bem certo que dentro de si
Há sempre um poeta a surgir
Liberte a alma e a riqueza
Deixe-as dançar sua leveza
É bem claro que no fundo
A arte está em todo mundo
Busque a alegria e a esperança
E vivera sempre como criança
Quem procura sempre acha
Como um sapo a coaxar
Cante a simplicidade e a natureza
Não se comporte como uma alteza
Pois a poesia que vem do povo
Quer-te sempre feliz de novo
Junte a terra e as nações
Como em todas as estações
Para viver em harmonia
É necessário sintonia
Pedro Junqueira Franco de Castro 02:04 18/04/2011
Desperte a arte e a beleza
E as coloque sobre a mesa
É bem certo que dentro de si
Há sempre um poeta a surgir
Liberte a alma e a riqueza
Deixe-as dançar sua leveza
É bem claro que no fundo
A arte está em todo mundo
Busque a alegria e a esperança
E vivera sempre como criança
Quem procura sempre acha
Como um sapo a coaxar
Cante a simplicidade e a natureza
Não se comporte como uma alteza
Pois a poesia que vem do povo
Quer-te sempre feliz de novo
Junte a terra e as nações
Como em todas as estações
Para viver em harmonia
É necessário sintonia
Pedro Junqueira Franco de Castro 02:04 18/04/2011
Presente para Mariana
Presente para Mariana
Quem me dera nesses versos
Fosse falar só de felicidade
Mas a felicidade só é feliz
Depois de a tristeza existir
E uma mulher se faz bonita
Depois que chora e sorri
E foi assim que ela se fez
No seu passado de tristeza
É que encontrou sua beleza
Uma pena de quem a deixou
Sorte de quem a encontrou
Pois hoje aquela menina
Já não é qualquer mulher
O seu nome é Mariana
E como toda ariana
É intensa e espontânea
De dia chora no quarto
A noite ela se pinta
E sai como uma onça
Arranhando corações
Se de dia ela se esconde
A noite ela entra na dança
O seu corpo se inflama
E ela bota fogo no salão
A inveja que se volta
Quer dizer que ela é torta
Mais ela não se importa
Tem muito amor no coração
Ela é a musa dos poemas
Que ainda inacabados
São carentes de aprovação
Desculpe-me minha amiga
Cantou-se sua tristeza
Mas é cantando que ela
Um dia se vai sem notar
O seu sorriso é o que fica
E vai sempre encantar
Pedro Junqueira Franco de Castro 23:36 14/04/2011
Quem me dera nesses versos
Fosse falar só de felicidade
Mas a felicidade só é feliz
Depois de a tristeza existir
E uma mulher se faz bonita
Depois que chora e sorri
E foi assim que ela se fez
No seu passado de tristeza
É que encontrou sua beleza
Uma pena de quem a deixou
Sorte de quem a encontrou
Pois hoje aquela menina
Já não é qualquer mulher
O seu nome é Mariana
E como toda ariana
É intensa e espontânea
De dia chora no quarto
A noite ela se pinta
E sai como uma onça
Arranhando corações
Se de dia ela se esconde
A noite ela entra na dança
O seu corpo se inflama
E ela bota fogo no salão
A inveja que se volta
Quer dizer que ela é torta
Mais ela não se importa
Tem muito amor no coração
Ela é a musa dos poemas
Que ainda inacabados
São carentes de aprovação
Desculpe-me minha amiga
Cantou-se sua tristeza
Mas é cantando que ela
Um dia se vai sem notar
O seu sorriso é o que fica
E vai sempre encantar
Pedro Junqueira Franco de Castro 23:36 14/04/2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Poema do tempo
Poema do tempo
E o tempo passa cruel
Roubando nossos anos
Ao olhar para o espelho
Vejo tudo que fui e sou
O que podia e esquecia
E o tempo passa leviano
Furtando nossos planos
Colocando areia no vazio
Nos fazendo acreditar
Que tudo foi em vão
E o tempo passa calado
Apropriando nossos dias
A cada minuto perdido
Leva consigo o castigo
De quem vive distraido
E o tempo passa ligeiro
Levando nossos sonhos
De repente o possível
Faz-se impossível
E a vida faz-se morte
Pedro Junqueira Franco de Castro 23:41 11/04/2011
E o tempo passa cruel
Roubando nossos anos
Ao olhar para o espelho
Vejo tudo que fui e sou
O que podia e esquecia
E o tempo passa leviano
Furtando nossos planos
Colocando areia no vazio
Nos fazendo acreditar
Que tudo foi em vão
E o tempo passa calado
Apropriando nossos dias
A cada minuto perdido
Leva consigo o castigo
De quem vive distraido
E o tempo passa ligeiro
Levando nossos sonhos
De repente o possível
Faz-se impossível
E a vida faz-se morte
Pedro Junqueira Franco de Castro 23:41 11/04/2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Poema para doze flores cariocas
Poema para doze flores cariocas
E um país se cala
A tristeza é profunda
São apenas crianças
Foram-se sem explicação
Futuros se vão prematuros
E um país se põe a chorar
Chorando por compaixão
Para limparmos nossa alma
Dessa grande crueldade
Que apenas um ser pode cometer
E o mundo se mostra indignado
Põe-se na busca da razão
Procura encontrar uma explicação
Algo que cale toda essa revolta
Esse sentimento aos avessos
E doze sonhos se foram embora
Botões que iriam desabrochar
Flores que estavam por vir
E agora todas despetaladas
Por um botão que não floresceu
E até o céu está a chorar
Os doze anjos que partiram
Eram puros, inocentes e belos
Em uma batalha sem sentido
Ao menos levaram um anjo caído
O que nos resta é orar a Deus
Para que o livre arbitro dado por ele
Não justifique mais atos como esse
E que a compreensão venha
Para que a lição seja aprendida
Pedro Junqueira Franco de Castro 15:37 08/04/2011
E um país se cala
A tristeza é profunda
São apenas crianças
Foram-se sem explicação
Futuros se vão prematuros
E um país se põe a chorar
Chorando por compaixão
Para limparmos nossa alma
Dessa grande crueldade
Que apenas um ser pode cometer
E o mundo se mostra indignado
Põe-se na busca da razão
Procura encontrar uma explicação
Algo que cale toda essa revolta
Esse sentimento aos avessos
E doze sonhos se foram embora
Botões que iriam desabrochar
Flores que estavam por vir
E agora todas despetaladas
Por um botão que não floresceu
E até o céu está a chorar
Os doze anjos que partiram
Eram puros, inocentes e belos
Em uma batalha sem sentido
Ao menos levaram um anjo caído
O que nos resta é orar a Deus
Para que o livre arbitro dado por ele
Não justifique mais atos como esse
E que a compreensão venha
Para que a lição seja aprendida
Pedro Junqueira Franco de Castro 15:37 08/04/2011
Votos para um mundo melhor
Votos para um mundo melhor
Desejo ao mundo mais arrepios
Peço arrepios de amor
Que nos façam sentir na pele
O que não se vê a olhos nus
Desejo também mais delírios
Porém delírios coletivos
Que nos levem a acreditar
Na paz no mundo a reinar
Desejo ao mundo mais poesia
E também poetas
Pois se temos fome de poesia
Só os poetas podem saciar
Desejo mais versos de amor
E menos de dor
Pois é facil rimar amor com dor
O inaceitavel é negar o amor
Desejo também mais tolerância
E peço mais diversidade
Para que possamos compreender
Que o conhecimento é universal
Desejo ao mundo menos dinheiro
E mais felicidade
Pois a felicidade pode vir sozinha
Mas ele não será nada sem ela
Desejo também mais politicas
E menos politicagem
Afinal a politica traz evolução
Já a politicagem so faz atrasar
Desejo a todos mais encontros
E menos desencontros
Que os encontros sejam de alma
E as distâncias não possam separar
Desejo até mesmo mais loucuras
E que venham para o bem
Porque o mal pode até existir
Mas é o bem que deve vigorar
Pedro Junqueira Franco de Castro 01:32 08/04/2011
Desejo ao mundo mais arrepios
Peço arrepios de amor
Que nos façam sentir na pele
O que não se vê a olhos nus
Desejo também mais delírios
Porém delírios coletivos
Que nos levem a acreditar
Na paz no mundo a reinar
Desejo ao mundo mais poesia
E também poetas
Pois se temos fome de poesia
Só os poetas podem saciar
Desejo mais versos de amor
E menos de dor
Pois é facil rimar amor com dor
O inaceitavel é negar o amor
Desejo também mais tolerância
E peço mais diversidade
Para que possamos compreender
Que o conhecimento é universal
Desejo ao mundo menos dinheiro
E mais felicidade
Pois a felicidade pode vir sozinha
Mas ele não será nada sem ela
Desejo também mais politicas
E menos politicagem
Afinal a politica traz evolução
Já a politicagem so faz atrasar
Desejo a todos mais encontros
E menos desencontros
Que os encontros sejam de alma
E as distâncias não possam separar
Desejo até mesmo mais loucuras
E que venham para o bem
Porque o mal pode até existir
Mas é o bem que deve vigorar
Pedro Junqueira Franco de Castro 01:32 08/04/2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Poema da felicidade
Poema da felicidade
Guarde o brilho de cada manhã
A despedida de cada pôr do sol
Junte a isso a claridade da lua
E o colorido de cada estrela
No final tu me terás
Jogue fora cada lagrima do rosto
A despedida de um amor perdido
Junte a isso a escuridão da noite
E a opacidade de cada não
E então tu me terás
Leve consigo a alegria do desconhecido
A chegada de mais um novo sorriso
O reencontro de um velho esquecido
Eu estarei em tudo ou em um só
E tu me terás no final da tarde
Jogue fora aquilo que não for suor
Tudo aquilo que lhe for alheio
Junte tudo que não lhe é direito
E deixe pra de quem for
Pois eu só venho com valor
Leve consigo das lagrimas a lição
Da despedida o que lhe foi bom
Dos sorrisos os verdadeiros
Do que veio aquilo que foi suado
E da vida é a felicidade o que terás
Pedro Junqueira Franco de Castro 01:51 07/04/2011
Guarde o brilho de cada manhã
A despedida de cada pôr do sol
Junte a isso a claridade da lua
E o colorido de cada estrela
No final tu me terás
Jogue fora cada lagrima do rosto
A despedida de um amor perdido
Junte a isso a escuridão da noite
E a opacidade de cada não
E então tu me terás
Leve consigo a alegria do desconhecido
A chegada de mais um novo sorriso
O reencontro de um velho esquecido
Eu estarei em tudo ou em um só
E tu me terás no final da tarde
Jogue fora aquilo que não for suor
Tudo aquilo que lhe for alheio
Junte tudo que não lhe é direito
E deixe pra de quem for
Pois eu só venho com valor
Leve consigo das lagrimas a lição
Da despedida o que lhe foi bom
Dos sorrisos os verdadeiros
Do que veio aquilo que foi suado
E da vida é a felicidade o que terás
Pedro Junqueira Franco de Castro 01:51 07/04/2011
domingo, 3 de abril de 2011
Tempestades
Tempestades
Existem tempestades que constroem
Aquelas onde a escuridão faz pensar
As trovoadas querem ajudar
E a água vem para limpar
São as que trazem fertilidade
Existem tempestades que destroem
Parece que chegam para ficar
A escuridão vem para assustar
As trovoadas para ensurdecer
São as que trazem a discórdia
Sempre tentamos nos proteger
Construímos nossos castelos sólidos
Cegos e certos que estaremos salvos
Mas é muito difícil manter-se seguro
Quando a tempestade vem de casa
Pedro Junqueira Franco de Castro 21:37 03/04/2011
Existem tempestades que constroem
Aquelas onde a escuridão faz pensar
As trovoadas querem ajudar
E a água vem para limpar
São as que trazem fertilidade
Existem tempestades que destroem
Parece que chegam para ficar
A escuridão vem para assustar
As trovoadas para ensurdecer
São as que trazem a discórdia
Sempre tentamos nos proteger
Construímos nossos castelos sólidos
Cegos e certos que estaremos salvos
Mas é muito difícil manter-se seguro
Quando a tempestade vem de casa
Pedro Junqueira Franco de Castro 21:37 03/04/2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
Poema da beleza
Poema da beleza
Modelos anoréxicas
Que de tanto emagrecer
Até perdem a vida
E até a terra tem estrias
Jovens fisiculturistas
Viciados em anabolizantes
Perdem a vida em academias
E até a terra não é rígida
Senhoras elegantes
Gastam fortunas num instante
E ainda estão a envelhecer
E até a terra tem rugas
Metro sexuais vaidosos
Sempre a buscar mais
Passam a vida a se ver
E até a terra é imperfeita
Mas veja que ironia
A terra tão redonda na tv
E agora que você a vê
Será que vai negar a beleza do ser?
Não critico a beleza
Que hoje até põe a mesa
Só acho que procuras
Algo que já está em você
Pedro Junqueira Franco de Castro 00:27 01/04/2011
Modelos anoréxicas
Que de tanto emagrecer
Até perdem a vida
E até a terra tem estrias
Jovens fisiculturistas
Viciados em anabolizantes
Perdem a vida em academias
E até a terra não é rígida
Senhoras elegantes
Gastam fortunas num instante
E ainda estão a envelhecer
E até a terra tem rugas
Metro sexuais vaidosos
Sempre a buscar mais
Passam a vida a se ver
E até a terra é imperfeita
Mas veja que ironia
A terra tão redonda na tv
E agora que você a vê
Será que vai negar a beleza do ser?
Não critico a beleza
Que hoje até põe a mesa
Só acho que procuras
Algo que já está em você
Pedro Junqueira Franco de Castro 00:27 01/04/2011
Poema das 4 estações
Poema das 4 estações
Desperta e vê
Minha primavera é bem mais florida com você
O mundo que estou a lhe oferecer é imenso
É tudo o que você precisa
Meu amor transborda e basta
É cheio e vazio
É claro e escuro
Traz frio para as tardes de sol
E calor para as noites de lua
Desperta e vê
Meu verão é bem mais divertido com você
O mundo que estou a lhe oferecer é intenso
É tudo o que precisa
Meu amor inquieta e faz festa
É sim e não
É certo e errado
Traz paz para os momentos de guerra
E guerra para os momentos de paz
Desperta e vê
Meu outono é bem mais seco sem você
Sem você meu mundo é sem sentido
É tudo sem graça
Meu amor se acaba e se cala
É seco no molhado
É açúcar no salgado
Traz feridas para os bem aventurados
E cicatrizes para os que sozinhos acabam
Desperta e vê
Meu inverno está na eternidade sem você
O mundo se congela a te esperar
É tudo intacto
Meu amor continua e flutua
É som e silencio
É noite e dia
Traz o fim para o começo
E o começo para o fim
Pedro Junqueira Franco de Castro 00:52 18/02/2011
Desperta e vê
Minha primavera é bem mais florida com você
O mundo que estou a lhe oferecer é imenso
É tudo o que você precisa
Meu amor transborda e basta
É cheio e vazio
É claro e escuro
Traz frio para as tardes de sol
E calor para as noites de lua
Desperta e vê
Meu verão é bem mais divertido com você
O mundo que estou a lhe oferecer é intenso
É tudo o que precisa
Meu amor inquieta e faz festa
É sim e não
É certo e errado
Traz paz para os momentos de guerra
E guerra para os momentos de paz
Desperta e vê
Meu outono é bem mais seco sem você
Sem você meu mundo é sem sentido
É tudo sem graça
Meu amor se acaba e se cala
É seco no molhado
É açúcar no salgado
Traz feridas para os bem aventurados
E cicatrizes para os que sozinhos acabam
Desperta e vê
Meu inverno está na eternidade sem você
O mundo se congela a te esperar
É tudo intacto
Meu amor continua e flutua
É som e silencio
É noite e dia
Traz o fim para o começo
E o começo para o fim
Pedro Junqueira Franco de Castro 00:52 18/02/2011
Poema da vida
Poema da vida
Mas o que seria da vida sem a poesia?
Seria só métrica e nada mais caberia
De que bastaria viver?
Se os sonhos são para serem sonhados
E se a vida é para ser vivida
Eu peço o contrario
Quero viver em sonhos
E sonhar em vida
O sonho não me cabe
A vida já me basta
Sonhar me faz voar
Viver me faz crescer
Tudo o que me resta é juntar
E enfim florescer
Não peço só a loucura do poeta
Peço também a lucidez do pescador
Viver não me basta
Eu quero é ser ator
Fantasiar a cada dia um novo papel
Que me faça esquecer da dor
E lembrar que nada é em vão
Quando é feito com a alma e o coração
Mas é preciso ser junto
É preciso ser mundo
Compartilhar uma vida
Para que dentro do sonho
Caiba pai, mãe e filho
Cada um com sua melodia
Dentro de uma mesma canção
Quero a leveza de quem erra sem medo
A leveza de quem acerta por errar
A leveza das almas que seguem
A leveza da natureza
Que tantas vezes precisou errar
A leveza da perfeição construída
Passo a passo
Erro a erro
A algo de belo na imperfeição
Algo que grita
Algo que caminha
Berrarei o quanto precisar
Errarei até me cansar
Tudo o que for preciso para alcançar
Se berro, se grito, se erro
É por que tem algo em mim que não quer se calar
Pedro Junqueira Franco de Castro 01:29 25/03/2011
Mas o que seria da vida sem a poesia?
Seria só métrica e nada mais caberia
De que bastaria viver?
Se os sonhos são para serem sonhados
E se a vida é para ser vivida
Eu peço o contrario
Quero viver em sonhos
E sonhar em vida
O sonho não me cabe
A vida já me basta
Sonhar me faz voar
Viver me faz crescer
Tudo o que me resta é juntar
E enfim florescer
Não peço só a loucura do poeta
Peço também a lucidez do pescador
Viver não me basta
Eu quero é ser ator
Fantasiar a cada dia um novo papel
Que me faça esquecer da dor
E lembrar que nada é em vão
Quando é feito com a alma e o coração
Mas é preciso ser junto
É preciso ser mundo
Compartilhar uma vida
Para que dentro do sonho
Caiba pai, mãe e filho
Cada um com sua melodia
Dentro de uma mesma canção
Quero a leveza de quem erra sem medo
A leveza de quem acerta por errar
A leveza das almas que seguem
A leveza da natureza
Que tantas vezes precisou errar
A leveza da perfeição construída
Passo a passo
Erro a erro
A algo de belo na imperfeição
Algo que grita
Algo que caminha
Berrarei o quanto precisar
Errarei até me cansar
Tudo o que for preciso para alcançar
Se berro, se grito, se erro
É por que tem algo em mim que não quer se calar
Pedro Junqueira Franco de Castro 01:29 25/03/2011
Poema- epitáfio de uma Árvore
Poema- epitáfio de uma Árvore
Eu te fiz sombra
Eu te trouxe pássaros
E foi no meu tronco
Que sua rede amarrou
Fiz de tudo para te encantar
Mas você não pode notar
Você estava cego
Negava minha presença
Eu queria falar sua língua
Eu queria poder fugir
Mas esse direito não tinha
Só me restava florescer
E por pura vaidade
Na calada da noite
Amanheci morta
Não sou mais sombra
Não sou mais ninho
Não sou mais vida
E por pura covardia
O que restou foi pó
Fui sem protestar
E não quero me vingar
Mas se um dia precisar
A minha ausência irá notar
Agora no orvalho da manha
Minhas lagrimas estão a cair
Minha raiz não mais sustenta
Os meu galhos pelo chão
Meu frutos a apodrecer
E minhas flores espalhadas
Mas minha luta é maior
Minha causa é legitima
E sementes eu deixo
Para o dia que se fores
Ou se um dia aprenderes
Que sem mim vida não há
Pedro Junqueira Franco de Castro 10:08 31/03/2011
Eu te fiz sombra
Eu te trouxe pássaros
E foi no meu tronco
Que sua rede amarrou
Fiz de tudo para te encantar
Mas você não pode notar
Você estava cego
Negava minha presença
Eu queria falar sua língua
Eu queria poder fugir
Mas esse direito não tinha
Só me restava florescer
E por pura vaidade
Na calada da noite
Amanheci morta
Não sou mais sombra
Não sou mais ninho
Não sou mais vida
E por pura covardia
O que restou foi pó
Fui sem protestar
E não quero me vingar
Mas se um dia precisar
A minha ausência irá notar
Agora no orvalho da manha
Minhas lagrimas estão a cair
Minha raiz não mais sustenta
Os meu galhos pelo chão
Meu frutos a apodrecer
E minhas flores espalhadas
Mas minha luta é maior
Minha causa é legitima
E sementes eu deixo
Para o dia que se fores
Ou se um dia aprenderes
Que sem mim vida não há
Pedro Junqueira Franco de Castro 10:08 31/03/2011
Poema das línguas
Poema das línguas
Eu me enrosco no seu inglês
Prático, leve e descomprometido
Perco-me no seu português
Complexo, poético e rico
Embaralho-me no seu espanhol
Quente, rítmico e latino
Deixo-me levar pelo seu italiano
Sonoro, forte e indecente
Encanto-me com seu francês
Sofisticado, romântico e elegante
Confundo-me com seu chinês
Isolante, tonal e monossilábico
Mas de que me importa tanta língua
Se o que eu quero te mostrar
Esta no meu gesto e meu olhar
De nada importa tantas línguas
Se a minha língua com a sua
Eu não puder entrelaçar
Pedro Junqueira Franco de Castro 13:31 31/03/2011
Eu me enrosco no seu inglês
Prático, leve e descomprometido
Perco-me no seu português
Complexo, poético e rico
Embaralho-me no seu espanhol
Quente, rítmico e latino
Deixo-me levar pelo seu italiano
Sonoro, forte e indecente
Encanto-me com seu francês
Sofisticado, romântico e elegante
Confundo-me com seu chinês
Isolante, tonal e monossilábico
Mas de que me importa tanta língua
Se o que eu quero te mostrar
Esta no meu gesto e meu olhar
De nada importa tantas línguas
Se a minha língua com a sua
Eu não puder entrelaçar
Pedro Junqueira Franco de Castro 13:31 31/03/2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
O goleiro dos cem
O goleiro dos cem
Domingo dia de clássico
Uma tarde de futebol
Corações rivais fervendo
Na tarde uma certeza
Só um pode vencer
Tricolores contra alvinegros
Cores se misturam na torcida
Em cada um corre seu sangue
Mas no coração a mesma paixão
A bola, o gol e o futebol
Como em toda rivalidade
A disputa é truncada
Lance a lance
Chute de fora da área
Faz-se o primeiro gol
O vermelho passa a predominar
Drible na entrada da área
Mais uma falta a se cobrar
A torcida está a clamar
O nome que não se pode calar
Ele olhou para a bola
Deus então olhou para ele
Da bola fez-se a historia
Na rede o centésimo
No coração uma certeza
Sou o goleiro dos cem
Sou Rogerio Ceni
Pedro Junqueira Franco de Castro 12:01 28/03/2011
Domingo dia de clássico
Uma tarde de futebol
Corações rivais fervendo
Na tarde uma certeza
Só um pode vencer
Tricolores contra alvinegros
Cores se misturam na torcida
Em cada um corre seu sangue
Mas no coração a mesma paixão
A bola, o gol e o futebol
Como em toda rivalidade
A disputa é truncada
Lance a lance
Chute de fora da área
Faz-se o primeiro gol
O vermelho passa a predominar
Drible na entrada da área
Mais uma falta a se cobrar
A torcida está a clamar
O nome que não se pode calar
Ele olhou para a bola
Deus então olhou para ele
Da bola fez-se a historia
Na rede o centésimo
No coração uma certeza
Sou o goleiro dos cem
Sou Rogerio Ceni
Pedro Junqueira Franco de Castro 12:01 28/03/2011
domingo, 27 de março de 2011
Poema-bossa para Julieta
Poema-bossa para Julieta
No sotaque carioca
Ela quer esconder
O passado recente
Que lhe viu crescer
Com seus passos
Sempre imponentes
Caminha a praia
Que está a te admirar
Com seus olhos
Redondos e morenos
Ela olha em sua volta
E todos estão a te olhar
Com seu sorriso
Beleza suprema
Ela sabe que pode
Todo o mundo tocar
Com suas fases
Ela é como a lua
E só entrega o segredo
Pra quem lhe sabe amar
No seu nome Julieta
Apenas um Romeu
É capaz de notar
O amor que pode encantar
Como todo musa
Ela passa com a sua beleza
Esnobando a tristeza
De quem só quer te amar
Pedro Junqueira Franco de Castro 15:42 27/03/2011
No sotaque carioca
Ela quer esconder
O passado recente
Que lhe viu crescer
Com seus passos
Sempre imponentes
Caminha a praia
Que está a te admirar
Com seus olhos
Redondos e morenos
Ela olha em sua volta
E todos estão a te olhar
Com seu sorriso
Beleza suprema
Ela sabe que pode
Todo o mundo tocar
Com suas fases
Ela é como a lua
E só entrega o segredo
Pra quem lhe sabe amar
No seu nome Julieta
Apenas um Romeu
É capaz de notar
O amor que pode encantar
Como todo musa
Ela passa com a sua beleza
Esnobando a tristeza
De quem só quer te amar
Pedro Junqueira Franco de Castro 15:42 27/03/2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
o abismo e o caos
o medo toma
fera indomável
pessimismo retoma
deixa instável
lanço ao mar
esperança da raça
seu único lar
se vai na barcaça
silencio,
solidão.
na calada da noite
uma sombra invade
golpe com açoite
inicio da tempestade
as lágrimas no chão
incerteza clara a brandar
o anuncio da submissão
sozinho sem me habitar
abismo,
caos.
o medo toma
fera indomável
pessimismo retoma
deixa instável
lanço ao mar
esperança da raça
seu único lar
se vai na barcaça
silencio,
solidão.
na calada da noite
uma sombra invade
golpe com açoite
inicio da tempestade
as lágrimas no chão
incerteza clara a brandar
o anuncio da submissão
sozinho sem me habitar
abismo,
caos.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Poema inacabado
Poema inacabado
Começo me animo
Não sei se termino
No meio deparo
E sem o fim me calo
No começo é rima
Só sei que fascina
Mas vem a rotina
E sem fim termina
Inicio, meio e fim
Será tão estranho assim
Começar e nunca acabar
Rimar mas não terminar
E sem pé nem cabeça
Como historia sem fim
Perco o fio da meada
Acabo motivo de piada
Pedro Junqueira Franco de Castro 00:51 09/02/2011
Começo me animo
Não sei se termino
No meio deparo
E sem o fim me calo
No começo é rima
Só sei que fascina
Mas vem a rotina
E sem fim termina
Inicio, meio e fim
Será tão estranho assim
Começar e nunca acabar
Rimar mas não terminar
E sem pé nem cabeça
Como historia sem fim
Perco o fio da meada
Acabo motivo de piada
Pedro Junqueira Franco de Castro 00:51 09/02/2011
Poema para a gata borralheira
Poema para a gata borralheira
Da licença tenho pressa
Sai que agora eu vou passar
Sou a moça da limpeza
E estou sempre a limpar
Com licença é o que me pedem
E estão sempre a passar
Quem me olha não vê
Sou mais uma a se calar
Com licença expediente
Meu serviço acabei
Sou a gata borralheira
Tenho muito a sonhar
Muita licença minha gente
Pois meu príncipe vai passar
Ele diz que é servente
Está sempre a me paquerar
Da licença mas me cansei
E agora eu vou falar
A sujeira é o que vai ver
Se um dia eu me vingar
Pedro Junqueira Franco de Castro 02:43 24/03/2011
Da licença tenho pressa
Sai que agora eu vou passar
Sou a moça da limpeza
E estou sempre a limpar
Com licença é o que me pedem
E estão sempre a passar
Quem me olha não vê
Sou mais uma a se calar
Com licença expediente
Meu serviço acabei
Sou a gata borralheira
Tenho muito a sonhar
Muita licença minha gente
Pois meu príncipe vai passar
Ele diz que é servente
Está sempre a me paquerar
Da licença mas me cansei
E agora eu vou falar
A sujeira é o que vai ver
Se um dia eu me vingar
Pedro Junqueira Franco de Castro 02:43 24/03/2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Poema do amor
Me diz por que choras
Se o mundo está a sorrir
Me diz por que se cala
Se o pássaro está a cantar
Me diz por que se fechas
Se a flor está a se abrir
Por que tanto me procuras
Por que não relaxa e contempla
Contempla a cor do caju
Contempla o canto do uirapuru
Contempla o sabor do cacau
Por que tanto pergunta
Por que não se cala e observa
Observa a flor e seu fruto
Observa a abelha e seu mel
Observa saturno e seu anel
Por que me procura no jardim alheio
Se é no seu que eu fiz meu leito
Não estou ao longe
Olhe para o seu coração
E eu estou a bater
Posso até ser seu Deus
Mas para um ateu
Eu sou apenas o amor
Sou eu que uno os gametas
Eu que fiz todo planeta
Se procuras e não me achas
Deve estar perdido ou faz pirraça
Por que eu sou o que não se cala
Eu estou sempre a fluir
E sou eu que não te deixo cair
Pedro Junqueira Franco de Castro 22:30 23/03/2011
Se o mundo está a sorrir
Me diz por que se cala
Se o pássaro está a cantar
Me diz por que se fechas
Se a flor está a se abrir
Por que tanto me procuras
Por que não relaxa e contempla
Contempla a cor do caju
Contempla o canto do uirapuru
Contempla o sabor do cacau
Por que tanto pergunta
Por que não se cala e observa
Observa a flor e seu fruto
Observa a abelha e seu mel
Observa saturno e seu anel
Por que me procura no jardim alheio
Se é no seu que eu fiz meu leito
Não estou ao longe
Olhe para o seu coração
E eu estou a bater
Posso até ser seu Deus
Mas para um ateu
Eu sou apenas o amor
Sou eu que uno os gametas
Eu que fiz todo planeta
Se procuras e não me achas
Deve estar perdido ou faz pirraça
Por que eu sou o que não se cala
Eu estou sempre a fluir
E sou eu que não te deixo cair
Pedro Junqueira Franco de Castro 22:30 23/03/2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Poema da água
Poema da água
Sou eu que levo o sangue
Sou eu que carrego a seiva
Sou eu que trago a cura
Sou eu que faço a curva
Sou eu do céu a cair
Se estás a chorar
Sou eu querendo fluir
Se estás a sorrir
Sou eu querendo florir
Se estás a cantar
Sou eu querendo vibrar
Se há estrelas no céu
Eu estou a refletir
Se há seca no sertão
Eu estou a molhar
Se há tristeza no coração
Só eu posso limpar
Se hoje estou suja
Na certa você esqueceu
Antes mesmo do espelho
O seu reflexo sou eu
A sujeira que eu reflito
Para não me calar
Eu sou a água
Meu canto encanta
Minha beleza é tanta
Minha força leva
Mas faça uma reza
Estarei a precipitar
Pedro Junqueira Franco de Castro 22/03/2011 15:03
Sou eu que levo o sangue
Sou eu que carrego a seiva
Sou eu que trago a cura
Sou eu que faço a curva
Sou eu do céu a cair
Se estás a chorar
Sou eu querendo fluir
Se estás a sorrir
Sou eu querendo florir
Se estás a cantar
Sou eu querendo vibrar
Se há estrelas no céu
Eu estou a refletir
Se há seca no sertão
Eu estou a molhar
Se há tristeza no coração
Só eu posso limpar
Se hoje estou suja
Na certa você esqueceu
Antes mesmo do espelho
O seu reflexo sou eu
A sujeira que eu reflito
Para não me calar
Eu sou a água
Meu canto encanta
Minha beleza é tanta
Minha força leva
Mas faça uma reza
Estarei a precipitar
Pedro Junqueira Franco de Castro 22/03/2011 15:03
segunda-feira, 21 de março de 2011
Poema para uma tia especial
Poema para uma tia especial
Já fui bióloga
Já fui podóloga
Já fiz ioga
E fui a sinagoga
Eu fiz cinema
Estudei o xilema
Mas o meu dilema
É nunca ter ido a Borborema
Já sonhei com fadas
E com heróis e suas espadas
Brinquei com gnomos
E fui amiga de duendes
Da ficção a fantasia
Passei por tudo que me cabia
Fui de bruxa à hinduísta
Vim para fazer companhia
E mostrar a poesia
Fui o avesso do avesso
Mas por tanto errar
Quiseram me esnobar
E esqueceram da leveza do ser
Que está sempre a brincar
Pedro Junqueira Franco de Castro 00:08 22/03/2011
Já fui bióloga
Já fui podóloga
Já fiz ioga
E fui a sinagoga
Eu fiz cinema
Estudei o xilema
Mas o meu dilema
É nunca ter ido a Borborema
Já sonhei com fadas
E com heróis e suas espadas
Brinquei com gnomos
E fui amiga de duendes
Da ficção a fantasia
Passei por tudo que me cabia
Fui de bruxa à hinduísta
Vim para fazer companhia
E mostrar a poesia
Fui o avesso do avesso
Mas por tanto errar
Quiseram me esnobar
E esqueceram da leveza do ser
Que está sempre a brincar
Pedro Junqueira Franco de Castro 00:08 22/03/2011
domingo, 20 de março de 2011
Poema da vocação
Poema da vocação
Misturo a farinha
Adiciono o fermento
O aroma se espalha no vento
A paz que me trás
Vai do azul ao lilás
Me sinto o poeta do tempo
Me perco no verso
Me embaralho no livro
As palavras se perdem no ar
Como é doce a rima
Que se faz e me ensina
A brincar sempre a luz do luar
Eu toco meu samba
Me embalo no rock
E logo estou a cantar
Na musica ou na dança
Me faço criança
Sou mais um poeta a brincar
Pedro Junqueira Franco de Castro 21/03/2011 02:01
Misturo a farinha
Adiciono o fermento
O aroma se espalha no vento
A paz que me trás
Vai do azul ao lilás
Me sinto o poeta do tempo
Me perco no verso
Me embaralho no livro
As palavras se perdem no ar
Como é doce a rima
Que se faz e me ensina
A brincar sempre a luz do luar
Eu toco meu samba
Me embalo no rock
E logo estou a cantar
Na musica ou na dança
Me faço criança
Sou mais um poeta a brincar
Pedro Junqueira Franco de Castro 21/03/2011 02:01
sábado, 19 de março de 2011
Poema do desencontro
Poema do desencontro
Agora vou-me embora amiga
Nossas almas não se acalentam
Nossa presença agora é ausência
Nossos abraços são apenas de braços
Nosso apertos são apenas de mão
Nosso perfume foi contaminado
Na certa por odores alheios
Nossa água já não é mais pura
Nossa prosa agora tem métrica
Nossa poesia já sem coração
Vou-me mas sem mãos vazias
Apesar de tudo nada foi em vão
Nosso baú ainda tem fantasias
Nosso choro ainda é de alegria
Nossa esperança ainda tem salvação
Pedro Junqueira Franco de Castro 4:41 02/02/2011
Agora vou-me embora amiga
Nossas almas não se acalentam
Nossa presença agora é ausência
Nossos abraços são apenas de braços
Nosso apertos são apenas de mão
Nosso perfume foi contaminado
Na certa por odores alheios
Nossa água já não é mais pura
Nossa prosa agora tem métrica
Nossa poesia já sem coração
Vou-me mas sem mãos vazias
Apesar de tudo nada foi em vão
Nosso baú ainda tem fantasias
Nosso choro ainda é de alegria
Nossa esperança ainda tem salvação
Pedro Junqueira Franco de Castro 4:41 02/02/2011
Poema da inquietação
Poema da inquietação
Não sei se carência
Não sei se indecência
Só sei que não me falta tesão
Não sei se me roço
Não sei se me coço
Só sei que não fico na mão
Não sei se me mato
Não sei se me castro
Só sei viver sem alguma razão
Não sei capacho
Não sei se esculacho
Só sei que vou na contra mão
Não sei se inquieto
Não sei se aflito
Só sei que não acalmo o coração
Pedro Junqueira Franco de Castro 14:45 02/02/2011
Não sei se carência
Não sei se indecência
Só sei que não me falta tesão
Não sei se me roço
Não sei se me coço
Só sei que não fico na mão
Não sei se me mato
Não sei se me castro
Só sei viver sem alguma razão
Não sei capacho
Não sei se esculacho
Só sei que vou na contra mão
Não sei se inquieto
Não sei se aflito
Só sei que não acalmo o coração
Pedro Junqueira Franco de Castro 14:45 02/02/2011
Poema na contra-mão
Poema na contra-mão
A gente não ama
A gente se inflama
A gente não sorri
A gente se mata de rir
A gente não chora
A gente implora
A gente não transa
A gente faz extravagância
A gente não exagera
A gente se supera
A gente não dança
A gente vira criança
A gente não grita
A gente te irrita
A gente não se comporta
A gente se entorta
Somos a turma do bueiro
Sem eira
Sem beira
Que tosse
Que torce
Que vira e desvira
Que nunca termina
Que está sempre pronta pra outra
Que sempre quer mais uma dose
Que não se importa com a morte
Que vive na noite
Que dorme no dia
Que sempre faz boemia
Que nunca esquece a poesia
Somos a turma do porão
Sem dinheiro
Sem emprego
Mas nunca sem diversão
Que entorpece
Que se esquece
Que desce e sobe
Que sempre conta com a sorte
Que nunca esta satisfeita
Que nunca faz nada direito
Que vive na escuridão
Que sonha com uma paixão
Que sempre esta na farra
Que nunca foge da raia
Querendo ou não
Somos da turma da contramão
Contra patrão
Contra alienação
Contra nação
Contra adoração
Contra eleição
Contra razão
Contra alcorão
Conta qualquer religião
Vamos em frente sem dente
Sempre contra corrente
Mas sem vergonha de dizer
Que aqui jaz um descrente
Pedro Junqueira Franco de Castro 05/02/2011 00:32
A gente não ama
A gente se inflama
A gente não sorri
A gente se mata de rir
A gente não chora
A gente implora
A gente não transa
A gente faz extravagância
A gente não exagera
A gente se supera
A gente não dança
A gente vira criança
A gente não grita
A gente te irrita
A gente não se comporta
A gente se entorta
Somos a turma do bueiro
Sem eira
Sem beira
Que tosse
Que torce
Que vira e desvira
Que nunca termina
Que está sempre pronta pra outra
Que sempre quer mais uma dose
Que não se importa com a morte
Que vive na noite
Que dorme no dia
Que sempre faz boemia
Que nunca esquece a poesia
Somos a turma do porão
Sem dinheiro
Sem emprego
Mas nunca sem diversão
Que entorpece
Que se esquece
Que desce e sobe
Que sempre conta com a sorte
Que nunca esta satisfeita
Que nunca faz nada direito
Que vive na escuridão
Que sonha com uma paixão
Que sempre esta na farra
Que nunca foge da raia
Querendo ou não
Somos da turma da contramão
Contra patrão
Contra alienação
Contra nação
Contra adoração
Contra eleição
Contra razão
Contra alcorão
Conta qualquer religião
Vamos em frente sem dente
Sempre contra corrente
Mas sem vergonha de dizer
Que aqui jaz um descrente
Pedro Junqueira Franco de Castro 05/02/2011 00:32
Poema da despedida
Poema da despedida
E é tudo tão lindo assim
Incompleto e inacabado
Amores as traças se calam
Abandonados a sorte
Pedindo perdão
Fugindo da solidão
Amores que se foram
Partiram na inquietação
A paz se vai
O cais nunca mais
A alma congela
A imagem que se vai
Agora tudo em uma mão
Apesar do retrato
No fundo do quarto
Na cozinha a panela
E sua flanela
Que agora limpa o chão
Vai ser tudo em vão
Se agora ficares
Pois não há mais espaço
Para nossa canção
No fundo a esperança
Cansou de pedir perdão
Pedro Junqueira Franco de Castro 01:12 09/02/2011
E é tudo tão lindo assim
Incompleto e inacabado
Amores as traças se calam
Abandonados a sorte
Pedindo perdão
Fugindo da solidão
Amores que se foram
Partiram na inquietação
A paz se vai
O cais nunca mais
A alma congela
A imagem que se vai
Agora tudo em uma mão
Apesar do retrato
No fundo do quarto
Na cozinha a panela
E sua flanela
Que agora limpa o chão
Vai ser tudo em vão
Se agora ficares
Pois não há mais espaço
Para nossa canção
No fundo a esperança
Cansou de pedir perdão
Pedro Junqueira Franco de Castro 01:12 09/02/2011
Poema do amor instantâneo
Poema do amor instantâneo
Chegou tirando pedaço
Pegando no braço
Fazendo um laço
Chegou como um veneno
Ficou por um momento
E deixou só o tormento
Foi letal
Foi fatal
Chegou a ser meu carnaval
Se foi a quarta feira
Foi só zoeira
Não mais voltou
Nem me explicou
Deixou vazio
Foi o espinho
O que restou da flor
Me embriaguei
Me dopei
Me entorpeci
Te implorei e me humilhei
O que me resta é desprezar
É te sujar e me calar
Pedro Junqueira Franco de Castro 2:44 15/03/2011
Chegou tirando pedaço
Pegando no braço
Fazendo um laço
Chegou como um veneno
Ficou por um momento
E deixou só o tormento
Foi letal
Foi fatal
Chegou a ser meu carnaval
Se foi a quarta feira
Foi só zoeira
Não mais voltou
Nem me explicou
Deixou vazio
Foi o espinho
O que restou da flor
Me embriaguei
Me dopei
Me entorpeci
Te implorei e me humilhei
O que me resta é desprezar
É te sujar e me calar
Pedro Junqueira Franco de Castro 2:44 15/03/2011
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