Poema do desencontro
Agora vou-me embora amiga
Nossas almas não se acalentam
Nossa presença agora é ausência
Nossos abraços são apenas de braços
Nosso apertos são apenas de mão
Nosso perfume foi contaminado
Na certa por odores alheios
Nossa água já não é mais pura
Nossa prosa agora tem métrica
Nossa poesia já sem coração
Vou-me mas sem mãos vazias
Apesar de tudo nada foi em vão
Nosso baú ainda tem fantasias
Nosso choro ainda é de alegria
Nossa esperança ainda tem salvação
Pedro Junqueira Franco de Castro 4:41 02/02/2011
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