As vinte e sete badaladas
Eu o clamo pássaro escuro
Que passa por cima da janela
Se escondendo em casa esquina
Perdido na cidade grande
Sobrevoando campos esparsos
Mostre-me o outro lado
Somente quando for necessário
Não espere os vinte sete sinos
Nem os cem anos de solidão
As pessoas que enfrentam a morte
São as que mais a temem
As pessoas que anestesiam a dor
São as que mais a sentem
Eu não enfrento a morte
Eu não temo minha dor
Minha morte já foi anunciada
Minha dor já foi premeditada
No momento que pisei o mundo
Homens orgulhosos caminham no abismo
Estão entre a vida e a morte, no caos
Você seria capaz de beber seu sangue,
Só para não entrega-lo a morte?
Qual parte de seu coração entregaria,
Para poder brincar nos campos esparsos?
Aonde colocaria seu orgulho,
Quando ela batesse a porta?
Esconda-o antes que ela te toque
Pedro Junqueira Franco de Castro 27/07/2011 04:39
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