Poema do índio
Eu sou o pedaço dessa terra
O pedaço que dela fez mãe
No meu canto e minha dança
Eu estou a lhe adorar
Vivo com ela em harmonia
Na verdade meu respeito
Nasce da minha admiração
De sua beleza, seu canto
Não preciso lhe cobrar
Nem preciso muito fazer
Basta eu te comtemplar
E tudo você está a me dar
Nasci no coração da mata
Com você aprendi o amor
Sua água minha sede saciou
Sua terra me alimentou
Seu ar me deu o sopro da vida
No seu fogo minha alma queimou
Como um bom filho
Sua lição eu aprendi
Minha ciência e crença
Aqui estão para lhe proteger
Levo no meu olhar
O espelho de sua alma
Levo na minha voz
A alegria do seu canto
Levo no meu tato
O seu toque de mãe
Levo na pele
O seu odor
Levo em mim
O seu sabor
Sou o homem da floresta
Guardião da natureza
Meu tesouro é minha lição
O meu ouro não levaram
Sou a raiz de toda a nação
Por ser da terra
Ela minha também é
Minha e mais de quem
Souber lhe amar
Muitos são os homens
Que quiserem me furtar de ti
Chegaram impondo sonhos
Trouxeram-nos até a morte
Prometeram um novo mundo
Mas pra que irei de querer?
Seu coração é meu mundo
E de onde eu vim
Todo dia é dia de índio
Pedro Junqueira Franco de Castro 17:42 19/04/2011
Nenhum comentário:
Postar um comentário