quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Niemeyer, o genuíno latino.

Niemeyer, o genuíno latino.

Nascido na cidade poética
Sonhava uma grande alma
Nas suas veias tão latinas
Corria o sangue da liberdade
A gente de sua cidade planejada
Não manchou a genialidade de sua obra
Simples poesia concretada no coração do Brasil
Traços leves como ele mesmo compreendia a vida
Sem o peso do sistema que não lhe pertencia
Com a força de sua serena alma latina
Lutou ainda que em paz toda sua vida
Que para ele passou feito um sopro
Suavemente brincando nas curvas
Aos 104 anos morre um rapaz
Apenas um latino americano
Que nasceu, amou e partiu.

Pedro Junqueira Franco de Castro 3:52 06/12/2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

A batalha da aceitação

A batalha da aceitação

Range o ego atrás da porta
Imperfeito, humano e finito
Arruína nossa vida com culpa
Liberta toda nossa loucura
Egoísta orgulhasse da vitória

Canta a alma além da janela
Perfeita, universal e infinita
Ilumina nossa vida seu perdão
Liberta toda nossa sabedoria
Humildemente nos satisfaz

Vivemos toda dia essa batalha
Travada entre o meu e o nosso
É preciso calar os ruídos do ego
Deixar ecoar a melodia da alma
Para a vida fluir naturalmente

Pedro Junqueira Franco de Castro 02/12/2012 15:23

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Ciclicamente perfeição

Ciclicamente perfeição

A perfeição está a nossa volta
No desenho da pétala da flor
No ballet sobre o rio do cisne
No orvalho a refletir o sol
Ela passa sem você notar

A perfeição em nós fez morada
No sangue que carrega a vida
No pensar que leva a noite
No cheiro que exala do amor
Ela está nos olhos de quem vê

A perfeição está mais além
No luar que de longe ilumina
No pôr de sol a trazer a noite
No universo sempre a conspirar
Ela transpira toda inspiração

A perfeição que lá fora está
Em você também se encontra
Deixe o mundo no ritmo girar
Seja você mesmo sem controlar
Seremos perfeitamente belos

Pedro Junqueira Franco de Castro 21/11/2012 04:16

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Estar juntos

Estar juntos

Uma parte de mim era sim
A outra segurava sua mão
Não precisava do seu corpo
Muito menos da sua alma
Pois só no estar juntos
A gente já se pertencia

Seu olhar me despertou
E o universo aceitou
No vão de nossas mãos
Cabiam dois corações
Nas veias lado a lado
Corria sem nos separar

Deitado ao seu lado
Seu silêncio preenchia
Minha alma com sonhos
Meu baú com fantasias
Brincando ao seu lado
Redescobri a poesia

Da união de nossos corpos
Nascia um novo amanhecer
Os passados de tristezas
O alegre presente levou
Agora os dois voavam
Ainda que tocando o chão

Pedro Junqueira Franco de Castro 1/11/2012 14:46

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Noite passageira

Noite passageira

Nem tudo que a gente vê no claro
A gente enxerga mais claramente
Existem perguntas que só o escuro
Será capaz de nos esclarecer

Eu anoiteço na fumaça densa
Meus pensamentos viajam na noite
Sem notar a adorável presença
Que a lua tem a me oferecer

Eu amanheço feito uma flor cristalizada
Os pensamentos não mais me pertencem
Foram-se todos com a fumaça da noite
Agora eu posso refazer meu próprio eu

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:20 02/08/2012

domingo, 13 de maio de 2012

Homenagem às mães do mundo

Homenagem às mães do mundo

A confirmação de sua existência
Deu-se pela dor dessa mulher
Foi no ventre dela que por messes
Você viveu a experiência do amor
E vive hoje na vida que lhe concedeu

Quando o filho sai, sua proteção o segue
Quando o filho sofre, seu zelo é salvador
Seu coração está com ele na caminhada
Seus passos também estão nessa estrada
Sua felicidade é duplicada ao o ver feliz

E a maior dor do homem
É saber que ele pode ter o mundo
Pode saber e sentir de tudo
Mas nunca vai saber o que é ser mãe

Seu temor é que as sementes
Que no mundo ela colocou
Não amadurecam em frutos
E não desabrochem numa flor

Com a força de um leão
E a leveza de uma flor
Ela cumpre seu papel
Com dedicação e amor

Dentre todas as causas
A sua é a mais legitima
Dentre todas as missões
A sua é a mais digna
Dentre todos os amores
O seu é o melhor
Te amo Mãe!

Pedro Junqueira Franco de Castro 15:15 08/05/2011

sexta-feira, 16 de março de 2012

Cegos ratos do esgoto

Cegos ratos do esgoto

Cegos seguem os ratos no esgoto
Buscam os caminhos mais curtos
Aproveitam os atalhos oportunos
Se gabam da inocente esperteza
Crentes que suas malandragens
Os dão um certo ar de superior

Inocentes comemoram a vitoria
Antecipam honras desonrosas
Orgulhosos de glorias em vão
Mancham sua própria historia
Ao fim saem sempre derrotados
Sem saborear a sonhada vitoria

Seguem incapacitados de ver a luz
Invejam aqueles que são iluminados
Pisam para esconder suas fraquezas
Prepotentes tentar enganar a justiça
Saem humilhados pela unica verdade
A vitoria e a justiça caminham juntas

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:39 17/03/2011

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Tempo de sonhar

Tempo de sonhar

Por mais lamento que temos no peito
Colhemos hoje a semente do ontem
E o esforço só não terá sido em vão
Plantando hoje o melhor do amanhã

O inesquecível vai se fazendo no hoje
E o impossível vai ficando no passado
No momento em que abrimos os olhos
Para o mar de possibilidades do futuro

Não adianta se arrepender no presente
E se esquecer que ele nos dá a chance
De corrigir erros cometidos no passado
Para ser aquilo que sonhamos no futuro

Enxergue o hoje como a vitoria da vida
O ontem como mais uma pagina virada
Nunca é tarde quando se tem o agora
E ninguém é capaz de prever o amanhã

Não tenha medo de errar no hoje
O amanhã será uma nova chance
De fazermos aquilo que é o certo
Mas que não fizemos no ontem

Hoje é o tempo da oportunidade
O amanhã o tempo da esperança
E o ontem só nos serve de lição
Lembre o ontem...
Espere o amanhã...
Viva o hoje...

Pedro Junqueira Franco de Castro 01:41 24/01/2012

domingo, 15 de janeiro de 2012

Paginas de uma vida

Paginas de uma vida

É na esquina da nossa vida
Quando bate o vento forte
Que nós podemos relembrar
As lembranças esquecidas
Que uma vida de sonhar
Levou sem a gente ver

Da paixão ficam as cinzas
Que nos fazem renascer
Todo vez que um olhar
Faz dentro de nós chover

A cada pagina desse livro
Eu ainda posso perceber
Que o tempo é traiçoeiro
Mas pode nos faz crescer

Eu seguindo a criança
Deixo o vento me levar
Meu sonho é passarinhar
Mas preciso saber voar

Me entregando a boemia
Inocente o ato de sonhar
Esperar em cada esquina
O velho tesouro perdido
Que pode me fazer brilhar

Pedro Junqueira Franco de Castro 19:57 14/01/2012

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Minha essencial mãe

Minha essencial mãe

Fruto de seu doce ventre sai para o mundo
Assustado foi nos seus braços que acalmei
Ainda me lembro das palavras de carinho
Que com zelo me protegiam das lagrimas
Debaixo das asas da minha mãe coruja
O mundo parecia não poder me machucar
Eu me sentia incondicionalmente amado

Seguindo seus passos no jardim da infância
Descobri o que realmente tem valor na vida
Aquilo que constrói pontes entre corações
Tornando as pessoas iguais por sonharem
Mas se não houver dignidade no caminhar
Os passos acabarão com aquela esperança
De ver pessoas do bem o mundo governar

Ao ver nossa água ser contaminada
A rosa do nosso amor se desfolhar
Subitamente o desespero me tomou
Vi-me abandonado sem o seu amor
Caminhamos juntos na escuridão
Guiados pela fé no nosso destino
Certos de ser infinito nosso afeto

Ainda que exigente o seu zelo me ensina
Sua manta protetora ilumina meu caminho
Quando perdido posso a sua morada voltar
Mesmo com sonhos e planos diferentes
Sua essência que eu levo é meu caráter
Seu sorriso desperta minha felicidade
Seu amor faz morada em meu coração

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:47 19/12/2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

A doce despedida da cria

A doce despedida da cria

A andorinha dedicada sente a dor da partida
O ninho parece tão vazio sem os passarinhos
Eles cresceram e alçaram voo rumo à vida
Agora é sua vez de voltar a voar livremente
Pode alcançar lugares distantes de sua alma
Revelando novos caminhos escondidos no ser

A árvore não morre depois dos frutos colhidos
Ela ainda serve de morada para outros sonhos
Sua beleza ainda é majestosa e encantadora
Agora que já serviu ao mundo com seus frutos
Pode alimentar desejos guardados na alma
Gerando flores pela simples beleza de ser

A doce mãe agora sabe o que é ser sozinha
A boca que precisou dizer não agora diz sim
O sim liberta os filhos para amar ao mundo
Agora seu tempo está livre para caminhar
Caminha rumo à maturidade de sua alma
Sutilmente se torna morada do seu ser

Pedro Junqueira Franco de Castro 10/12/2011 16:00

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O trem da infância esquecida

O trem da infância esquecida

O trem desgovernado vai se arrastando
Segue a todo vapor sem destino final
Em algum momento ele descarrilhou
Seu caminho ele não mais governa
Sem freios segue sempre em frente

Nessa rota sem saídas e chegadas
O sabor da estrada ele não sente
Vai passando sem se quer notar
A beleza da menina a lhe esperar
O desespero da mãe a lhe ajudar

Certo de seu caminho incerto
Segue arrogante e prepotente
Se prestasse atenção ao sinal
Poderia ver que logo em frente
Existe um abismo intransponível

Ele segue de estação em estação
Passa por todas sem descarregar
Caso você queira nele embarcar
De passagem você não precisará
O desconhecido dispensa convite

Um dia talvez encontre o trilho
Que o leve de volta a seu destino
Se continuar perdido no tempo
Será tarde demais para lamentar
A vida que ele deixou para trás

Pedro Junqueira Franco de Castro 04:26 30/11/2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A possibilidade do impossível voo

A possibilidade do impossível voo

O pássaro limitado no seu voo
Canta alegre todo amanhecer
Sua luta diária contra o vento
Alimenta a força do seu canto
Que continua até o anoitecer

A borboleta tem sua beleza
Limitada por poucas horas
Logo sua vida vai embora
Mas ela é a única certeza
Dá valor a luta da lagarta

Ainda que pequena a formiga
Aceita o limite do seu tamanho
Supera assim o peso das folhas
Sua humildade a torna grande
Na terra dos seres gigantes

O sol ilumina o amanhecer
Seus raios invadem a janela
Levam luz à limitada escuridão
Mesmo o sol vai-se embora
No limite do dia virar a noite

Lá vai Icaro através da janela
Sua busca pelo impossível
Talvez um dia tivesse fim
Se ele aceitasse o seu limite
De ser feliz tocando o chão

Pedro Junqueira Franco de Castro 03:04 29/11/2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Um dia a mais em seu coração

Um dia a mais em seu coração

O coração é um grande salão vazio
Se aberto carece ser preenchido
Ele não aceita brisas breves
O seu querer é ventos constantes
Que preenchem fazendo melodia

Se tentar preenche-lo com formas
Você ficara perdido no caminho
A sua busca é pelo indefinido
E por mais bela que seja a forma
Só o sorriso sincero o acalmará

Não se desespere ao procurar
Tenha calma e ele te ensinará
Com o tempo a lição aprendida
Libertará as amarras do coração
E o amor não terá sido em vão

Por isso não tema o se entregar
Depois de um dia ensolarado
A noite vem para escurecer
Não lamente o pôr do sol perdido
Se alegre com o brilho das estrelas

Pedro Junqueira Franco de Castro 24/11/2011 03:46

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pertencer ao amanhã

Pertencer ao amanhã

Era como se parte do meu passado
Um momento do meu presente
Algo que ainda era futuro
Estivessem ali presentes
Numa forma humana de vida

Não concretas ou completas
Pequenos espaços de tempo
Algo que queria ser meu
Que pudesse ser teu
Que talvez fosse nosso

Tudo o que nos separava
Era a ânsia da descoberta
Daquilo que de ti era meu
A parte de mim que era sua
O todo que queria ser nosso

E eu só queria adormecer
No veneno do seu beijo
Para ver o dia amanhecer
Na pureza de sua pele
Misturados no amanhã

Pedro Junqueira Franco de Castro 19:35 21/10/2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Duas canções, uma melodia.

Duas canções, uma melodia.

O sol ainda brilhava
No surgir da estrela
Eu que era sozinho
Agora podia cantar
A canção de irmão

Pequeno capricho divino
Menina magrela morena
Beleza dada por deuses
Atrás da pintura na cara
Uma guerreira mulher

Desculpe se me zanguei
Eu só queria te mostrar
Maquiar é insegurança
Esconde o brilho justo
Que o seu olhar emana

Mais que apenas irmãos
Amigos de peito aberto
Mãos dadas no caminho
Passos juntos na areia
Rios correndo pro mar

Destino traçado no berço
Irmãos de alma e coração
Aonde os seus pés pisarem
Eu serei o sol a te iluminar
Você vai ser sempre a lua
Clareando minha escuridão

Pedro Junqueira Franco de Castro 01:02 05/10/2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Não tão santo, nem tão profano.

Não tão santo, nem tão profano.

Ele é naturalmente puro
Basta o homem o tocar
E sua sujeira se revela
Libertando sua mente
Ele será apenas amar

Ele é a chave da criação
Simples atração que une
Leva a vida até o ventre
Une pessoas diferentes
Puro e belo ato de amar

Tantas formas de fazer
Muitas as de se perder
Mas existindo o amor
O encontro é de alma
Santa união de corpos

Seja qual for sua opção
É um direito expressar
Toda forma de amar
Revela o doce sabor
Escondido no coração

Seja ato de amor consumado
Não tão santo que me prive
Não tão profano que me suje
Quero apenas sentir no prazer
A pureza de sentir-se amado

Pedro Junqueira Franco de Castro 13:22 06/09/2011

domingo, 4 de setembro de 2011

Mente suicida

Mente suicida

Ó ser racional,
Até na hora de morrer
Quer morrer com a razão
Mesmo sem cumprir a missão.

Ó caixa de pensar,
Olhe a sua volta
Os outros lutam por vida
Você sai à busca da sua morte.

Ó crânio acéfalo,
Se parasse de pensar
Talvez tivesse tempo para viver
E não escolheria a morte prematura.

Ó cavalheiro errante,
Raciocine apenas um instante
Esqueça as razões para morrer
Preocupe-se só com a razão do seu viver.

Pedro Junqueira Franco de Castro 23:13 04/09/2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Existe vida por trás de tudo

Existe vida por trás de tudo

A perfeição está em todo canto
No vento carregando as folhas
No barulho da chuva no telhado
Nas estrelas que trazem a noite
No sol rompendo o vão da janela
Isso tudo preenche qualquer vazio

O mundo é simplesmente belo
Na semente que cresce no solo
Nas mãos preparando a terra
No trigo colhido toda estação
No amor que prepara o pão
A beleza silenciosamente berra

A natureza está a nossa espera
Na leveza do voo da borboleta
No canto instantâneo da cigarra
No aroma gratuito de uma flor
No sabor irresistível da fruta
Resta simplesmente usufluir

A vida se revela todo instante
Na água modelando as pedras
No orvalho que cai na manhã
No suor a escorrer no chão
No gelo que cobre a montanha
O amor ciclicamente se renova

Sinta a energia dentro de você
Na palavra que arrepia a pele
No sorriso que revela o encanto
No coração a bater mais forte
Nas lágrimas que lavam a alma
Somos frutos do sonho divino

Pedro Junqueira Franco de Castro 04:12 02/09/2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O dia que deixei minha criança partir

O dia que deixei minha criança partir

Como é bom respirar sem suas garras
Caminhar sem estar preso a algemas
Encontrar outra forma de ver o mundo
Acreditar que sonhos podem ser reais
Voar com os pés ainda tocando o chão
Amadurecer para então rejuvenescer

Decisão certa foi te deixar partir
Ainda que seja triste a despedida
O seu veneno eu não provo mais
Suas ilusões já não passam aqui
Ainda que o desapego cause dor
Amar é doer para amadurecer

A criança infantil e egoísta partiu
Deu espaço para a criança alegre
Levou as velhas mesquinharias
Dando lugar a novas esperanças
Libertando um coração escravo
Renovando a vontade de amar

A verdadeira criança volta a sorrir
Agora enxerga a luz na escuridão
Dá adeus ao envelhecido passado
Brinca de ciranda com o presente
Caminha livre rumo ao seu futuro
Pode enfim amar para ser amado

Pedro Junqueira Franco de Castro 03:50 01/09/2011

O viúvo

O viúvo

Confessei-te minhas vontades
Entreguei minhas verdades
Abri as portas de meu jardim
Mas na hora do voo recusou
Na certa com medo da altura

Não tardou nem um dia
Já estava em outros ares
Assim como beija-flor
Outra flor você buscou
E eu me tornei viúvo
De um ser com vida

Eu fiquei a esperar
Solitário ser enganado
Um dia tinha o mundo
Acordou no submundo
Da dor de uma paixão

E aonde coloco os prazeres
O que faço com os planos
Esqueço e finjo que é passado?
Pois é certo que no espaço
Que fizemos nossa morada
Não cabem mais dois corações
Pedro Junqueira Franco de Castro 01:40 01/09/2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Poema para meu irmão Leão

Poema para meu irmão Leão

No ano de noventa e oito
Foi no dezessete de agosto
Que nosso natal chegou
O presente uma criança
Que com alegria e energia
Conquistou toda família
Fazendo morada no coração

É sobre o meu armário
Que ele exibe suas honras
São medalhas e troféus
Detalhes de um campeão
Mas sua verdadeira vitória
Está em sua autoconfiança
Que aos poucos conquistou

Se ele chora quando perde
Sua tristeza vem da derrota
Pois é difícil não vencer
Sendo um leonino André
Mas logo vai perceber
Que o dissabor da derrota
Engrandece a sua vitória

O seu nome é de nobreza
Tem uma alma generosa
Sabes bens quem tu és
E também sua missão
Usando sua criatividade
Poderá vencer seus medos
E te honrará feito um leão

Não teimas, nem fujas André
Você é forte, você é grande
Dentro de ti mora um leão
Com a força de sua coragem
Vencerá seu próprio ego
Sendo justo liderará o mundo
A caminho da força da união

Pedro Junqueira Franco de Castro 17/08/2011 12:06

terça-feira, 9 de agosto de 2011

R.I.P Amy

R.I.P Amy

A estrela se vai com o sol
Mas seu brilho ainda ecoa
Apesar do ruído dos porcos
A lama na manhã não te suja
Um diamante nunca se mancha

Queríamos poder te ajudar
Salvar-te da solidão escura
Com tantas mãos te apontando
Ficou difícil pra você enxergar
As mãos que queriam te lapidar

Depois de tantos jogos de azar
O amor ainda queria te levar
Mas você sabia brincar de deus
As ficham continuavam a cair
Você escolheu ser a próxima

Hoje me vi acordando sozinho
Você não esta mais entre nós
Mas sua voz ainda toca no radio
Sinto novamente sua presença
Ela está a secar minhas lagrimas

Ela foi se entregando aos poucos
Eu poderia ter ido vê-la no show
Despeço-me apenas com palavras
Ela volta a ser diamante negro
Na escuridão do céu estrelado

Fico com a lembrança doce
Da inquietude de sua alma
Que viveu para expressar
Não é preciso viver muito
Para vencer e ser eterna


Pedro Junqueira Franco de Castro 02:14 09/08/2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Poema de admiração secreto

Poema de admiração secreto

Existem momentos que nos fazem parar
Instantes que duram uma eternidade
Mesmo que momentaneamente são eternos
Parecem trazer uma mensagem do divino
Foi assim à primeira vez que eu te vi
Como um anjo você me trouxe o céu
E me deixou em paz em plena terra

Nosso encontro foi apenas de relance
Mas bem que podia ser romance
Aquele seu sorriso cativante
Que nem para mim devia ser
Marcou em minha memoria
O inicio de uma historia
Que para ser feliz precisa de você

Depois do nosso breve encontro
Passei a te procurar e encontrar
Em meus pensamentos você está
Torci pelo acaso ou o destino
Minha vida na sua de novo encostar
Cada minuto distante do seu olhar
Fazia calar a boca que queria te beijar

Você pode até não ser o mais belo
Ou até mesmo não ser o ultimo
E com certeza não será o primeiro
Mas para mim você é tudo isso
E até mesmo muito mais
Pois um dia vi no seu olhar
Que eu poderia te fazer feliz

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:28 09/05/2011

Orgulho de ser

Orgulho de ser

Eu sou eu sem mascara
Sem maquiar ou disfarçar
Pergunte-me quem sou eu
Não lhe direi em palavras
Mas cada gesto será o sim

Eu sou onde não estou
Caminho aonde não vou
Não sigo meus passos
Não apago meus rastros
Esqueço minhas vontades

Sou eu quando sinto fome
Quando me pego em fogo
Grito na pele o canto da carne
Sou as minhas necessidades
Apenas um animal irracional

Não sou eu quando penso
Quando como sem fome
Grita na pele o grande ego
Sou a fumaça da largarta
Não preciso mais quero

Sou eu a minha infância
Aquilo que sentia e queria
Berrava a carência de ser
Faminto por sensações
Ser curioso por natureza

Mas o fato de ser
Me faz igual a você
Sou mais um humano
Entre muitos seres
Orgulhoso de viver

Pedro Junqueira Franco de Castro 03:36 04/08/2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

As vinte e sete badaladas

As vinte e sete badaladas

Eu o clamo pássaro escuro
Que passa por cima da janela
Se escondendo em casa esquina
Perdido na cidade grande
Sobrevoando campos esparsos
Mostre-me o outro lado
Somente quando for necessário
Não espere os vinte sete sinos
Nem os cem anos de solidão

As pessoas que enfrentam a morte
São as que mais a temem
As pessoas que anestesiam a dor
São as que mais a sentem
Eu não enfrento a morte
Eu não temo minha dor
Minha morte já foi anunciada
Minha dor já foi premeditada
No momento que pisei o mundo

Homens orgulhosos caminham no abismo
Estão entre a vida e a morte, no caos
Você seria capaz de beber seu sangue,
Só para não entrega-lo a morte?
Qual parte de seu coração entregaria,
Para poder brincar nos campos esparsos?
Aonde colocaria seu orgulho,
Quando ela batesse a porta?
Esconda-o antes que ela te toque

Pedro Junqueira Franco de Castro 27/07/2011 04:39

Profanando minha amada

Profanando minha amada

Escute-me com calma minha querida
Deixe-me levar um pouco de profano
Até a superfície do seu mundo divino
Eu sei que por baixo desse manto
Suas pernas estão pegando fogo

Não dê ouvidos ao que ele disse
Ele é apenas um velho perdido
Mostrarei a verdadeira chama
Queimaremos na fogueira
Venha ser pagã ao meu lado

Deixe de lado seus velhos amigos
Eles só querem nos manter distantes
São escravos carentes com medo
A solidão os apavora de madrugada
Venha ser sozinha ao meu lado

Esqueça as mentiras de seus pais
Eles não sabem nada sobre mim
Querem te fazer santa em um altar
Deixe eu te levar a um lugar seguro
No meu esconderijo só eu e você

Dê ouvidos as palavras desse vampiro
Você não tem mais tempo para hesitar
Quando seu medo passar eu te levo
Ao meu santuário envenenado
Deixe-me tocar sua áurea branca

Pedro Junqueira Franco de Castro 17:33 27/07/2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Atrás dos muros da mente

Atrás dos muros da mente

Somos tijolos de um muro
Podemos quebra-lo
Esquecer do velho muro
Construir uma ponte

Não adianta ficar alienado
Preso nesse velho muro
Você é mais um tijolo
Pule fora desse muro
Fruto da mente humana

Se é tudo de nossa mente
Se nós somos a engrenagem
Porque não construir pontes
Com os tijolos do velho muro

Use uma nova engrenagem
Um pouco confortável
Sem precisar de culpas
Esqueça velhos castigos
Permita-se ser ponte

E então você me verá
Não como um verme
Mas como o tijolo
Que você também é

Muros tapam nosso céu azul
Separam o belo do real
Pontes servem para unir
A realidade com a fantasia
O azul com o cinza das pessoas

Quando buracos vazios
Surgirem no muro
Você poderá ver
O confortável azul

Esqueça os dois martelos
Que batem na sua cabeça
Use-os para quebrar seu crânio
E se liberte da realidade cruel
Que uma mente insana cria

Escute os corações
Batendo atrás do muro
Quebre o gelo de sua alma
Seu coração vai voar

Se deixe sentir sem pensar
O muro é largo e alto
Mas é preciso saltar
Feche seus olhos
Caia confortavelmente

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:24 25/07/2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Minha poesia, minha vida

Minha poesia, minha vida

A poesia é minha religião
Ela é meu teto e meu chão
È nela que acontece o encontro
Da minha alma, mente e coração
Foi nela que fiz minha morada
Nela eu descanso em paz

Na poesia está o sentido da vida
Ela vai se tornando meu caminho
A cada passo que dou em sua areia
Uma pegada fica marcada na terra
Espero a deixar para quem chegar
E mudar o mundo a minha volta

Com a poesia vou aprendo a mudança
Nela eu medito minhas preocupações
Deixo-a ocupar o vazio de meu peito
Coloco nela todos meus anseios
Reflito sobre os meus medos
Busco o melhor que posso doar

Minha poesia é minha missão
Foi nela que encontrei o canto
Que me leva a servir ao mundo
Ela é minha mais bela oração
Pois quando com ela estou
Sinto-me falando com Deus

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:33 20/07/2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Amor é verbo

Amor é verbo

O amor não está em palavras
Ainda que possam ser amáveis
Elas enganam e são traiçoeiras
Troque uma letra de lugar
E aquilo que estava aqui
Vai-se sem se explicar
O amor só é verdade
Com o ato consumado

Logo confie nos gestos
No brilho do olhar
E no calor do corpo
Se o coração bater forte
O silencio for conforto
E a mão tocar o coração
O sentimento é sincero
As palavras serão fortes
E ligarão os corações

Eu posso dizer eu te amo
Sem nunca ter amado
Prometer o impossível
Sem fazer o possível
As palavras só tem valor
Quando confirmadas por atos
E o amor só será amar
Quando eu me sentir amado

Pedro Junqueira Franco de Castro 03:01 19/07/2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sozinho com uma canção

Sozinho com uma canção

Uma canção é tudo que preciso
Nessa madrugada escura e fria
Tocando e tocando minha alma
Fazendo-me sair da minha jaula
Espantando meus demônios

Quando me sinto triste
Minhas lagrimas caem em seu ritmo
Melancolicamente me mostrando
Que a vida não termina aqui

Quando me sinto alegre
Ela faz minha festa acontecer
Agitando cada célula do meu corpo
Fazendo-me dançar até o sol raiar

Quando me emociono
Ela abre meu coração
Arrepiando todo pelo de meu corpo
Deixando meus olhos molhados

Da maneira mais bonita
Ela me passa sua mensagem
Abrindo as portas do meu coração
Ela conhece o caminho da minha alma

Eu nunca me sinto sozinho
Estou na sua companhia
Uma canção tocando minha alma
Lembrando-me que lá fora
Sempre haverá alguém a tocar

Cantemos essa canção juntos
Deixemo-la fazer o dia raiar
Espantando todo mal do mundo
Levando esperança aos corações
Libertando as pessoas para amar

Pedro Junqueira Franco de Castro 03:28 06/07/2011

Pais e Filhos, a lição de geração a geração.

Pais e Filhos, a lição de geração a geração.

Todo ato começa pela mão de um pai
E termina pela resposta de um filho
A mão erguida mesmo que merecida
Pode ser mal compreendida
E um ato isolado de violência
Se espalhar por um mundo sem razão

Os pais precisam ser líderes
E para isso precisam escutar
Escutar as necessidades de um filho
E esquecer-se de fazer suas vontades
O não às vezes tem mais valor que o sim
Às vezes é preciso tirar para saber dar

Pais precisam estar presentes
Não a toda hora e todo momento
Mas ao menos na hora pontual
No momento em que sua ausência
Pode marcar o fim da confiança
Deixando um vazio na infância

Para serem bons lideres
Os pais precisam de paciência
Saber que os filhos vão errar
Até mais e pior que eles mesmos
Mas que cometeriam erro maior
Ao perder o controle diante do erro

Para serem lideres dos filhos
Os pais precisam os respeitar
Mostrar o caminho a seguir
Sem nunca levantar a mão
Respeitar o caminho escolhido
Mesmo não sendo o sonhado

Os pais precisam ser honestos
Jogar as palavras sobre a mesa
Mesmo que incomodem no inicio
Todo incomodo serve de estimulo
Sendo companheiros da verdade
Os pais dificilmente se enganam

Se mesmo assim os pais errarem
Aos filhos apenas cabe perdoar
Com a humildade de quem vê
Que com toda sua abnegação
Os pais só queriam dar aos filhos
Uma educação melhor que a recebida

Enfim pais e filhos devem dar as mãos
A vida é o momento do arrependimento
Na vida está a hora da compreensão
Só na vida temos a chance do perdão
E para corrgir os erros do passado
È necessario se amar no presente

Pedro Junqueira Franco de Castro 04:49 12/07/2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

O voo do amor

O voo do amor

Abra seus olhos e se deixe levar
Uma nova canção irá começar
Ela já foi cantada e decorada
Acabou esquecida no tempo
Nossa velha canção do amor

Enxergue o invisível junto comigo
Caminhe no escuro de mãos dadas
Deixe-me te levar até seu coração
Até o fim de qualquer começo
O caminho sempre será o amor

Livre-se de todo mal que chegar
Deixe passar qualquer fraqueza
Esqueça-se de qualquer incerteza
Um dia sua busca chega ao fim
É só você deixar o amor ficar

Buscamos sempre um novo caminho
Um novo destino para humanidade
Uma nova resposta para a vida
Tudo que precisamos é deixar
Deixar tudo de lado e amar

Abre seus olhos
Só o amor pode te fazer voar
Para além do universo
Deixe estar...
Toda guerra acaba em paz,
Toda escuridão acaba com a luz,
Todo ódio acaba quando chega o amor...

Eu busquei uma forma de expressar
Com algumas palavras tentei te acordar
Despertar minha bela para a verdade
Não existe revolta que não se vença
A maior revolução é o amor

Talvez se todos acordarmos
E nos dermos às mãos
A mudança será real
E poderemos viver...
Viver para a única causa da vida...
Poderemos viver para amar...

Pedro Junqueira Franco de Castro 18:13 05/07/2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Deuses do nosso destino

Deuses do nosso destino

A vida nem sempre nos dá o caminho
Mas não se desespere ao procurar
Nosso caminho quem dá é o coração
E para ver no coração nossa essência
É preciso um pouco mais de calma
Vá trilhando seu caminho tranquilo
Sempre com a sua cabeça erguida
Sem precisar vender a sua paz

Não tenha medo de errar na escolha
Erra quem não se entrega por inteiro
Quem não mergulha naquilo que faz
Não é a escolha que te satisfaz
Muitos não puderam escolher
Dedicaram-se de olhos fechados
Pois sabiam que a verdadeira missão
É viver para servir a humanidade

Não é preciso andar com pressa
Viva cada coisa em seu momento
A vida é curta se vivida no futuro
Longa se esquecida no passado
E eterna se vivida no presente
Ainda que ela termine amanhã
O importante foi ter feito hoje
O melhor que você podia agora

Como deuses de nosso destino
Foi nos dado o poder da escolha
Somos livres para arbitrar
Responsáveis pelo caminho
Merecedores de nossas honras
E como já dizia o poetinha camarada:
“A coisa mais divina que há no mundo
É viver cada segundo como nunca mais.”

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:43 01/07/2011

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A velha canção da eternidade

A velha canção da eternidade

As pessoas nunca se vão por inteiro
Uma parte delas sempre fica no vento
Basta você sentir a brisa em seu rosto
Um mar de lembranças tocará seu peito
O amor que ela deixou se faz presente
Nutrindo a eterna saudade do inesquecível

Ainda que elas não estejam fisicamente
Sua presença ainda é sentida no amor
Basta uma lagrima para fazer lembrar
Tocando bem no fundo de sua alma
Sua canção ainda está voando ao vento
Cantando a lição que se deixou de herança

Aquilo que era matéria se foi
Voltou para o ciclo da vida
Não adianta procurar na matéria
O que restou está na alma
Ainda que não possamos tocar
Podemos fantasiar o abraço
E sentir novamente o beijo
As sensações não se vão
Estão guardadas no coração

Se te faz bem crie o céu
Mas lembre-se o céu é alma
Tudo no céu é feito de luz
O céu é uma energia infinita
E essa luz que se vai também fica
Fica nos nossos sonhos
Basta sonhar para tocar sua alma
Fica nos nossos corações
Basta amar para sentir sua presença

Esqueça a frase não dita
Esqueça a palavra ferida
A vida não volta atrás
E se existe saudade
Também existiu o amor
Guarde as boas lembranças
A lição que foi ensinada
E aquela velha esperança
De na eternidade se encontrar

Pedro Junqueira Franco de Castro 01:43 29/06/2011

terça-feira, 28 de junho de 2011

Amor em Gênesis

Amor em Gênesis

Quando não havia nada
O universo era só ausência
Dois opostos foram atraídos
Era o amor criando mundos
Da explosão da paixão
Fez-se o céu e as estrelas
Formados pela atração
Unidos pelas afinidades
Depois da explosão da paixão
O amor pôs tudo em ordem

Quando só existia matéria
O planeta era um átomo a mais
Duas moléculas foram atraídas
Era o amor criando a vida
Da fúria dos vulcões
Fez-se a atmosfera e a agua
Formados pela confusão
Separados pelas diferenças
Depois da confusão da fúria
O amor pôs tudo no lugar

Quando os seres eram aquáticos
A vida vivia mergulhada na agua
Dois seres foram atraídos
Era o amor diversificando
Da mistura de orgânicos
Fez-se o vegetal e o animal
Formados pelas tentativas
Separados por particularidades
Depois da diversão da mistura
O amor pôs cada um em seu lugar

Quando tudo parecia já feito
A vida parecia até ser perfeita
Duas metades se uniram
Era o amor na forma mais plena
Da mistura de dois gametas
Fez-se o homem e a mulher
Formados pela unificação
Separados pela evolução
Depois do fluxo dos gametas
O amor se instalou no ser

Quando o fim era certo
A vida já se via completa
Novos encontros se fizeram
Era o amor sempre fluindo
Misturando as diferenças
Fazendo novos seres
Trilando novos caminhos
Criando possibilidades
Em direção ao infinito
Vai caminhando o amor

Pedro Junqueira Franco de Castro 22:07 28/06/2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Problemas, paradigmas, limites e fins.

Problemas, paradigmas, limites e fins.

Não existe problema sem solução
Você pode tentar fugir em vão
Mas assim como o problema
A solução também está em você

Não há paradigma que não se quebre
Cada um constrói o seu com o que a vida deu
Mas a vida sempre dá um novo horizonte
E com eles novos paradigmas podem nascer

Não dê muita importância aos limites
Agora é a hora de superara-los
A vida é o campo da possibilidade
A impossibilidade reside na morte

Não temos como viver só de fim
Nossa vida é sempre cíclica
Há sempre um novo começo
No final de cada término

Pedro Junqueira Franco de Castro 03:00 22/06/2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ponte da amizade

Ponte da amizade

Tudo bem se quiseres partir
Mas se ficares posso te prometer
Terás sempre meu sorriso sincero
Minhas palavras sempre serão doces
Ainda que precisem ser honestas
Meus ouvidos sempre atentos
Mesmo que suas palavras calem
Eu serei sempre um guardião
Com zelo guardarei nosso templo

Não te forçarei a ficares
Mas se assim quiseres prometerei
Meu olhar fará festa sempre que te ver
Minha coragem será fiel a sua vontade
E quando sua vontade for desistir
Meu compromisso será em te levantar
Mesmo que para isso precise fantasiar
Eu serei sempre um bom irmão
Comprometido cuidarei de nosso jardim

E se tudo isso não servir
Se mesmo assim tiveres que partir
Voltas, pois sempre estarei aqui
Seus segredos estarão no velho cofre
Ainda terei um baú de conselhos pra ti
Continuarei sendo só ouvidos
Nossas conversas ainda aquecerão
Minha mão estará te esperando
Para formarmos novamente
Nossa velha ponte da amizade

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:42 21/06/2011

Noite de São João

Noite de São João

Noite de fria e alegre
No céu feito estrelas
Brilham balões de São João
Prendendo nossa atenção
Libertando nossa imaginação
Os balões estão livres
Quem os guia é a chama
Libertando-os até o céu

Presos estamos a terra
Com sonhos de liberdade
Juntos em uma quadrilha
Dançamos nossa alegria
Ainda que presos ao circulo
A união liberta nossa força
Juntos na mesma sintonia
Libertando-nos da realidade

Ainda em pensamentos livres
Estamos presos a musica
Libertando nosso corpo
Estamos presos ao vinho
Libertando nossa vergonha
Juntos de mãos dadas
Mãos que nos prendem
Libertando-nos da solidão

Livre mesmo só a chama
A chama da fogueira
Queimando em labaredas
Dançando no seu ritmo
Chegando perto das nuvens
E a chama do coração
Que nos guia feito balão
Levando-nos até o céu

Pedro Junqueira Franco de Castro 16:50 20/06/2011

Dissabor, desprazer e desesperança

Dissabor, desprazer e desesperança

Existem esperanças medíocres
Que não nos dão o impulso
Apenas esperar já nos basta
Esperar a derrota premeditada
Esperar o fim já anunciado
Esperar num eterno dissabor
Criamos raízes no tempo
Presos na falta de querer

Existem propósitos opressores
Os quais o impulso vem de fora
Todo proposito deve vir de dentro
É de dentro que vem o prazer
É de dentro que vem o sentido
Dentro onde mora o coração
E um proposito sem emoção
Mata qualquer boa intenção

Existem prazeres que corroem
Levam momentos de euforia
Sem alimentar nossa alma
Prazeres que nos distraem
Dispersam dos nossos sonhos
Consomem horas de vida
Aproximando-nos da morte
Aumentando o vazio do viver

Podem existir meias verdades
Algo pode ser bom para alguém
Como pode ser ruim para outro
Ao se olhar através da razão
Quase tudo é relativo nessa vida
É preciso abrir os olhos do coração
O coração é capaz de dar o sentido
Para aquilo que não tem sentido

Pedro Junqueira Franco de Castro 00:33 20/06/2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Homenagem a minha super-madrinha

Homenagem a minha super-madrinha

Dentre todos os ofícios ela escolheu o mais justo
E ainda que tenha cursado Direito
Hoje seu oficio é de mãe, madrinha e mulher
Que cumpre com dedicação e amor
E também com muita alegria
Pois se vê realizada naquilo que faz

Como toda irmã mais velha
Ela sempre se prontifica a proteger
Defende aquilo que acredita ser justo
E assim como os super-heróis
Vai até as ultimas consequências
Ela é uma super-mãe e super-madrinha
E pro seu marido ela é a super-mulher

Ela não deixa que a busca da felicidade
E que as frescuras da sociedade
Tirem o sabor de suas pequenas alegrias
Alguns chegam a achar que ela é louca
Mas se ser louca é ser feliz
Ela deixa o julgamento de lado
E leva com ela a felicidade

Quando pequeno ela adivinhava meus desejos
Tirava da cartola aquilo que eu precisava
Na adolescência muitas vezes ela fez magica
E fez sumir as lagrimas de minha face
Hoje ela continua fazendo milagre
Sua superstição de mãe não deixa nada passar
Feliz eu que tenho uma fada madrinha
Só posso agradecer tudo que você é para mim
Minha sempre minha Dinda

Pedro Junqueira Franco de Castro 00:02 14/06/2011

O jardim da vida

O jardim da vida

Nossa vida é assim feito jardim
As primeiras sementes deram vida
Foram lançadas por nossos pais
Logo depois vieram as pioneiras
Lançadas pela nossa família
Dando condições para novos brotos

As pessoas entram na nossa vida
São novas sementes em nosso jardim
Algumas gostam do solo e logo brotam
Crescem a vontade sem precisar de muito
Logo criam raízes em nosso peito
E nos alimentam com seus frutos

Algumas carecem de mais cuidado
Se quisermos ver uma arvore brotar
Será preciso adubar e cuidar bem
São exóticas e muito frágeis
Mas podem trazer diversidade

Algumas são apenas flores
Surgem quase que espontaneamente
São nossas paixões momentâneas
Existem só para embelezar nosso caminho
Apenas contempla-las já basta

É certo que existem as daninhas
Sugam sem nunca servir
Estão ali só para atrapalhar
Com essas é preciso cuidado
Se deixarmos elas tomam conta

O solo desse jardim é nosso coração
É ele que vai nutrir nossos relacionamentos
O desenvolvimento de casa semente
Passa pela qualidade desses sentimentos

Nosso intelecto faz o trabalho do jardineiro
Cabe a ele adubar quando preciso
Podar as nossas arvores se necessário
Cuidar para que as daninhas não vinguem

Temos no corpo a porta de entrada
Ele permite o contato com as sementes
Se tivermos um jardim bem cuidado
Sua porta de entrada será atraente

Assim como para cuidar de um jardim
É preciso conhecer as forças vitais
Pois elas também agem no nosso jardim
E quando você a conhece bem
Seu jardim flui e se renova
Mantendo-se sempre diverso

Pedro Junqueira Franco de Castro 15:22 16/06/2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

Anjos de uma asa só

Anjos de uma asa só

Somos anjos de uma só asa
E precisamos de um par para voar
Somos o fruto da maça proibida
E precisamos parti-la para amar
Somos metades de deuses na terra
E precisamos de um par para reinar
Somos nuvens isoladas em um céu
E precisamos se unir para fazer chover

Andamos pelo mundo querendo encontrar
Encontrar amores e amigos que nos façam voar
Metades de maça para o nosso amor alimentar
Outros semideuses para criarmos mundos
E nuvens carregadas de sonhos para fazer chover

Algumas vezes nos prometem o voo
Mas o que recebemos é a queda
Nos fechamos feito anjos caídos
Mas o tempo cura nossa asa
Apitos a mais um voo tentar

Algumas vezes nos prometem um mundo
Mas que por ser feito de areia desmorona
Despertamos a nossa fúria de deuses
Mas o tempo acalma o tufão
E novos mundos podemos erguer

Algumas vezes repartimos a maça
Mas uma das partes vem envenenada
Envenenados caímos no sono profundo
Mas logo um beijo quebra o encanto
E um novo amor vem alimentar

Algumas vezes juntamos nossa nuvem
Mas não gostamos do desenho formado
Grandes nuvens negras se formam
Mas logo que um raio nos parta
Precipitamos novamente em gotas de amor

Cair, se envenenar, desmoronar e chorar
Tudo isso faz parte do amar
E de nada adianta querermos se isolar
Dentro de nos temos um universo
Precisamos dividi-lo com o mundo
Seja com amigos
Seja com amores
Seja com quer for
Universos se atraem
Anjos precisam voar
Maças carecem de bocas
Nuvens cruzam o caminho
Deuses criam mundos
Mundos são feitos de sonhos
E sonhos só fazem realidades
Quando damos as mãos
Encontrando no amor a salvação

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:00 13/06/2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Manhã cinzenta

Manhã cinzenta

Chove e faz frio lá fora
Mas a vida continua
Mesmo sem proposito
É isso que o capitalismo tem a oferecer
Um pouco de conforto para alguns
Um tanto de frio para outros
Um pouco de democracia para alguns
Um tanto de conformismo para tantos
Vivemos um tempo ameno
As grandes ideologias caíram
Foram enterradas pelo pós-modernismo
Os propósitos agora tão líquidos
Chegam a escorrer por entre os dedos
E vamos seguindo em frente...

Triste a manhã após o muro cair
Pois com ele caiu à esperança
Esperança de um mundo novo
Levou junto à segunda opção
O outro lado da moeda
Decretou o fim da luta social
O socialismo devia ter se preocupado...
...mais com a cooperação...
...mais com a igualdade...
...mais com as pessoas...
Mas caiu no jogo do capital
Entrou em uma guerra de poder
Deveria ser um sistema de paz
Mas a ganancia por dominar
O levou a uma guerra de palavras
E decretou o fim de seus ideais

Mesmo aqui sentado eu ainda acredito
Acredito nas pessoas lá fora
Elas só estão esperando a oportunidade
Ainda vamos sair unidos e construir
Construir um novo sistema
Onde o fim seja a felicidade
Onde o fim sejam as pessoas
Onde o fim seja a vida
E não o próprio sistema
Lutaremos juntos por um proposito
Que não seja manter um sistema
Pois os sistemas são os meios
E as pessoas devem ser o fim

Agora vou tentar apenas deitar
Acordem-me quando acabar a pós-modernidade
Eu sei que atrás das nuvens dessa manha cinzenta
Existe um sol que aquece e ilumina
A era de aquários começa
Primeiro passaremos por necessidades
Servirão para abrir nossos olhos
A chuva vai limpar nosso corpo da lama
O vento levara tudo que for fraco
Quebrara tudo que for forte
Ficara apenas o que tiver leveza
Aquilo que tiver asas e souber voar
A flexibilidade vai nos salvar
Restara apenas o nosso amor
E só assim construiremos o paraíso
E os que enxergarem a luz vão vive-lo

Pedro Junqueira Franco de Castro 15:02 09/06/2011

Ronaldo, eternamente fenômeno.

Ronaldo, eternamente fenômeno.

Ele é Ronaldo dos dribles desconcertantes
De deixar zagueiros caídos no chão
Ele é Ronaldo das arrancadas espetaculares
De deixar metade do time para trás
Ele é Ronaldo das pinturas que viram gol
E dos goleiros caídos aos seus pés
Se algum dia um gol me arrepiou
Mesmo sendo contra meu time
Foi através dos pés dele
Pois quando a bola estava em seus pés
Ele não falava apenas com o corpo
Ele falava com a sua alma

Seres humanos como Ronaldo são poucos
Um típico brasileiro que nunca desistiu
Quando todos achavam que era seu fim
Ele tirava aquele restinho de esperança
Que estava guardado no fundo da alma
E voltava a ser o mesmo Ronaldo de sempre
Mostrando-nos que é preciso acreditar
Mesmo que os limites físicos falem mais alto
Nossa alma não tem limites e pode voar

Hoje Ronaldo faz sua despedida do futebol
Mas sua historia de amor com a bola continua
Mesmo fora de campo ele continuara a servir
O fenômeno Ronaldo vai embora
Mas deixa como legado para o futebol:
A molecagem, a paixão, a magia e o gol.
Nos deixa a lembrança da amarelinha nove
Com a qual se sagrou artilheiro de todas as copas
Deus lhe deu uma chance de ser eterno
E assim como ele não perdia gols
Essa chance ele não deixou passar
Entrou para eternidade com a bola
Cravou uma estrela para sempre no peito de um povo
Obrigado Ronaldo Luís Nazário de Lima por ser brasileiro...
E por nunca desistir de levar a emoção através de seus pés
Para todo brasileiro você vai ser eternamente o fenômeno, Ronaldo.

Pedro Junqueira Franco de Castro 01:13 09/06/2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Não temos tempo de temer a morte

Não temos tempo de temer a morte

Não é preciso temer a morte
Temer a nossa única certeza
É decretar o fim antes de começar
É viver para ver o fim
E morrer em vida

É necessário viver com a certeza
...que agora é a hora de ser feliz...
...que agora é a hora de sorrir...
...que agora é a hora de dizer eu te amo...
...pois mais tarde pode ser tarde demais.
Então a única certeza é que devemos viver
O presente é o momento de vencer a morte
De dizer para ela que mesmo que ela venha inesperada
Mesmo que ela venha sem razão
Mesmo que ela venha cruel
Você foi mais forte que ela
Pois venceu com honra cada dia
Da grande batalha da vida

Lembre-se que os que fazem cada segundo ser eterno
Esses ficam para sempre na memoria da humanidade
E para eles a vida nunca tem um ponto final
Ela é apenas uma pagina de um livro de muitos capítulos
Escrito por muitas encarnações através de muitas vidas
Vivem feito deuses e morrem feito santos
Com a paz e a certeza que mesmo que não voltem
Deixaram a marca de sua alma para sempre, na eternidade.

Pedro Junqueira Franco de Castro 00:20 06/06/2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Poema para minha santa-avó Nadime

Poema para minha santa-avó Nadime

Minha avó meu deu a paciência
Paciência de mãe e mulher
Mãe dedicada e presente
Mulher que sempre esperou
Esperou pela verdade
Esperou sem desanimar
E hoje continua a esperar
Espera os sonhos que a vida levou

Minha avó me deu a paz
Paz de um espírito tranquilo
De uma alma complacente com a verdade
A vida lhe deu motivos de sobra para revolta
Mas ela não deixou que levassem sua paz
E viu na compaixão um caminho a seguir
Hoje ela assiste a tudo com essa paz
Que reside na fé que o bem vigora

Minha avó é uma santa
Dessas que não se faz mais
Seu compromisso é com Deus
Sua oração é pela família
Trás no nome a descendência síria
Que a faz mulher feita para cuidar
E hoje esse é o seu proposito
Cuidar da família que é o sonho que lhe restou

Pedro Junqueira Franco de Castro 02:18 31/05/2011

Não temas Larissa

Não temas Larissa

Não é preciso temer Larissa
Esse mal logo vai passar
Abra seu coração e deixe-o ir
Ele é daqueles que vem para o bem
Para te mostrar o quão forte você é
Para derrubar velhas certezas
E te mostrar o caminho
Pois a força está dentro de você
E só espera a hora certa para vir

Não é preciso temer Larissa
Quando pensares estar cansada
Nós estaremos aqui para te fortalecer
Nessa batalha você não vai lutar só
Seus amigos estão para apoiar
Sua família seguindo seus passos
Seu amor segurando sua mão
E Deus sempre em seu coração
E com ele a vitória é questão de tempo

Não é preciso temer Larissa
Depois que as nuvens passarem
O sol brilhará mais forte
Sua força estará renovada
A praga de seu jardim eliminada
Uma semente brotara para celebrar
A vitória da vida abençoada
E seus frutos vão mostrar
Que o bem sempre vigorara

Pedro Junqueira Franco de Castro 01:14 06/06/2011

Homenagem a nossa deusa Gaia

Homenagem a nossa deusa Gaia

E Deus nos deu a inteligência
Nos fez diferente dos outros
Inocentemente comemoramos
Vangloriamo-nos superiores
Esquecemo-nos do maior detalhe
A inteligência é responsabilidade
Pois para os outros basta copiar
E o ciclo da vida se mantem
Mas para nós é preciso mais
É preciso de sensibilidade
Para tocar a terra com zelo
E fazer dela sua morada

É necessário cuidar
Cuidar da água
Para que se mantenha limpa
E nos sirva de fluido vital
Cuidar da mata
Para que se mantenha viva
E nos sirva de proteção
Cuidar do ar
Para que se mantenha puro
E nos sirva de sopro
Cuidar do fogo
Para que se mantenha chama
E nos sirva de calor
Cuidar da terra
Para que se mantenha nutritiva
E nos sirva de sustento
Cuidar, pois antes de se servir dela
É necessário servir a ela

Somos filhos dessa terra
Do seu barro fez-se nossa carne
O seu fogo inflamou nossos corações
Foi seu ar que estufou nossos peitos
E sua agua que fez tudo isso fluir
Mas não somos os únicos
É preciso aprender a dividir
Zelando pelos próximos
Cuidando de nossos irmãos
Devolvendo a terra o carinho recebido
Tocando ela como grande mãe que é
Com respeito e amor a nossa deusa Gaia
Mãe eterna e soberana
Senhora das leis e do saber
Deu-nos a vida e pode tirar
Pois quando machucada ela se fecha
Nosso ciclo termina e ela continua
Dando vida a quem souber lhe amar

Pedro Junqueira Franco de Castro 04:32 06/06/2011

sexta-feira, 3 de junho de 2011

I Wish We Here

I Wish We Here

Éramos grandes e loucos diamantes
Esperando a oportunidade de brilhar
O mundo havia nos virado as costas
E nos viramos às costas para o mundo
Presos na barriga de nossa grande baleia
Nadando no nosso mesmo e velho aquário

Passávamos à tarde ociosa
Destilando o prazer de nada fazer
Quando saiamos era para ver o mundo girar
Através de uma bola ou da lucidez perdida
Íamos para aula e voltávamos com uma certeza
Ou havia algo de muito errado com o mundo
Ou deveríamos partir na próxima nave
Pois a esse mundo não podíamos pertencer
O mundo nos apresentava a grande maquina
Mas não queríamos ser mais uma peça nessa engrenagem

Hoje eu continuo a rodar o mundo
Sem a comida acolhedora de nossa mãe
Sem o dialogo que consumia a noite
Sem a erva e a bebida que regava nossa musica
Sem a companhia de nossos mascotes
Sem a presença física de grandes irmãos
Mas com o velho vinil do Pink Floyd
E com os mesmos velhos medos
Como queria que nós estivéssemos aqui
E é até estranho falar de ausência
Sendo algo tão presente em meu coração

Pedro Junqueira Franco de Castro 17:34 03/06/2011