Poema do tédio
Vão passando as horas
Não há o que se fazer
Ligo a televisão
E nada pra se ver
Mais uma tarde vazia
Chego a contar os minutos
Uma ação a procurar
Saio no portão
Sem almas para conversar
Mais uma rua seminua
Os segundos se arrastam
Parecem querer se congelar
Escuto um trovão
Ao menos se chover
Encontrarei uma razão de aqui ficar
Já estou a observar milésimos
E eles parecem querer ficar
Deito no colchão
Começo a me remoer
A preguiça quer me dominar
Cobino-te com o ópio
E então acontece o obvio
Um tédio sem remédio
Se te transformo em poesia
A criatividade te faz o ócio
Pedro Junqueira Franco de Castro 22:24 21/04/2011
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