Poema para doze flores cariocas
E um país se cala
A tristeza é profunda
São apenas crianças
Foram-se sem explicação
Futuros se vão prematuros
E um país se põe a chorar
Chorando por compaixão
Para limparmos nossa alma
Dessa grande crueldade
Que apenas um ser pode cometer
E o mundo se mostra indignado
Põe-se na busca da razão
Procura encontrar uma explicação
Algo que cale toda essa revolta
Esse sentimento aos avessos
E doze sonhos se foram embora
Botões que iriam desabrochar
Flores que estavam por vir
E agora todas despetaladas
Por um botão que não floresceu
E até o céu está a chorar
Os doze anjos que partiram
Eram puros, inocentes e belos
Em uma batalha sem sentido
Ao menos levaram um anjo caído
O que nos resta é orar a Deus
Para que o livre arbitro dado por ele
Não justifique mais atos como esse
E que a compreensão venha
Para que a lição seja aprendida
Pedro Junqueira Franco de Castro 15:37 08/04/2011
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