A possibilidade do impossível voo
O pássaro limitado no seu voo
Canta alegre todo amanhecer
Sua luta diária contra o vento
Alimenta a força do seu canto
Que continua até o anoitecer
A borboleta tem sua beleza
Limitada por poucas horas
Logo sua vida vai embora
Mas ela é a única certeza
Dá valor a luta da lagarta
Ainda que pequena a formiga
Aceita o limite do seu tamanho
Supera assim o peso das folhas
Sua humildade a torna grande
Na terra dos seres gigantes
O sol ilumina o amanhecer
Seus raios invadem a janela
Levam luz à limitada escuridão
Mesmo o sol vai-se embora
No limite do dia virar a noite
Lá vai Icaro através da janela
Sua busca pelo impossível
Talvez um dia tivesse fim
Se ele aceitasse o seu limite
De ser feliz tocando o chão
Pedro Junqueira Franco de Castro 03:04 29/11/2011
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