terça-feira, 31 de maio de 2011

Não chore Carolina

Não chore Carolina

Não chore Carolina
As suas lágrimas valem mais
Mais que o sorriso falso que te encantou
Mais que as palavras frias que te enganaram
Mais que esse falso amor que te fez crer
As lágrimas de uma mulher apaixonada
Não valem a dor de um amor leviano

Não chore Carolina
Quem perdeu foi ele
Perdeu os sonhos que a ele dedicou
Perdeu as doces palavras que no seu ouvido sussurrou
Perdeu as flores que em seu jardim cultivou
A perda sempre fica com quem seguiu sozinho
Você ganhou a chance de se abrir a um verdadeiro amor

Não chore Carolina
Você é bem maior que isso
Maior que uma brincadeira de moleque
Maior que um jogo de poder
Maior que pessoas levianas que te roubam o sono
O seu coração é grande como seu amor
E não precisa mendigar migalhas de um ladrão

Pedro Junqueira Franco de Castro 01:54 31/05/2011

domingo, 29 de maio de 2011

Poesia para o poeta Luan Emilio Faustino

Poesia para o poeta Luan Emilio Faustino

Grande Lua chamada Luan
Essa escuridão que contigo caminha
É chamada noite para os normais
Mas para os poetas é chama
Chama que queima a realidade
Que trás inspirações e sonhos
Enquanto ela durar sua poesia será bela

Herdou de sua raça ariana o ego
Ele também caminha ao seu lado
Para os leigos seu ego é presunção
Já para os poetas é confiança
Confiança que ajuda enfrentar a realidade
Que trás segurança e paz
Enquanto ela durar sua poesia será forte

Por ser filho de uma era instantânea
Você caminha sempre inconstante
Se apaixona como doce é para criança
Mas logo esquece feito brincadeira do acaso
Acaso que sempre se coloca no seu caminho
E trás encanto e curiosidade
Enquanto ele ficar sua poesia renascera

Pedro Junqueira Franco de Castro 00:15 30/05/2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Preocupações demais, vida de menos.

Preocupações demais, vida de menos.

Se as pessoas se preocupassem menos com o ódio
Sobraria mais tempo para amarem
Se as pessoas se preocupassem menos com dinheiro
Sobraria mais tempo para serem felizes
Se as pessoas se preocupassem menos com o alheio
Sobraria mais tempo para dialogarem
Se as pessoas se preocupassem menos com prazer
Sobraria mais tempo para se satisfizer
Se as pessoas se preocupassem menos com o supérfluo
Sobraria mais tempo para o essencial
Se as pessoas se preocupassem menos com o não
Sobraria mais tempo para o sim
Se as pessoas se preocupassem menos com a razão
Sobraria mais tempo para sentirem
Se as pessoas se preocupassem menos com o futuro
Sobraria mais tempo para o presente
Se as pessoas se preocupassem menos com a prisão
Sobraria mais tempo para a liberdade
Se as pessoas se preocupassem menos com a realidade
Sobraria mais tempo para sonharem
Sociedade às avessas
Preocupamo-nos com o que não queremos
E esquecemo-nos do tempo que perdemos
Deixando-nos que o tempo leve os sonhos
E nos deixe com a realidade
Trocando o certo pelo incerto
E vendendo o que não tem preço
Com medo da escuridão da floresta
Sem saber que a luz está em nossos corações

Pedro Junqueira Franco de Castro 00:29 27/05/2011

Verso a paisana

No era do instantâneo
Nasceu um verso a paisana
Querendo alertar
Que tudo que com pressa chega
Com pressa também se vai

Pedro Junqueira Franco de Castro 00:22 27/05/2011

Corpo Sol, alma Lua

Corpo Sol, alma Lua

Assim como as flores monoclinas
Levo em mim duas formas de ser
Sou a dicotomia em carne viva
Meu coração pulsa sem ver

Sou a chave de todo sentir
Pois sinto sem pensar
Sem seguir parâmetros
O meu parâmetro é o entregar

De todas as maneiras de amar
Vivo aquela sem razão de ser
Pois para libertar os sentidos
É preciso perder toda a razão

Eu nasci com o corpo virado para o sol
Mas com a alma virada para a lua
E levo no meu corpo masculino
A sensibilidade de uma mulher

Sou um filho de marte
Vivendo um sonho de vênus
Na terra dos pecados
Sou só mais um pecador

A minha maneira de amar
Não segue uma escolha
Pois desde pequeno
Já me sabia escolhido

Se não quiser me compreender
Deixe-me apenas seguir meu destino
E não me julgue pelo meu prazer
Pois aquilo que vale é meu caráter

Para saber as razões de assim ser
É preciso antes de qualquer coisa sentir
E só que nasce com isso dentro de si
È capaz de vivê-lo e senti-lo

Pedro Junqueira Franco de Castro 00:13 23/05/2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Dança das palavras

Dança das palavras

Eu enalteço as palavras soltas no ar
Elas estão a brincar junto ao anoitecer
Em sua dança elas estão a se converter
De solitárias formas de se expressar
Saem de seus casulos feito rimas
Borboletas que dançam ao amanhecer

Eu entrelaço as palavras sem pretender
No meio do meu adormecer elas se cruzam
Acasalam-se procurando se pertencer
Dormem seres isolados e sem vida
Amanhecem formas de vida nascidas
Da combinação de suas rimas escondidas

Ser poeta é como caçar borboletas
As palavras como elas estão a voar
Basta apenas você as permitir
Elas dançam na sua cabeça
Mostrando os caminhos
Para a melhor forma de se expressar

Pedro Junqueira Franco de Castro 16:17 23/05/2011

Poema para Daniela

Poema para Daniela

Sou alegre e espontânea
Sempre livre a voar
Apesar de ser do fervo
Fui muito bem criada
E levo minha cabeça no lugar

Sou divertida e serelepe
Sempre livre a brincar
Apesar da pá virada
Dê-me motivos para sonhar
Posso contigo me enamorar

Sou uma alma leve e solta
E com muita razão de ser
Muito prazer sou Daniela
Sei que a vida vale a pena
E vou sempre na janela

Pedro Junqueira Franco de Castro 21:41 22/05/2011

Poema de meu amor paterno

Poema de meu amor paterno

Ao lembrar minha infância
Lembro sempre desses olhos
Que me olhando com amor
Fez-me sentir um tesouro
Nas mãos de um sonhador

Hoje os olhos ainda me olham
Estão sempre a me seguir
Eu me sinto um egoísta
A negar uma caricia
De seu tato criador

Quando eu mais precisei
Sua mão você estendeu
E se teve que tirar o braço
Foi pra me mostrar o caminho
Da melhor maneira sem agredir

Peço desculpa se algum dia
Com respeito lhe faltei
É que a me ver no seu espelho
Via também os meus defeitos
E acabei me esquecendo
Do tesouro que de ti ganhei

Ele brilha feito ouro
Não tem peso nem valor
Cuida da casa com amor
De seu trabalho com louvor
Leva a vida com muito frescor
Essa é a imagem do meu pai
Que quero refletir aonde eu for

Pedro Junqueira Franco de Castro 20/05/2011 02:15

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O pecado e o perdão

O pecado e o perdão

Quem dera fosse eu só santo
Mas as tentações falam mais alto
E minha sanidade se cala
De santo passo ao louco
Fruto proibido da arvore de Eva
A culpa do cristão consome a paz
Faz-me anjo caído em plena terra

Destilando o sangue que é vida
Tento em vão retirar o pecado
Que contamina minha mente
E por mais que me ponha a rezar
Que eu clame aos céus por perdão
Implorando por intervenção divina
O meu lado humano fala mais alto
E como cego que não quer ver
Caio de novo nas armadilhas da carne

A verdade é que querendo ou não
Somos metade divino e metade profano
Metade dia de trabalho
Metade noite de pecado
Metade verdade
Metade mistério
Metade loucura
Metade sanidade
Somos por fim metade pecado
Mas outra metade perdão

Pedro Junqueira Franco de Castro 18/05/2011 23:39

domingo, 15 de maio de 2011

O ser humano por completo

O ser humano por completo

Eu admito os muito carnais
Que aproveitam de prazeres banais
Vivem de excitação ao esquecer
Que o cérebro foi feito pra pensar
O coração nasceu para sentir
Que além da carne somos alma

Eu compreendo os muitos sentimentais
Que acham que a vida é só sentir
Vivem de sofrimento ao não entender
Que a nossa criança sentimental
Gosta de brincar com nossa vida
Pregando peças no nosso coração

Eu respeito os muito racionais
Que querem estar sempre com a razão
Vivem de raciocinar sem perceber
Que lá fora existe um universo
Que só a liberdade dos sentidos pode dar
Sendo preciso esquecer um pouco o juízo

Eu admiro os muito espirituais
Que transcendem a vida terrena
Vivem sublimando sem notar
Que após a morte no infinito
Poderemos esquecer a matéria
E ser apenas a nossa energia

Mas devo confessar sem preconceito
Que prefiro os seres humanos completos
Que sentem quando tem que sentir
Pensam na hora que é preciso pensar
Rezam na hora que é de espiritualizar
Dormem quando o corpo precisa descansar
Sem criar barreiras para sua essência brilhar

Pedro Junqueira Franco de Castro 2:31 14/05/2011

Poema para meu padrinho Joaquim

Poema para meu padrinho Joaquim

Eu sou espécie rara do sertão
Criado na linha dura, sem frescura
Aprendi a ser forte desde cedo
Na familia em que cresci
Não existe conversa mole
E a preguiça passa longe

Sou simples mas muito refinado
Gosto da escolha certa e conversa direta
Pois foi assim que fui criado
E ainda que tivesse outra opção
Tenho minha cabeça no lugar
E daqui ninguém me tira não

Apesar de ter conhecido muitos lugares
Volto sempre pra minha terra
Minha vida é contada nela
Foi ali que nasci e irei de morrer

Sou um dos poucos que seguiu a risca
O que uma boa educação oferece
Apesar de pouco ter ido a escola
Aprendi madrugando cedo
Trabalhando na terra
E bebendo com os amigos
A lição que uma vida bem vivida
É o melhor que o mundo pode oferecer

Pedro Junqueira Franco de Castro 01:36 14/05/2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Vivendo de saudades

Vivendo de saudades

Eu sou um iceberg em um mar de saudades
As pessoas e momentos passaram feito água
Levaram um pouco de mim e deixaram ausência
Se hoje tenho esse formato foi à vida que moldou
E se hoje a vida me leva feito mar
Ela deixa a certeza que está valendo a pena
Pois a saudade é um pouco da alma do outro
É o pedaço de nossas vidas que dividimos
A saudade é o amor que fica de quem parte

Eu não sei aonde colocar mais tanta saudade
Saudade que me leva para momentos passados
Saudades da infância na terra que me viu nascer
Saudades da cidade que por acaso eu fiz morada
Saudades dos colegas e professores da escola
Saudades da divertida cidade aonde me formei
Saudades da cozinha, da republica e dos amigos
São tantas saudades para um solitário peito

A vida vai me levando e me trazendo
Trilhas e caminhos
Destinos e acasos
Pessoas e momentos
O que me faz caminhar é a certeza
Que as coisas chegam e partem
Deixam saudades e levam saudades
E para mim que vivo de saudade
O presente é saudade daquilo que vou vivendo
E o futuro é a saudade daquilo que ainda não vivi

Pedro Junqueira Franco de Castro 22:27 11/05/2011

Religião e fé

Religião e fé

O que a faz grande é a fé dos seus fiéis
E por mais que se tenha o maior templo
Se tiver fiéis sem fé será apenas crença

O que a faz rica são as suas virtudes
E por mais que ostentem seus símbolos
Sem as suas virtudes será apenas dogma

O que a faz forte é a união de seu povo
E por mais que se construam muralhas
É preciso pontes para que se possa unir

O que a faz bela é a historia de seus santos
E por mais que esses sejam loiros ou pardos
É preciso servir com paixão para ser lição

O que a faz universal é a compaixão
E por mais que cada um tem seu chão
É preciso encontra-lo no próximo

O que a faz ética é a ressureição de seu valor
E por mais que tantas vezes tenha errado
Por ser humana também deve ser perdoada

O que a faz sobrenatural é a alma
E por mais que se cultuem divindades
É na espiritualidade que está à salvação

Pedro Junqueira Franco de Castro 21:50 11/05/2011

Little by Little, Piece by Piece

Little by Little, Piece by Piece

When you have gone from my life
One throbbing pain is has start
And you have drunk my life
Little by Little
But I am not dead
Because my soul is very strong

You have opened a role in my heart
Then you filled with loneliness
You had my heart in your hand
And dropped it on the floor
Piece by Piece
But I have not lost hope
Because as good as new before

Pedro Junqueira Franco de Castro 23:43 09/05/2011

Calando o capital

Calando o capital

Oh grande maquina de necessidades
Por que não se calas?
Não vê o grande mal que fazes ao homem
Criando necessidades desnecessárias
E vontades sem carência
Procuras sem razão de ser

Você não precisa de muito
Não precisa de grandes novidades
Não precisa de mais espaço
Não precisa de uma nova verdade
Muito menos de um novo mundo
Olhe com os olhos de sua criança
E verás que tudo que você precisa
Cabe em uma mão
Cabe em uma lagrima
Cabe em um sorriso
Cabe em um toque
Cabe numa gota do mar
Ou em seu grão de areia
Basta você abrir seu coração
E então sentir
Ele te dará o essencial para ser
E enfim será o que és
E não mais o que pensas
Acendendo a chama do saber
Calando a voz do grande capital

Pedro Junqueira Franco de Castro 13:33 09/05/2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Poema do coração cansado

Poema do coração cansado

Se não for me fazer sentir borboletas
Por favor, não bata na minha porta
Meu coração já está cansado de desilusão
Já tem muito vazio no meu peito de poeta

Se for só mais uma diversão de verão
Por favor, não venha florir no meu jardim
Meu coração já está cansado de ser sugado
Já tem muitos pedaços de meu peito espelhados

Se não for para valer a pena
Por favor, não me cative
Minha alma é muito grande
E carece de pena para ser

Se for só por um instante
Não me ponha em sua estante
Meu tesouro não é troféu
Pra passar de mão em mão

Se não for verdadeiro
Não me dê um beijo
O beijo partido fere
Como punhal alado

Mas se for eterno enquanto dure
Então me convide para voar
Eu gosto de sentir o sabor do céu
Brincando de deus com um beijo seu

Pedro Junqueira Franco de Castro 23:17 08/05/2011

Homenagem às mães do mundo

Homenagem às mães do mundo

A confirmação de sua existência
Deu-se pela dor dessa mulher
Foi com ela que por messes
Você viveu a experiência do amor
Até hoje vive na vida que lhe concedeu

Quando o filho sai, ela sai junto
Quando o filho sofre, ela se põe a sofrer
O seu coração está com ele aonde for
E só as mães são felizes
Pois só elas sabem o que é sentir por dois seres

E a maior dor do homem
É saber que ele pode ter o mundo
Pode saber e sentir de tudo
Mas nunca vai saber o que é ser mãe

Seu único medo é que as sementes
Que no mundo ela colocou
Não lhe deem frutos
Não se desabrochem numa flor

Com a força de um leão
E a leveza de uma flor
Ela cumpre seu papel
Com dedicação e amor

Dentre todas as causas do mundo
A sua é a mais legitima
Dentre todas as missões
A sua é a mais digna
Dentre todos os amores
O seu é o melhor
Te amo Mãe!

Pedro Junqueira Franco de Castro 15:15 08/05/2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Poema para minha doce avó Norma Terezinha

Poema para minha doce avó Norma Terezinha

Minha doce avó se foi
E meu deixou sua linda poesia
Poesia infantil, mas intensa
Intensa como ela mesma era
Um vulcão sempre a beira de erupção
Ou uma longa e fria madrugada escura

Era metade rainha
E metade lucidez
Era metade fera
E metade bela
Era metade Norma
E metade Terezinha

Sua razão era seu amor
E por sorte encontrou meu avô
Sendo muito sábio e calmo
Só ele podia acalmar
A fera que dentro dela
Sempre queria gritar

Foi com essa intensidade
Que sua família ela criou
Foram três doces meninas
Que trouxeram calmaria
Para um mar de aflições
Em seu turbulento coração

Trazia em sua poesia
Uma lembrança de menina
De sua infância ainda que sofrida
Ela não podia se esquecer
Pois trazia em seu coração
Cada um de seus irmãos

Foram tantas perdas durante a vida
Que com o apego ela passou a conviver
Mas a vida é cruel e sua riqueza roubou
E junto um pouco de sua alegria de viver
Ela então se viu como fera ferida
E em seu mundo se fechou

Quando a esperança já estava ferida
A vida mais uma peça pregou-lhe
Levou o que restava de sua alegria
Com o fim da vida de meu avô
Ela pôs-se a esperar na janela
A morte para também levá-la

Agora o que restava a seus olhos claros
Era esperar o encontro com seu amado
Em quanto isso ela se distraia
Com a alegria de seus netos e filhas
E com as canções do rei das paixões
Que lembrava seu tempo de rainha

Hoje os dois continuam a dança
Em algum lugar do céu
Como todo amor eterno
Os dois amantes se amam
Embalados pela valsa
De um sonho de mulher

Pedro Junqueira Franco de Castro 04:41 02/05/2011

Poema de primeiro de maio

Poema de primeiro de maio

Primeiro de maio
O domingo do trabalho
Que ironia
Será que irá despertar a Irã dos deuses?
Afinal todo domingo é sagrado!

Explica-me como pode acontecer
O dia da preguiça
Virar de repente o dia do trabalho
Talvez para quem vive de preguiça
Viver seja o seu maior trabalho

Na terra de Macunaíma
Dá-se sempre um jeitinho
De os dias virarem domingos
Criando feriados para todo santo

Só de pensar no dia do trabalho
Deu-me até preguiça de escrever
E seu poema só foi nascer
No segundo dia de maio
Numa segunda de trabalho

Pedro Junqueira Franco de Castro 03:07 02/05/2011

Epitáfio para Osama

Epitáfio para Osama

Espero que a morte do grande cabeça
Represente o fim de tudo o que representa
Que seja o nascimento de mais uma esperança
E não o surgimento de mais uma vingança

Que leve com ele todo fanatismo
Toda sua visão conturbada da religião
Que leve com ele todo o ódio
Toda sua ideologia de terror
Que leve enfim a guerra
E posso nos trazer a paz

Agora então com o inimigo morto
Os vencedores voltem para casa
E deixe em paz quem restou
Que não seja plantada de novo
A pequena semente da humilhação

E que represente uma trégua
Não o inicio de um novo ciclo
Que os olhos e dentes que se confrontavam
Agora deem as mãos e caminhem juntos

Eu prefiro ser otimista e acreditar
Mesmo a historia querendo me mostrar
Que toda derrota deixa sementes de revanche
Reguemos então essas sementes com o amor
E veremos brotar a bela árvore do perdão

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:46 02/05/2011

domingo, 1 de maio de 2011

Ou vou-me ou fico

Ou vou-me ou fico

Ou vou-me embora
Ou fico aqui e me perco
Não da mais pra não ser desse mundo
Todo alienígena carece de encontrar sua nave

Ou vou-me embora
Ou fico aqui e me encontro
Não consigo me achar nesse mundo
Todo terráqueo carece de encontrar sua terra

Ou vou-me embora
Ou fico aqui e me aceito
Não existe saída além da morte
Todo ser humano carece ter uma fuga

Ou vou-me embora
Ou fico aqui e me adapto
Não existe adaptação sem aceitação
Todo espelho carece de uma face para refletir

Ou vou-me embora
Ou fico aqui e me conquisto
Não existe conquista sem batalha
Todo ato de luta carece rebeldia de padrões

Ou vou-me embora
Ou fico aqui e me esqueço
Não há existência no esquecimento
Todo existência carece de uma memória

Ou vou-me embora
Ou fico aqui e me envolvo
Não existe sentido nessa época
Todo sentido carece de razão de ser

Ou vou-me embora
Ou fico aqui e me entrego
Não há entrega sem a perda
Toda entrega carece de uma doação

Ou vou-me embora
Ou fico aqui e me liberto
Não há liberdade sem expressão
Toda liberdade carece de espaço para acontecer

Pedro Junqueira Franco de Castro 6:28 01/05/2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Poema para Vem que tem

Meu voo é Rasante
E eu só preciso de um instante
Para em seu coração entrar

Não se afobe Marina
Que um dia seu poema vai nascer
Assim como a flor que em ti quer florescer

E na busca de uma Ana
Encontrei Luciana e sua flor de lis
Que é o meu samba em toda estação

Levo os pés no chão
E trago em meu fiel coração
Uma certeza de Julia ser

Cheguei por ultimo nesse poema
E se não for muito pedir
Eu não Desisto de ficar aqui

Juntas somos a vem
Quem não tem quer ter
Quem já veio sempre vem
Por isso vem que tem

Pedro Junqueira Franco de Castro 13:29 29/04/2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Enfim... paz

Enfim... paz

Porque essa ambição pelo supérfluo?
Se daqui não levaras nada além da vida
E a vida só se é levada por aqui
Ou talvez pensas que levara o teu ouro no cachão?
O ouro assim como sua carne é da terra e aqui fica
O que era pó volta a ser pó e sua alma se vai
E por mais que quiseras ter tudo, você foi um só.
Foram tantas lutas inúteis pela conquista do poder
Lutas mesquinhas que juntas não valem por uma só
A guerra de uma nação que se julgou superior
A segregação de um regime que quis reinar
A força militar querendo a voz de um povo calar
A corte que se diz soberana tomando o poder
A crueldade de um sistema injusto e desigual
A força bruta tantas vezes nós prendeu em nós mesmos

Porque esse orgulho em seu olhar?
Se a única vitória do homem é a vida
E a vida só é vivida pela paz
Ou deveras pensa que o seu sistema que te criou?
Quem criou seu sistema foi sua gente
E só essa gente que pode lhe recriar
Por mais que seja um só, tens a voz.
Foram tantas vozes que mesmo sozinhas venceram
Vozes que cantando se uniram no coral da vida
A voz como instrumento da paz venceu a prisão
A flor como símbolo do amor parou o tanque
A força da verdade trouxe a independência da nação
A compaixão pelas mãos de santa serviu ao mundo
A insistência pela luta trouxe ao povo igualdade
A poesia tantas vezes nós libertou de nós mesmos

Qual será o mistério da raça humana?
O que nos curara de nós mesmos?
Qual o segredo daquilo que não tem segredo?
Em qual jardim nos encontraremos enfim?
Como se fará a força da união?
Onde está o sentindo daquilo que não tem sentido?
Quantas perguntas ainda terão que ser feitas?
Quantas batalhas em vão?
São tantas perguntas e só uma resposta
Mas que para tantas perguntas...
Exige diferentes maneiras de ser dita:
Absentia Belli
Peace
Ashte
Paco
Shalom
Salaam
Irini
Shanty
Selam vrede
Rahu
Heiwa
Hetep
Sulh
Ukuthula
Miers
Emirembe
Fred
Sula
Pokoj
Pake
Paix
Paci
Pace
Pacem
Enfim...
Paz

Pedro Junqueira Franco de Castro 04:02 28/04/2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O amor às avessas, vulgo carência.

O amor às avessas, vulgo carência.

Foi melhor ter ficado com sua presença suave
A ter deixado essa loucura criar raízes
É certo que da suavidade se faria a aspereza
Do amor cantado se fariam cantigas de maldizer
Da admiração se faria o ciúme doentio
E da tarde azul uma madrugada escura e densa

Te deixei partir sem me levar de mim
Da nossa mistura de corpos e almas
A cada um coube sua parte de volta
Se por mais tempo quiséssemos ficar
Na certa das partes se fariam um todo
Talvez doentio por querer se pertencer

Se déssemos asas a esse sentimento as avessas
Veríamos um pássaro desesperado por voar
Preso às palavras de quem lhe prometeu o sopro
Iriamos ver o profano brotando do divino
Como se o mundo quisesse tomar os céus
Com a promessa de que teria algo melhor a doar

Não foi amargo o sabor da despedida
Uma paixão de tal tamanho acabaria em guerra
No final iriamos preferir as palavras que sangram
O tempo iria levar as leves verdades de areia
O fogo iria queimar toda nossa insanidade
Sobrariam só as cinzas de dois corpos carentes

Pedro Junqueira Franco de Castro 26/04/2011 4:50

Lamento de um rio

Lamento de um rio

As margens do meu leito
Hoje nascem marginais
Carros me perseguem
Gente por todos os lados
É a cidade que eu acolhi
Querendo me marginalizar

Na água do meu córrego
Hoje jorra o regurgito
Do meu leite materno
Eu recebo o rejeito
E da cidade que fiz vida
Recebo o fluido da morte

Ao meu redor já fui mata
Meu corredor já foi de vida
Hoje é terra de ninguém
Isso por ser de todo mundo
Na sociedade sem coletivo
Fico carecendo ser um bem

Eu não sou de fazer guerra
Mas cuidado com meu curso
Tenho destino à foz certeiro
Se tiveres no meu caminho
Não respondo por meus atos
Arrasto-te junto a meu fluxo

Meu lamento é sertanejo
Minha nascente é no sertão
Se olhar bem a montante
Verás mais um sitiante
Que chorando aos céus
Me quer de novo exuberante

Hoje eu choro minha saudade
De tudo eu um dia eu já fui
Era rumo, alimento e prazer
O meu sonho é voltar a ser
Se a cidade me acolher serei
A alma que tanto carece ter

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:26 27/04/2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Poema do mistério de amar

Poema do mistério de amar

Misterioso mistério de amar
Como é doce a angustia
De esperar a resposta
Que vem do seu olhar
Você passa todo dia
Sem ao menos me notar

Olhando no fundo dos olhos
Parece que você esconde
Algo que em mim quer nascer
São dois misteriosos olhos
Que estão a me enganar

Não me apaixonei por você
Pela sua pele branca e pálida
Pelos seus pelos morenos claros
Pelo e pele são detalhes vulgares
Fui atraído pelo clima de mistério
Que insiste entre nós ficar

Vem do seu jeito de falar
Eu nem sei de onde vem
Deve vir de dentro
Ou talvez de fora
Eu sei que o que vem
Parece querer me levar
Ou me deixar ao seu lado

Não importa se é de você
Ou se é meu inconsciente
Querendo comigo brincar
O que sei é que seu amor
É veneno que mata lentamente
Mistério que consome à noite
Distancia que quer se encurtar

Na verdade você é um vampiro
Suga-me todo sentido de realidade
Deixa-me insana sem poder saber
Se as nossas mãos sobre o sofá
Estão distantes porque Quimera
Quisera que assim fosse ficar
Ou se por capricho de Íris
Os deuses queriam só brincar

Pedro Junqueira Franco de Castro 01:21 26/04/2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Poema do tédio

Poema do tédio

Vão passando as horas
Não há o que se fazer
Ligo a televisão
E nada pra se ver
Mais uma tarde vazia

Chego a contar os minutos
Uma ação a procurar
Saio no portão
Sem almas para conversar
Mais uma rua seminua

Os segundos se arrastam
Parecem querer se congelar
Escuto um trovão
Ao menos se chover
Encontrarei uma razão de aqui ficar

Já estou a observar milésimos
E eles parecem querer ficar
Deito no colchão
Começo a me remoer
A preguiça quer me dominar

Cobino-te com o ópio
E então acontece o obvio
Um tédio sem remédio
Se te transformo em poesia
A criatividade te faz o ócio

Pedro Junqueira Franco de Castro 22:24 21/04/2011

Poema para amiga Luísa

Poema para amiga Luísa

Como a deusa Palas Atena
Sou prática, racional e sincera
Na Luta pelos meus ideais
Minha justiça é implacável

Minha beleza vem de Afrodite
E se você souber me encantar
Posso muito bem te conquistar
E serei sua Vênus ao me deitar

Ao contrario da Luísa de Eça
Sou uma mulher sensata
E por traz desse bom senso
Escondo uma jovem apaixonada

Sou uma mulher de muitas razões
Não por isso vivo sem emoções
E me dê uma boa razão
Que a você posso me entregar

Fui cantada por Chico e Tom
Sou inspiração de muito amor
E embaixo da minha neve mora
Os meus sete mil amores

Pedro Junqueira Franco de Castro 18:38 20/04/2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

Poema do índio

Poema do índio

Eu sou o pedaço dessa terra
O pedaço que dela fez mãe
No meu canto e minha dança
Eu estou a lhe adorar

Vivo com ela em harmonia
Na verdade meu respeito
Nasce da minha admiração
De sua beleza, seu canto

Não preciso lhe cobrar
Nem preciso muito fazer
Basta eu te comtemplar
E tudo você está a me dar

Nasci no coração da mata
Com você aprendi o amor
Sua água minha sede saciou
Sua terra me alimentou
Seu ar me deu o sopro da vida
No seu fogo minha alma queimou

Como um bom filho
Sua lição eu aprendi
Minha ciência e crença
Aqui estão para lhe proteger

Levo no meu olhar
O espelho de sua alma
Levo na minha voz
A alegria do seu canto
Levo no meu tato
O seu toque de mãe
Levo na pele
O seu odor
Levo em mim
O seu sabor

Sou o homem da floresta
Guardião da natureza
Meu tesouro é minha lição
O meu ouro não levaram
Sou a raiz de toda a nação
Por ser da terra
Ela minha também é
Minha e mais de quem
Souber lhe amar

Muitos são os homens
Que quiserem me furtar de ti
Chegaram impondo sonhos
Trouxeram-nos até a morte
Prometeram um novo mundo
Mas pra que irei de querer?
Seu coração é meu mundo
E de onde eu vim
Todo dia é dia de índio

Pedro Junqueira Franco de Castro 17:42 19/04/2011

Poema de saudades do avô

Poema de saudades do avô

São sete anos de saudades
Suas lembranças me invadem
Hoje sua ausência se faz presença
No amor que você me deixou

Sua presença trazia paz
A sabedoria segurança
Foi sempre o meu porto
Meu exemplo de amor

Sua busca era imensa
A felicidade era o fim
Foi de avô a lavrador
Era um grande sonhador

Sua alma era inocente
A bondade sem tamanho
Tudo o que conquistava
Para o mundo queria doar

Sua luta valeu a pena
Pena ter chegado ao fim
Trocou tudo o que tinha
Por seu caráter e o amor

De herança financeira nada deixou
Mas o que carrego hoje comigo
Nenhum dinheiro pode comprar
É o meu maior tesouro
E ninguém me pode roubar
Quem deixou foi o meu avô

Pedro Junqueira Franco de Castro 14:07 18/04/2011

domingo, 17 de abril de 2011

Poema para minha terra Barretos

Poema para minha terra Barretos

Ao lembrar-se de minha terra
Que por destino eu parti
Lembro sempre da janela
De onde eu via tudo ali
O cheiro era de poeira
A calçada todo amarela
Pelas flores do Ipê
Foi um dia um sertão
Hoje em dia sonha em ser

A gente lá de minha terra
Sempre foi de querer ser
E na verdade já se era
Mesmo antes de eu nascer
Eram peões e coronéis
Cada um com seu lugar
A lei era na faca e no dente
O respeito que reinava
Hoje em dia quer reinar

O orgulho lá de minha terra
Estava sempre a se festejar
Como a gente não fazia guerra
A festa nunca podia acabar
Em agosto tem rodeio
O peão no touro a pular
A bravura do peão
Representa esse chão
Um dia ainda hei de voltar

Tenho noticias de minha terra
Diz-se que agora quer crescer
Mas o velho não se encerra
Na terra que me viu nascer
Já trouxerem faculdades
Tem shopping e cinema
E até seu canal de tevê
Na verdade o seu abraço
É que faz o sonho acontecer

Pedro Junqueira Franco de Castro 03:08 18/04/2011

Poema inocente do amor inocente

Poema inocente do amor inocente

É tão simples, é tão belo
Como um barco a navegar
O mundo fica mais singelo
Quando estou a te olhar

Passa a noite, passa o dia
Nosso amor não vai passar
Minha vida eu passaria
Do seu lado a te ninar

Canto o amor, canto a flor
Em todo canto a te levar
Eu sou seu embaixador
Nunca vou te abandonar

Fui um tolo, fui um bobo
Enganei-me ao acreditar
Seu amor foi-se com o ovo
Que eu fiquei a chocar

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:30 18/04/2011

Poema da arte

Poema da arte

Desperte a arte e a beleza
E as coloque sobre a mesa
É bem certo que dentro de si
Há sempre um poeta a surgir

Liberte a alma e a riqueza
Deixe-as dançar sua leveza
É bem claro que no fundo
A arte está em todo mundo

Busque a alegria e a esperança
E vivera sempre como criança
Quem procura sempre acha
Como um sapo a coaxar

Cante a simplicidade e a natureza
Não se comporte como uma alteza
Pois a poesia que vem do povo
Quer-te sempre feliz de novo

Junte a terra e as nações
Como em todas as estações
Para viver em harmonia
É necessário sintonia

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:04 18/04/2011

Presente para Mariana

Presente para Mariana

Quem me dera nesses versos
Fosse falar só de felicidade
Mas a felicidade só é feliz
Depois de a tristeza existir
E uma mulher se faz bonita
Depois que chora e sorri

E foi assim que ela se fez
No seu passado de tristeza
É que encontrou sua beleza
Uma pena de quem a deixou
Sorte de quem a encontrou
Pois hoje aquela menina
Já não é qualquer mulher

O seu nome é Mariana
E como toda ariana
É intensa e espontânea
De dia chora no quarto
A noite ela se pinta
E sai como uma onça
Arranhando corações

Se de dia ela se esconde
A noite ela entra na dança
O seu corpo se inflama
E ela bota fogo no salão
A inveja que se volta
Quer dizer que ela é torta
Mais ela não se importa
Tem muito amor no coração

Ela é a musa dos poemas
Que ainda inacabados
São carentes de aprovação
Desculpe-me minha amiga
Cantou-se sua tristeza
Mas é cantando que ela
Um dia se vai sem notar
O seu sorriso é o que fica
E vai sempre encantar

Pedro Junqueira Franco de Castro 23:36 14/04/2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Poema do tempo

Poema do tempo

E o tempo passa cruel
Roubando nossos anos
Ao olhar para o espelho
Vejo tudo que fui e sou
O que podia e esquecia

E o tempo passa leviano
Furtando nossos planos
Colocando areia no vazio
Nos fazendo acreditar
Que tudo foi em vão

E o tempo passa calado
Apropriando nossos dias
A cada minuto perdido
Leva consigo o castigo
De quem vive distraido

E o tempo passa ligeiro
Levando nossos sonhos
De repente o possível
Faz-se impossível
E a vida faz-se morte

Pedro Junqueira Franco de Castro 23:41 11/04/2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Poema para doze flores cariocas

Poema para doze flores cariocas

E um país se cala
A tristeza é profunda
São apenas crianças
Foram-se sem explicação
Futuros se vão prematuros

E um país se põe a chorar
Chorando por compaixão
Para limparmos nossa alma
Dessa grande crueldade
Que apenas um ser pode cometer

E o mundo se mostra indignado
Põe-se na busca da razão
Procura encontrar uma explicação
Algo que cale toda essa revolta
Esse sentimento aos avessos

E doze sonhos se foram embora
Botões que iriam desabrochar
Flores que estavam por vir
E agora todas despetaladas
Por um botão que não floresceu

E até o céu está a chorar
Os doze anjos que partiram
Eram puros, inocentes e belos
Em uma batalha sem sentido
Ao menos levaram um anjo caído

O que nos resta é orar a Deus
Para que o livre arbitro dado por ele
Não justifique mais atos como esse
E que a compreensão venha
Para que a lição seja aprendida

Pedro Junqueira Franco de Castro 15:37 08/04/2011

Votos para um mundo melhor

Votos para um mundo melhor

Desejo ao mundo mais arrepios
Peço arrepios de amor
Que nos façam sentir na pele
O que não se vê a olhos nus

Desejo também mais delírios
Porém delírios coletivos
Que nos levem a acreditar
Na paz no mundo a reinar

Desejo ao mundo mais poesia
E também poetas
Pois se temos fome de poesia
Só os poetas podem saciar

Desejo mais versos de amor
E menos de dor
Pois é facil rimar amor com dor
O inaceitavel é negar o amor

Desejo também mais tolerância
E peço mais diversidade
Para que possamos compreender
Que o conhecimento é universal

Desejo ao mundo menos dinheiro
E mais felicidade
Pois a felicidade pode vir sozinha
Mas ele não será nada sem ela

Desejo também mais politicas
E menos politicagem
Afinal a politica traz evolução
Já a politicagem so faz atrasar

Desejo a todos mais encontros
E menos desencontros
Que os encontros sejam de alma
E as distâncias não possam separar

Desejo até mesmo mais loucuras
E que venham para o bem
Porque o mal pode até existir
Mas é o bem que deve vigorar

Pedro Junqueira Franco de Castro 01:32 08/04/2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Poema da felicidade

Poema da felicidade

Guarde o brilho de cada manhã
A despedida de cada pôr do sol
Junte a isso a claridade da lua
E o colorido de cada estrela
No final tu me terás

Jogue fora cada lagrima do rosto
A despedida de um amor perdido
Junte a isso a escuridão da noite
E a opacidade de cada não
E então tu me terás

Leve consigo a alegria do desconhecido
A chegada de mais um novo sorriso
O reencontro de um velho esquecido
Eu estarei em tudo ou em um só
E tu me terás no final da tarde

Jogue fora aquilo que não for suor
Tudo aquilo que lhe for alheio
Junte tudo que não lhe é direito
E deixe pra de quem for
Pois eu só venho com valor

Leve consigo das lagrimas a lição
Da despedida o que lhe foi bom
Dos sorrisos os verdadeiros
Do que veio aquilo que foi suado
E da vida é a felicidade o que terás

Pedro Junqueira Franco de Castro 01:51 07/04/2011

domingo, 3 de abril de 2011

Tempestades

Tempestades

Existem tempestades que constroem
Aquelas onde a escuridão faz pensar
As trovoadas querem ajudar
E a água vem para limpar
São as que trazem fertilidade

Existem tempestades que destroem
Parece que chegam para ficar
A escuridão vem para assustar
As trovoadas para ensurdecer
São as que trazem a discórdia

Sempre tentamos nos proteger
Construímos nossos castelos sólidos
Cegos e certos que estaremos salvos
Mas é muito difícil manter-se seguro
Quando a tempestade vem de casa

Pedro Junqueira Franco de Castro 21:37 03/04/2011

quinta-feira, 31 de março de 2011

Poema da beleza

Poema da beleza

Modelos anoréxicas
Que de tanto emagrecer
Até perdem a vida
E até a terra tem estrias

Jovens fisiculturistas
Viciados em anabolizantes
Perdem a vida em academias
E até a terra não é rígida

Senhoras elegantes
Gastam fortunas num instante
E ainda estão a envelhecer
E até a terra tem rugas

Metro sexuais vaidosos
Sempre a buscar mais
Passam a vida a se ver
E até a terra é imperfeita

Mas veja que ironia
A terra tão redonda na tv
E agora que você a vê
Será que vai negar a beleza do ser?

Não critico a beleza
Que hoje até põe a mesa
Só acho que procuras
Algo que já está em você

Pedro Junqueira Franco de Castro 00:27 01/04/2011

Poema das 4 estações

Poema das 4 estações

Desperta e vê
Minha primavera é bem mais florida com você
O mundo que estou a lhe oferecer é imenso
É tudo o que você precisa
Meu amor transborda e basta
É cheio e vazio
É claro e escuro
Traz frio para as tardes de sol
E calor para as noites de lua

Desperta e vê
Meu verão é bem mais divertido com você
O mundo que estou a lhe oferecer é intenso
É tudo o que precisa
Meu amor inquieta e faz festa
É sim e não
É certo e errado
Traz paz para os momentos de guerra
E guerra para os momentos de paz

Desperta e vê
Meu outono é bem mais seco sem você
Sem você meu mundo é sem sentido
É tudo sem graça
Meu amor se acaba e se cala
É seco no molhado
É açúcar no salgado
Traz feridas para os bem aventurados
E cicatrizes para os que sozinhos acabam

Desperta e vê
Meu inverno está na eternidade sem você
O mundo se congela a te esperar
É tudo intacto
Meu amor continua e flutua
É som e silencio
É noite e dia
Traz o fim para o começo
E o começo para o fim

Pedro Junqueira Franco de Castro 00:52 18/02/2011

Poema da vida

Poema da vida

Mas o que seria da vida sem a poesia?
Seria só métrica e nada mais caberia
De que bastaria viver?
Se os sonhos são para serem sonhados
E se a vida é para ser vivida
Eu peço o contrario
Quero viver em sonhos
E sonhar em vida

O sonho não me cabe
A vida já me basta
Sonhar me faz voar
Viver me faz crescer
Tudo o que me resta é juntar
E enfim florescer

Não peço só a loucura do poeta
Peço também a lucidez do pescador
Viver não me basta
Eu quero é ser ator
Fantasiar a cada dia um novo papel
Que me faça esquecer da dor
E lembrar que nada é em vão
Quando é feito com a alma e o coração

Mas é preciso ser junto
É preciso ser mundo
Compartilhar uma vida
Para que dentro do sonho
Caiba pai, mãe e filho
Cada um com sua melodia
Dentro de uma mesma canção

Quero a leveza de quem erra sem medo
A leveza de quem acerta por errar
A leveza das almas que seguem
A leveza da natureza
Que tantas vezes precisou errar
A leveza da perfeição construída
Passo a passo
Erro a erro

A algo de belo na imperfeição
Algo que grita
Algo que caminha
Berrarei o quanto precisar
Errarei até me cansar
Tudo o que for preciso para alcançar
Se berro, se grito, se erro
É por que tem algo em mim que não quer se calar

Pedro Junqueira Franco de Castro 01:29 25/03/2011

Poema- epitáfio de uma Árvore

Poema- epitáfio de uma Árvore

Eu te fiz sombra
Eu te trouxe pássaros
E foi no meu tronco
Que sua rede amarrou
Fiz de tudo para te encantar
Mas você não pode notar

Você estava cego
Negava minha presença
Eu queria falar sua língua
Eu queria poder fugir
Mas esse direito não tinha
Só me restava florescer

E por pura vaidade
Na calada da noite
Amanheci morta
Não sou mais sombra
Não sou mais ninho
Não sou mais vida

E por pura covardia
O que restou foi pó
Fui sem protestar
E não quero me vingar
Mas se um dia precisar
A minha ausência irá notar

Agora no orvalho da manha
Minhas lagrimas estão a cair
Minha raiz não mais sustenta
Os meu galhos pelo chão
Meu frutos a apodrecer
E minhas flores espalhadas

Mas minha luta é maior
Minha causa é legitima
E sementes eu deixo
Para o dia que se fores
Ou se um dia aprenderes
Que sem mim vida não há

Pedro Junqueira Franco de Castro 10:08 31/03/2011

Poema das línguas

Poema das línguas

Eu me enrosco no seu inglês
Prático, leve e descomprometido
Perco-me no seu português
Complexo, poético e rico
Embaralho-me no seu espanhol
Quente, rítmico e latino
Deixo-me levar pelo seu italiano
Sonoro, forte e indecente
Encanto-me com seu francês
Sofisticado, romântico e elegante
Confundo-me com seu chinês
Isolante, tonal e monossilábico

Mas de que me importa tanta língua
Se o que eu quero te mostrar
Esta no meu gesto e meu olhar
De nada importa tantas línguas
Se a minha língua com a sua
Eu não puder entrelaçar

Pedro Junqueira Franco de Castro 13:31 31/03/2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

O goleiro dos cem

O goleiro dos cem

Domingo dia de clássico
Uma tarde de futebol
Corações rivais fervendo
Na tarde uma certeza
Só um pode vencer

Tricolores contra alvinegros
Cores se misturam na torcida
Em cada um corre seu sangue
Mas no coração a mesma paixão
A bola, o gol e o futebol

Como em toda rivalidade
A disputa é truncada
Lance a lance
Chute de fora da área
Faz-se o primeiro gol

O vermelho passa a predominar
Drible na entrada da área
Mais uma falta a se cobrar
A torcida está a clamar
O nome que não se pode calar

Ele olhou para a bola
Deus então olhou para ele
Da bola fez-se a historia
Na rede o centésimo
No coração uma certeza
Sou o goleiro dos cem
Sou Rogerio Ceni

Pedro Junqueira Franco de Castro 12:01 28/03/2011

domingo, 27 de março de 2011

Poema-bossa para Julieta

Poema-bossa para Julieta

No sotaque carioca
Ela quer esconder
O passado recente
Que lhe viu crescer

Com seus passos
Sempre imponentes
Caminha a praia
Que está a te admirar

Com seus olhos
Redondos e morenos
Ela olha em sua volta
E todos estão a te olhar

Com seu sorriso
Beleza suprema
Ela sabe que pode
Todo o mundo tocar

Com suas fases
Ela é como a lua
E só entrega o segredo
Pra quem lhe sabe amar

No seu nome Julieta
Apenas um Romeu
É capaz de notar
O amor que pode encantar

Como todo musa
Ela passa com a sua beleza
Esnobando a tristeza
De quem só quer te amar

Pedro Junqueira Franco de Castro 15:42 27/03/2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

o abismo e o caos

o medo toma
fera indomável
pessimismo retoma
deixa instável

lanço ao mar
esperança da raça
seu único lar
se vai na barcaça

silencio,
solidão.

na calada da noite
uma sombra invade
golpe com açoite
inicio da tempestade

as lágrimas no chão
incerteza clara a brandar
o anuncio da submissão
sozinho sem me habitar

abismo,
caos.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Poema inacabado

Poema inacabado

Começo me animo
Não sei se termino
No meio deparo
E sem o fim me calo

No começo é rima
Só sei que fascina
Mas vem a rotina
E sem fim termina

Inicio, meio e fim
Será tão estranho assim
Começar e nunca acabar
Rimar mas não terminar

E sem pé nem cabeça
Como historia sem fim
Perco o fio da meada
Acabo motivo de piada

Pedro Junqueira Franco de Castro 00:51 09/02/2011

Poema para a gata borralheira

Poema para a gata borralheira

Da licença tenho pressa
Sai que agora eu vou passar
Sou a moça da limpeza
E estou sempre a limpar

Com licença é o que me pedem
E estão sempre a passar
Quem me olha não vê
Sou mais uma a se calar

Com licença expediente
Meu serviço acabei
Sou a gata borralheira
Tenho muito a sonhar

Muita licença minha gente
Pois meu príncipe vai passar
Ele diz que é servente
Está sempre a me paquerar

Da licença mas me cansei
E agora eu vou falar
A sujeira é o que vai ver
Se um dia eu me vingar

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:43 24/03/2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Poema do amor

Me diz por que choras
Se o mundo está a sorrir
Me diz por que se cala
Se o pássaro está a cantar
Me diz por que se fechas
Se a flor está a se abrir

Por que tanto me procuras
Por que não relaxa e contempla
Contempla a cor do caju
Contempla o canto do uirapuru
Contempla o sabor do cacau

Por que tanto pergunta
Por que não se cala e observa
Observa a flor e seu fruto
Observa a abelha e seu mel
Observa saturno e seu anel

Por que me procura no jardim alheio
Se é no seu que eu fiz meu leito
Não estou ao longe
Olhe para o seu coração
E eu estou a bater

Posso até ser seu Deus
Mas para um ateu
Eu sou apenas o amor
Sou eu que uno os gametas
Eu que fiz todo planeta

Se procuras e não me achas
Deve estar perdido ou faz pirraça
Por que eu sou o que não se cala
Eu estou sempre a fluir
E sou eu que não te deixo cair

Pedro Junqueira Franco de Castro 22:30 23/03/2011