quinta-feira, 26 de maio de 2011

Corpo Sol, alma Lua

Corpo Sol, alma Lua

Assim como as flores monoclinas
Levo em mim duas formas de ser
Sou a dicotomia em carne viva
Meu coração pulsa sem ver

Sou a chave de todo sentir
Pois sinto sem pensar
Sem seguir parâmetros
O meu parâmetro é o entregar

De todas as maneiras de amar
Vivo aquela sem razão de ser
Pois para libertar os sentidos
É preciso perder toda a razão

Eu nasci com o corpo virado para o sol
Mas com a alma virada para a lua
E levo no meu corpo masculino
A sensibilidade de uma mulher

Sou um filho de marte
Vivendo um sonho de vênus
Na terra dos pecados
Sou só mais um pecador

A minha maneira de amar
Não segue uma escolha
Pois desde pequeno
Já me sabia escolhido

Se não quiser me compreender
Deixe-me apenas seguir meu destino
E não me julgue pelo meu prazer
Pois aquilo que vale é meu caráter

Para saber as razões de assim ser
É preciso antes de qualquer coisa sentir
E só que nasce com isso dentro de si
È capaz de vivê-lo e senti-lo

Pedro Junqueira Franco de Castro 00:13 23/05/2011

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