terça-feira, 29 de novembro de 2011

O trem da infância esquecida

O trem da infância esquecida

O trem desgovernado vai se arrastando
Segue a todo vapor sem destino final
Em algum momento ele descarrilhou
Seu caminho ele não mais governa
Sem freios segue sempre em frente

Nessa rota sem saídas e chegadas
O sabor da estrada ele não sente
Vai passando sem se quer notar
A beleza da menina a lhe esperar
O desespero da mãe a lhe ajudar

Certo de seu caminho incerto
Segue arrogante e prepotente
Se prestasse atenção ao sinal
Poderia ver que logo em frente
Existe um abismo intransponível

Ele segue de estação em estação
Passa por todas sem descarregar
Caso você queira nele embarcar
De passagem você não precisará
O desconhecido dispensa convite

Um dia talvez encontre o trilho
Que o leve de volta a seu destino
Se continuar perdido no tempo
Será tarde demais para lamentar
A vida que ele deixou para trás

Pedro Junqueira Franco de Castro 04:26 30/11/2011

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