Poema para minha doce avó Norma Terezinha
Minha doce avó se foi
E meu deixou sua linda poesia
Poesia infantil, mas intensa
Intensa como ela mesma era
Um vulcão sempre a beira de erupção
Ou uma longa e fria madrugada escura
Era metade rainha
E metade lucidez
Era metade fera
E metade bela
Era metade Norma
E metade Terezinha
Sua razão era seu amor
E por sorte encontrou meu avô
Sendo muito sábio e calmo
Só ele podia acalmar
A fera que dentro dela
Sempre queria gritar
Foi com essa intensidade
Que sua família ela criou
Foram três doces meninas
Que trouxeram calmaria
Para um mar de aflições
Em seu turbulento coração
Trazia em sua poesia
Uma lembrança de menina
De sua infância ainda que sofrida
Ela não podia se esquecer
Pois trazia em seu coração
Cada um de seus irmãos
Foram tantas perdas durante a vida
Que com o apego ela passou a conviver
Mas a vida é cruel e sua riqueza roubou
E junto um pouco de sua alegria de viver
Ela então se viu como fera ferida
E em seu mundo se fechou
Quando a esperança já estava ferida
A vida mais uma peça pregou-lhe
Levou o que restava de sua alegria
Com o fim da vida de meu avô
Ela pôs-se a esperar na janela
A morte para também levá-la
Agora o que restava a seus olhos claros
Era esperar o encontro com seu amado
Em quanto isso ela se distraia
Com a alegria de seus netos e filhas
E com as canções do rei das paixões
Que lembrava seu tempo de rainha
Hoje os dois continuam a dança
Em algum lugar do céu
Como todo amor eterno
Os dois amantes se amam
Embalados pela valsa
De um sonho de mulher
Pedro Junqueira Franco de Castro 04:41 02/05/2011
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